Mel
Carine diz que precisamos nos arrumar para a festa de mais tarde, e eu já sei o que isso significa, aquele mesmo rituais de sempre. Cabelo, unha, maquiagem e tudo que temos direito. Só que aqui tudo vem aí nosso encontro, e não precisamos fazer nada, só sentar e relaxar.
- Aí amiga, muito obrigada por essa vida de patroa que você me proporcionou.- Mariane diz de olhos fechados, curtindo uma massagem super relaxante.
- Não é a mim que você tem que agradecer, é ao Antony.- eu falo rindo.
- Ah, mas se você não fosse essa coisa deliciosa que é, ele não estaria fazendo tudo isso.- ela diz e eu balanço a cabeça.
Tenho que admitir, mesmo não pedindo absolutamente nada, Antony me trata como uma princesa, e não é difícil acostumar a ser tratada assim.
Por mais que eu tenha os meus medos, e as minhas limitações, eu estou muito apegada a ele, e espero muito que ele não enjoe de mim.
...
Terminamos tudo que tínhamos para fazer, e vamos a caçada do look. Hoje quando estávamos passeando, compramos algumas roupas, sapatos, e outras coisas que mulher adora.
- Eu vou colocar essa roupa.- diz Mariane colocando uma calça tipo legging preta, na minha frente, com uma segunda pele de manga comprida, estampada de oncinha, quase transparente, um sutiã por dentro, salto agulha, e um casaco grosso por cima.
- Vê se a minha está boa.- pergunto amostrando a minha para ela.
Eu escolhi uma calça cinza de camurça, um casaco até o meio da cocha estilo vestidinho, com botões na frente, também cinza, um cachecol branco preto e cinza, e uma bota até o joelho preta.
- Porra, pelo menos uma vez na vida você soube escolher uma roupa descente.- ela me zoa, e eu faço careta.
- Deve ser por que dessa vez está frio.- eu falo dando de ombros.
- Prontas?.- Carine aparece na porta do quarto com uma bota preta até o joelho, um casaco estilo vestido com botões e laço, preto por fora e vermelho pelo lado de dentro, com pelugem no pescoço.
- Prontas.- respondemos animadas. Eu pego minha bolsa que já está arrumada com as coisas que eu vou levar.- Cadê o Antony?.- pergunto quando chegamos ao jardim, e não o vejo.
- Ele já está lá.- ela responde, e eu concordo.
...
O Lucca encosta o carro na calçada de um restaurante, e eu enrugo a minha testa.
- Ué, não era festa?.- eu pergunto.
confusa.
- Sim.- Carine sorrir, e eu continuo sem entender.
A porta do meu lado se abre, e um Antony elegante, lindo, sexy e gostoso aparece diante de mim.
- Boa noite Srta Supriano.- ele diz estendendo a mão para mim, e eu fico babando com a visão dele vestido de um belo smooking preto, blusa branca por baixo, calça de smooking, e uma gravata borboleta.
Eu agarro sua mão e saio do carro, tentando ser o mais elegante possível para está a altura desse Deus grego hoje.
- Você está perfeita.- ele diz me avaliando e eu sorrio.
- O senhor também é uma bela visão.- eu falo sorrindo pra ele, e começamos a fazer o nosso caminho.
Entramos no restaurante, e ele parece ser um restaurante moderno. Luz branca, móveis bege, chão de porcelanato creme, algumas molduras nas paredes e um bar bem no meio do lugar.
- Vamos tomar uma bebida?.- Bonito me pergunta, e eu concordo.
- Cadê a festa?.- Mariane reclama olhando em volta, e bonito encara ela de lado.
- Já iremos chegar.- ele diz sem ânimo para ela, e ela revira os olhos.
Esses dois parecem duas crianças.
Nós bebemos alguns dinks, e provamos alguns uísque que Antony e Lucca quis nos apresentar. Eu já comecei a ficar no grau, e o frio que eu estava sentindo já me foi até embora.
No meio da degustação que eles promovem para nós, eu disse que um dos uísque favorito dos dois parecia areia com álcool e eles se ofenderam bastante. Me deram uma aula de como uísque era a melhor opção alcoólica que alguém poderia ter, as propriedades deles, como não te deixa de ressaca, e são mais gostoso que qualquer outra bebida. Eu no entanto, discordei ferozmente dizendo que preferia uma Brahma gelada. Já a Carine, disse que vinho era o melhor de todos. Quando nos não entramos em uma concordância, ficamos cada um com sua escolha, e vivemos felizes com isso.
Bonito olha algo em seu celular, e depois nos encara, guardando o aparelho no bolso do paletó.
- Prontas?.- ele pergunta, e nos concordamos.- não será aqui nossa última parada. Mellany, você vem no carro comigo, as meninas podem voltar com Lucca, nossa segurança está logo atrás de nós.- ele avisa, me pegando pela mão, sem deixar ninguém dizer absolutamente nada.
Vamos em direção ao seu carro, e ele abra a porta para mim poder entra e seguimos o nosso caminho.
- Nós vamos para onde?.- pergunto o encarando.
- Você verá garota, não tenha pressa.- ele diz, e mesmo sem ver um sorriso em seu rosto, consigo perceber a diversão em sua voz.
...
Bonito estaciona em uma marina, com vários iates atracados e presos por correntes. Consigo escutar uma música, e muita movimentação no local.
- Não brinca.- eu falo de boca aberta, e Antony sorri com a minha reação.
Porra é uma festa no iate. Eu nunca imaginei que iria em uma festa dessas um dia. Eu fico ainda mais animada agora, e não sei se é porque a festa é no iate, ou e só por causa do álcool mesmo.
Nós saímos do carro e encontramos uma animada Mariane do lado de fora, que não se aguenta em suas pernas. Vamos andando até um luxuoso e enorme iate branco e marrom, com várias janelinhas, e logo a cima, onde eu quase não consigo enxergar daqui, uma grande torre com luzes amarelas, penduradas em finas cordas. Um homem com roupa de marinheiro na porta do barco cumprimenta Antony e Lucca em italiano, e depois abre a corrente emborrachada na cor vermelha, para podermos subir no iate. Quando chegamos em cima, um grande espaço amadeirado aparece em nossos olhos, com vários acentos branco, uma decoração sutil e elegante, pessoas bonitas e bem arrumadas. Eu suspiro olhando para cada detalhe encantada, e fico animada quando vejo um enorme bar.
- O que quer beber?.- Antony me pergunta, e eu olho para ele.
- Me surpreenda.- eu disse já sabendo que minha amada Brahminha gelada, com certeza não terá aqui.
Os olhos de bonito me olha com diversão, e sei que ele tomou isso como um desafio e fará o seu melhor. Ele sai de perto de mim, e vai junto com Lucca para o bar.
- Allan me pediu em namoro.- Carine diz em um fôlego só, e percebo que ela tinha que compartilhar essa informação, antes que isso a explodisse por dentro.
- Como assim?.- Mariane pergunta pra ela, um pouco confusa.
- Explica isso direito Cá.- eu puxo ela para uma rodinha e ela suspira.
- Nós estávamos conversando, eu disse que estava achando que um dos filhos do Don Tierco iria pedir a minha mão para o Lucca. Quando Allan ouviu isso da minha boca, ele disse que não iria deixar isso acontecer de jeito nenhum, e logo em seguida me pediu em namoro.- ela coloca a mão no rosto, e parece nervosa, angustiada com seus sentimentos, ou talvez perdida neles.
- Ué, mas isso não é bom?.- pergunto tentando entender o que ela está sentindo.
- Sim, é tudo o que eu queria, mas eu não acho que Lucca irá aceitar.- ela diz triste e desanimada.
- Mas é claro que vai, você quer que eu converse com Antony?.- eu pergunto com a maior das boas intenções, mas quando ela escuta a minha proposta, os olhos dela se arregala e ela balança a cabeça vigorosamente.
- Não não, deixa que eu vou pensar em uma solução.- ela diz nervosa, vendo os meninos vindo com nossos dinks na mão em nossa direção, e o assunto acaba morrendo aqui. Por enquanto!
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O Siciliano
AzioneMel é uma jovem, que sonha em construir um futuro brilhante. Ela tenta amargamente se recuperar de uma separação recente, e acaba conhecendo Antony no meio disso tudo. Antony é um filho de sicilianos, bilionário e sedutor. Antony, acaba virando a...
