Sentimentos

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Antony

Chego no corredor e Allan me aguarda do lado de fora do meu escritório. Ele é esperto. Com certeza Luca e sua ira* o aguarda do lado de dentro dessa porta, e ele sabe que se quebrarem algo da minha sala, eles teriam que lidar comigo também.

- Senhor.- ele me cumprimenta assim que eu chego perto.

Allan tem um corte no canto da boca, mas não parece tão mal* quanto Luca.

Apesar de meu primo ser um excelente lutador, Allan não seria minha sombra se não fosse o melhor.

- Vamos entra.- digo abrindo a porta do escritório.

Luca está andando nervosamente para todos os lados da sala, e quando seus olhos encontram com os de Allan, eles entraram em erupção.

- O que esse merda* ainda está fazendo aqui?.- ele brada furioso em italiano.

- Vamos conversar.- eu tento acalmar as coisas.

- Não tem conversa, eu peguei esse maldito* beijando a minha irmã.- ele grita feito um louco, e eu olho sério para Allan.

- Eu sinto muito senhor, eu não queria faltar com respeito com ninguém. Eu e Carine temos muito carinho um pelo outro, e eu pretendia pedir a mão dela para o senhor.- diz Allan me encarando sério.

Esse assunto não é novidade para mim, não há nada que aconteça dentro de minha casa que eu não saiba. Eu sei o quão profissional e respeitador Allan é, e o quão competente e inteligente Carine é, então isso não era algo que me preocupava.

Eu sei que ao redor de nós, tem muitos homens querendo nos matar, ou nos machucar, e saber que Allan daria sua vida para proteger Carine, sempre me deixou mais seguro.

Mas, Luca ainda a tem como uma menininha de 7 anos, e seu ciúmes pela irmã vai além de seus juízos.

- Você jamais terá a minha irmã outra vez.- ele rosna para Allan, que mantém sua postura.- vou levá-la para Sicília, e você não a verá nunca mais.- ele promete, e vejo Allan estremecer.

- Luca.- eu chamou sua atenção.- não é assim que se resolve as coisas, Carine é de maior, não precisa mais de sua intervenção em seus relacionamentos.- eu alerto, e ele sacode a cabeça feito uma criança que acaba de ouvir um não.

- Eu sou responsável pela minha irmã mais nova, e eu não aceito esse relacionamento.- ele grita.

- E o que ela pensa disso?.- eu pergunto encostando as costa na cadeira.

- Eu não me importo para o que ela acha, eu não quero os dois juntos, e ponto final.- ele diz autoritário.

- Você não tem esse direito, desde que eu trouxe Carine para minha casa, eu disse que em qualquer circunstância eu a protegeria, e não vejo problema nenhum em Allan e Carine está juntos.- eu falo, e vejo os olhos de Luca queimarem feito o fogo do inferno*.

- Eu não permito.- ele diz entre os dentes.

- E você permite o que? Que ela se case com o filho de um Dom? Que fará o que bem entender com ela, ou talvez castra-la para que ela jamais tenha um relacionamento?.- pergunto severamente e ele passa as mãos pelos cabelos.- Allan é de minha total confiança, e eu jamais iria permitir isso se eu não soubesse de suas intenções com minha prima.- eu declaro, e vejo Allan se endireitar em suas pernas, completamente surpreso com meus argumentos.

- Então você entrega minha irmã de bandeja para esse homem?.- Luca diz apontando para Allan com desgosto*.

- Allan é um homem honesto Luca, ele cuidará de Carine.- eu afirmo, e Luca vira de costas passando a mão pelos cabelos nervoso feito um cão.

- Está bem, mas a responsabilidade cairá sobre você, o que acontece com a minha irmã eu cobrarei de você.- ele me aponta o dedo e eu balanço minha cabeça.

Eu sempre vi o jeito que Allan cuidava de Carine, mesmo ele tentando disfarça, sei que seus sentimentos são verdadeiros, e sei que ele não seria capaz de me decepcionar.

- Ok, não se preocupe com isso.- eu respondo.

Luca inspira forte, e vem andando na direção de Allan feito um predador. Ele para bem na frente do meu motorista/guarda-costas, e olha dentro de seus olhos.

- Se algo acontecer com minha irmã.- ele ameaça, e Allan continua em pé sem move um músculo, olhando atentamente para Luca.

- Eu jamais permitiria tal coisa.- brada Allan sério para ele, e depois de se encararem com olhar assassino por 3 longos segundos, Luca abre aporta do escritório, e sai feito um jato entre ela.

...

Depois de um tempo no meu escritório organizando alguns documentos, e preparando tudo para os carregamentos que viram da Sicília, começo a sentir falta de Mellany.

Lembra o que ela me disse no baile me faz sentir remorso. Não quero deixá-la sozinha, e preciso me organizar para sempre poder ter um tempo para ela.

Me levanto da cadeira, e vou na direção de seu quarto. Entro tentando fazer o mínimo de barulho, e percebo que ela está ao telefone.

- Mãe, eu simplesmente não quero comemorar esse ano.- ela diz, e provavelmente é sobre seu aniversário. Ela escuta sua mãe do outro lado, e depois puxa um fôlego para responder.— Não mãe, eu estou bem, só não estou a fiz de festa, só isso, aliás eu vou trabalhar no dia e provavelmente vou está cansada, então por favor, sem festa surpresa.- ela fala, e cai de costas na cama olhando para o teto.

Não sei o porquê de toda esse relutância de não comemorar seu aniversário. O dia do nascimento dela é sim algo que eu pretendo comemorar ela queira ou não.

Eu estava decidido de arruinar seus planos de ir trabalhar, porém pensando bem agora, isso irá me ajudar deixando ela fora por algumas horas para que eu possa resolver tudo que tenho em mente.

- Tá bem mamãe, obrigada por entender.- ela diz aliviada, e com certeza sua mãe irá respeita sua decisão.

Oh baby, esses seus argumentos não irá funcionar comigo da mesma maneira.

Ela percebe a minha presença no quarto, e rapidamente se despede de sua mãe.

- Mãe, preciso desligar agora, foi ótimo falar com a senhora.- ela diz me encarando.- também te amo, tchau.- ela desliga, e senta na cama de frente para mim.

Eu vou andando para mais perto, e ela me olha atentamente.

- Antony, o que aconteceu?.- ela pergunta apreensiva me dando espaço para sentar ao seu lado.

- Nada.- eu digo a encarando, e ela franze a testa.

- Como nada, Luca estava a ponto de matar* Allan.- diz ela horrorizada, e eu aliso seu rosto delicado.

- Não se preocupe, tudo foi resolvido.- digo a ela, tentando não me aprofundar no assunto.

- Antony por favor, não faz nada com o Allan, a Carine é apaixonada por ele.- ela suplica, e eu encaro ela surpreso. Ela pensa tão mal* assim de mim?

- Por que eu faria algo contra o meu melhor funcionário, Mellany?.- pergunto com a sobrancelha enrugada, e ela me olha sem entender, e um pouco envergonhada com minha pergunta.

- Ué, a Carine tinha tanto medo* de você descobrir, que eu temi o pior quando isso aconteceu.- ela diz se desculpando.

- Querida, eu não seria quem eu sou se não soubesse o que acontece bem embaixo do meu nariz.- eu digo para ela e ela me observa atentamente.- sei dos sentimentos dos dois, e fiz Luca entender isso também.- eu respondo, e ela respira aliviada.

- Fico muito feliz de ouvir isso.- ela diz suspirando, e sorrindo largamente.

- O quanto feliz?.- eu pergunto com um olha lascivo, e vejo os olhos dela brilharem com ansiedade.

- Quer que eu mostre o quando?.- ela pergunta com um sorriso que carrega promessas, e eu fico quente.

- Oh querida! ficaria contente se mostrasse.

O SicilianoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora