Sou o namorado

4 0 0
                                        

Mel

O dia foi passando, e a gente ficou fazendo nada o tempo todo, além do mural que todo mundo quis ajudar somente para passar o tempo.

Um pouco mais tarde a fome bateu, e eu proponho de comprarmos comida na pensão do outro lado da rua.

- Querida, eu já não tenho mais dinheiro.- diz Priscila para mim.

- Tudo bem, eu pago a sua.- eu digo para ela, e agora seu sorriso é de orelha a orelha.

Rose e Elô também gostaram da ideia, e me deram o dinheiro para que eu comprasse as delas.

Vitor se ofereceu pra ir junto, e mesmo eu não gostando da sua presença, eu não me opus, apenas fingi não te escutado sua pergunta, como estou fingindo não notar ele o dia inteiro.

Vamos caminhando até a pensão, e Priscila vai tagarelando até lá, ela diz que não entende o porquê de estarmos tão calados, e depois desiste de fica zuando nós dois, e começa a zuar as pessoas da rua.

- Nossa, que carrão.- ela diz e eu nem me importo em olhar na direção, Priscila não pode ver carro e moto que se arreganha* toda.

Entramos na pensão, e eu vou ver quais os cardápios que tem disponíveis hoje.

- Você e Vitor estão estranhos.- diz Priscila no meu ouvido quando estou colocando a minha comida e a comida das meninas.

- Coisa da sua cabeça.- respondo sem nenhuma vontade de tocar no assunto.

- Ata, você nem na cara dele está olhando.- vai me contar o que aconteceu?.- ela pergunta.

- Por que você não pergunta para o seu BFF?.- eu dou uma olhadinha para ela, e ela fecha a cara. Priscila é muito fofoqueira, ela não está preocupada com nós dois, ela só quer saber se aconteceu algo entre nós.

Termino de por as 3 comidas, e vou para o caixa, porém tenho que espera Priscila terminar para pode pagar a nossa junto.

- Queria me desculpar com você.- Vitor aparece bem atrás de mim, e eu me viro por um momento para o encara.

- Esquece isso Vitor, já passou.- eu falo sem ânimo virando pra frente novamente, e ele para na minha frente, tapando a visão da porta.

- Como já foi? Você não está nem olhando na minha cara.- ele diz e eu olho em seus olhos.

- O que você quer que eu faça? Brinque com você como se nada tivesse acontecido?.- coloco a mão na minha cintura estressada, porém não falo alto pois sei que as antenas de Priscila estão captando tudo em volta.

- Eu sei que não dá, mais poxa tudo que eu falei é verdade, eu só não queria te forçar a nada, estou mal* com isso todos esses dias, ainda mais que você me bloqueou e eu não pode me desculpar.- ele diz agoniado, e eu fico o encarando.

- Vitor, eu acho que você teve várias oportunidades para me dizer, e escolheu a pior delas para fazer isso.- eu falo o encarando seria.

- Eu sei Mel, te peço desculpa de coração, eu sei que fiz errado, e estou péssimo com isso.- ele diz e eu vejo sinceridade em seus olhos.

- Tá bem, só me dá espaço, pois tenho que me acostumar com isso agora.- digo, e ele balança a cabeça sorrindo esperançoso.

- Fizeram as pazes?.- diz Priscila com sua quentinha na mão, e com desgosto da cena.

- Não se mete.- Vitor retruca torcendo o beiço para ela, e ela faz cara de nojo pra ele.

Eu pago nossas comidas, e por fim saímos da pensão.

- Eu quero um homem com o carro desses, nossa, que perfeito.- diz Priscila com desejo, e dessa vez eu me viro para olha. E quando eu me dou conta de que carro ela está falando, eu me arrepio inteira.

- Merda*.- praguejo ao ver o carro de Antony estacionado bem na esquina do lugar.

Ele abra a porta do passageiro e emerge de dentro com uma blusa social azul clara, uma calça jeans, um sapato social, e um óculos nos olhos.

MA-RA-VI-LHO-SO!

Eu engulo seco, e vejo os olhos de Vitor e Priscila se arregalarem. Bonito vem andando ao nosso encontro calmamente, e nos três ficamos paralisados com sua aproximação.

- Boa tarde.- ele diz com sua voz grave e forte assim que chega perto de nós, e ninguém consegue pronunciar uma palavra se que.

Ele então dá um beijo em meus lábios, que me tira totalmente do transe, e me traz para o agora.

- Oi.- eu sussurro.- O que está fazendo aqui?.- pergunto a ele que apenas sorrir.

- Vim ver como você está.- ele diz e mesmo não vendo seus olhos, posso sentir seu olhar me queimando.- não vai me apresentar aos seus amigos?.- ele pergunta, e eu me lembro que Priscila e Vitor ainda estão ao meu lado paralisados.

- Oh sim é claro, esses sãos Vitor e Priscila. Pessoal, esse é o Antony.- eu apresento, e ele segura primeiro as mãos trêmulas de Priscila, que parece quase babar encarando ele. Depois as mãos de Vitor, que o aperto se torna um pouco mais forte.

- Sou o namorado.- diz o bonito olhando diretamente para o Vitor, e sei que ele está dando seu olhar matador, e se não fosse pelos óculos, provavelmente Vitor estaria se borrando todo agora.

- Bom, a gente já está indo, nós vamos almoçar, preciso leva o almoço das meninas.- eu falo para ele, e ele se vira para mim sério. Quero logo sair dessa situação ridícula.

- Entendo, que horas eu posso te buscar?- Antony pergunta.

- Vamos sair às 15h hoje, precisamos cumpri o horário.- eu digo a ele, e ele concorda.

- Está bem, estarei lhe esperando.- ele diz, e toma meus lábios mais uma vez.- prazer em conhecer vocês, até uma outra hora.- Antony diz simpático, porém sem nenhum sorriso.

Os dois apenas balançam a cabeça, e ficamos vendo bonito com toda sua gloria fazer seu caminho de volta até o carro, e logo depois sumir de nossas vista.

- Meu.Deus.Do.Ceu. O que você fez pra um homem desses te querer viado*?.- Pricila brada logo depois de recuperar sua voz.

- Não fiz nada, foi ele que veio até a mim.- eu falo atravessado a rua, e eles atravessam logo atrás de mim.

- Tá mais como um homem do porte daquele ia se interessar assim do nada por uma mulher igual a você.- ela diz com a maior naturalidade, e meu sangue ferve. Viro com tudo pra encarar ela tão rápido, que ela teve que dá um paço pra trás para eu não a esbarrar.

- O que? Acha que ele deveria se interessar por uma mulher como? Igual a você? Se enxerga Priscila, você só sabe falar mal* dos outro, mal* amada, amarga, e sem graça, por isso que ninguém te quer. Eu não precisei fazer absolutamente nada, ele simplesmente gostou de mim amor, e me desculpa tá, eu sou grade coisas sim, e por isso não movi nenhum músculo pra conquista um homão daqueles, então para de ser invejosa, e chora que hidrata.- viro as costa pra ela e saio andando na frente.

- Nossa, não precisava ser grossa, só porque está namorando com um milionário tá se achando.- ela diz e eu a deixo falando com as minhas costas.

Que mulher insuportável. Reviro meus olhos e entro na escola.

O SicilianoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora