Mudança de planos

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Antony

Quando chegamos a casa de Mariane, eu e Mellany esperamos do lado de fora, enquanto alguém vinha abri o portão para nós.

- Feliz natal.- grita uma menina muito animada em ver a Mellany assim que abre o portão.

- Feliz natal maluca.- Mel diz também animada. Porém vejo que ela estremece um pouco.- esse é o Antony, meu namorado.- me apresenta, e eu estico minhas mãos orgulhoso de ser o namorado dela.

- Boa tarde!.- cumprimento a menina, que fica um pouco paralisada quando me repara melhor atrás da Mel.

- O-oi.- ela gagueja, sem parar de me encarar.

- Mariane está aí?- Mellany pergunta incomodada.

- É... Sim.- ela consegue desviar o olhar por um momento e organizar seus pensamentos.- ela está no quintal, vamos para lá.- diz a meninas virando de costas, e nos guiando mais a frente.

- Você deixa as mulheres desconsertadas.- Mellany sussurra para mim, e eu sorrio com seu comentário.

- É apenas um rostinho bonito baby.- sussurro em seu ouvido, e a vejo arrepiar.
...

Chegamos em um local, onde está uma galera reunida. Todos animados, bebendo cerveja e jogando conversa fora. Quando eles percebem nossa presença, todos se viram para encarar, e nos ficam parados sem reação.

- Mel.- a voz de Mariane corta o silêncio, e ela vem correndo pra abraçar a amiga.

- Feliz natal.- elas se deseja agarradas.

Eu acho muito bonita a amizade das duas, por mais que eu sinta um pouco de ciúmes disso. Eu até gosto da Mariane, saber que minha garota tem uma amiga que pode contar é bom, faz eu não implicar tanto com essa amizade.

- O senhor rabugento também veio?.- Mariane diz sorrindo, e me dá um abraço inesperado, que eu até me assusto.

- Feliz natal cunhado, seja bem vindo a minha casa.- ela diz sorrindo, e eu acabo sorrindo também.- vem, vamos comer e beber.

Ela nos carrega para a mesa de seus familiares, e me apresenta para todos. Eu olho para o meu relógio, sabendo que marquei de levá-la para minha casa as 15h, e agora são aproximadamente 12:30.

- O que foi?.- Mellany sussurra próximo ao meu ouvido, vendo o meu desconforto.

- Não é nada.- digo para ela.

- Você quer ir embora?.-  pergunta me encarando e eu balanço a cabeça.

- Na hora certa.- respondo.

O helicóptero é meu, ele pode esperar. E eu também gosto de vê-la se divertindo. Ela fica em uma conversa entretida com as duas amiga. Uma conversa muito misteriosa por sinal, essas que elas tentam falar o mais baixo possível para que ninguém mais possa ouvir. Eu tento dar o máximo de liberdade para ela conversando com o pai de Mariane, e seus outro parentes.
Me sinto muito relaxado em saber que ela está aqui ao meu lado, segura, e feliz.
Tivemos um problema em Nápoles que me deixou tenso. Minha casa de show foi alvejada e tenho quase certeza que foi um recado de Luigi, e por isso não sairei de perto da Mellany por um bom tempo. Essa história dela voltar a trabalhar está me tirando do sério. Amanhã terei uma reunião muito séria com o Matheus, para saber ao certos quem são todos os funcionários daquela escola. Não irei descansar até saber que ela estará segura lá. Outra coisa que me encomenda é aquele filho da puta que quase a agarrou na festa que a conheci. Se ele tentar qualquer coisa, ou até mesmo chegar perto dela, eu mesmo o mato.
O tempo passa rápido, entre comidas e bebidas baratas e meu telefone toca. Vejo o nome de Lucca na tela e me alerto imediatamente.

- Desculpe-me, preciso atender.- me desculpo com os rapazes, e Mellany me olha com a testa enrugada.

Essa mulher e muito atenta, ela consegue ler todos os meus movimentos, mesmo eu tentando esconde-los, ela sabe que algo está acontecendo.

- Não se preocupe, são só negócios.- sussurro para ela e deposito um beijo em seus lábios, me afastando para atender a ligação.- pode falar Lucca.- eu digo.

- Primo, você precisa voltar, a segurança encontrou Luigi.- eu estremeço e olho para Mellany, que está conversando animada com sua amiga, despreocupadamente.

- E onde ele está?.- pergunto entre os dentes para ele.

- Está na Lapa em uma casa alugada. Porém eu acho que deve ser apenas um de seus esconderijos. Não podemos perder essa chance.- ele afirma, e eu concordo com ele.

- Ok, estamos indo.- confirmo.- pede para Allan está na porta da casa de Mariane em 5 minutos e trazer alguém para levar o meu carro de volta para casa.- ordeno, e ele concorda.

- Traz a Mariane com vocês.- ele pede, e eu enrugo um pouco a testa.

Sei que eles tiveram alguma coisa no cruzeiro. Mas talvez tenha sido mais do que eu imaginei que fosse. Decido não me meter.

- Ok, estamos saindo daqui a 5 minutos.- declaro, e desligo o celular.

Vou caminhando até o pessoal, e nem sento no meu lugar novamente.

- Desculpe, mais precisamos ir.- eu digo parado em pé diante deles.

- Mas já?.- a mãe da Mariane protesta e Mellany levanta para me encarar.

- O que está acontecendo?.- ela pergunta assustada, e eu tento acalma-la.

- Não é nada garota, só precisamos ir. Mariane, você pode vir conosco?.- pergunto para ela, e acho que ela entende bem o porque.

- Sim, só vou pegar minhas coisas.- ela levanta correndo e entra na casa de seus pais.

- Antony.- Mellany me chama, e eu encaro seus olhos preocupados.- me fala o que aconteceu? Quem te ligou? Era o Lucca? O que ele disse?.- ela procura por respostas, mas eu não pretendo da-las a ela.

- Ei, não se preocupa querida, é apenas alguns problemas que preciso resolver.- tento ser o mais natural possível para não passar a ela minhas preocupações, e ela concorda, mas vejo que minha garota não engole totalmente a minha desculpa.

- Estou pronta.- Mariane aparece ao nosso lado com uma mala imensa, e com um sorriso rosto enorme.

Percebo que ela também está ansiosa para partimos, e é o que faço. Pego sua bagagem pesada e nos despedimos de todos.

- Obrigada pela hospitalidade, me desculpe sair assim tão rápido.- falo para os pais de Mariane, e seus familiares.

- Tudo bem meu amigo, minha casa estará sempre aberta para vocês.- o pai dela aperta a minha mão.

- Volte mais vezes minha queria.- a mãe de Mariane abraça Mellany, e ela retribui o carinho.

- Pode deixar tia, voltaremos com calma.- minha garota diz, e deixamos Mariane se despedir do pessoal, caminhando lentamente para o portão.

Mellany me olha de rabo de olho, e eu tento não encara-la, para não acabar deixar meu nervosismo transparecer. Chegamos ao portão e o carro já foi substituído por uma Ranger Rover preta, e agora Allan que está dirigindo.

- Ué, cadê a BMW?.- Mellany pergunta reparando.

- Mudanças de planos.- respondo, olhando para ela por um breve momento, e desviando logo depois.

Allan salta do carro pega a mala de minha mãos, e coloca no porta malas, e se posiciona na porta. Eu vou ao seu encontro, enquanto Mellany espera sua amiga terminar a conversa com sua mãe.

- Como estão as coisas?.- pergunto para Allan que tem seu olhar impassível, mas como o conheço bem, sei que ele está um pouco nervoso.

- Tudo certo senhor, os seguranças estão na outra esquina para ninguém da casa os ver.- ele diz me encarando atentamente.

- Certo.- respondo para ele.

Assim que Mellany e Mariene vem ao nosso encontro, nós entremos no carro, e fazemos nosso caminho

O SicilianoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora