Dois dias depois... Residência do Visconde Stuart.
No escritório...
- temos que definir algumas coisas sobre a casa que viverão por duas semanas Rodolffo. Quais são as exigências? - perguntou Juarez.
- eu tenho algumas.
- então vamos ver se são possíveis.
- eu quero que escolha o melhor quarto e a melhor cama para a Juliette. O lugar deve ser o mais amplo e arejado.
- podemos escolher o quê foi meu e de sua mãe para vocês dois.
- não me ouviu? Eu falei que quero o melhor quarto para ela, só para ela.
- entendi.
- quero uma decoração suave e que os ardonos da cama sejam delicados. A roupa de cama seja clara. Uma penteadeira grande por que sei que as mulheres gostam dessas coisas.
- são exigências possíveis. E o seu quarto como quer?
- não faço questão de muita coisa, então a exigência é só que esteja limpo e sem pó.
- exigência possível também.
- o quê mais?
- um piano. Desejo que levem um bom piano para a casa, ela gosta de tocar, eu gosto de ouvir e se for da vontade dela, adorei apreciar ela tocando.
- tudo bem.
- criados eficientes e discretos, não gosto de criadagem fofoqueira. Uma criada de quarto para a Juliette. Para mim dispenso.
- hum... Interessante.
- desejo que todas as cortinas da casa sejam em tons brancos ou pastéis. Sinto que ela gosta de ambientes calmos e tranquilos, precisa ter inspiração para escrever o quê tiver vontade.
- vejo que suas exigências são todas voltadas para Juliette e para ti?
- quero que monte uma pequena biblioteca. Eu gosto de ler e ela também gosta, sei que conseguirei vencer o tempo sem importuná-la.
- Rodolffo vocês estarão em uma linda casa de campo, próxima as serras, lá é tão magnífico. Está preparando tudo para ficarem sempre dentro de casa. Não pensas em chamá-la para um passeio nem que seja para ver o córrego ou algo assim? Eu e sua mãe até pescamos ali.
- eu não estou indo a uma viagem romântica pai. Não há envolvimento. Eu só estou tentando que ela se sinta bem e confortável por que compreendo que ela não quer minha companhia e mesmo não querendo, ainda quero que meu quarto fique próximo ao dela. Se houver alguma coisa estarei por perto.
- tu poderia ter se casado com a senhorita Opper. Ela gostava tanto de ti, assim não passaria por essas coisas.
- nunca suportei a Sarah. Ela não tinha que eu admirasse. Era tão superficial e vaga. Eu sei que ela gostava muito de mim, mas não houve envolvimento de minha parte.
- não pense que te quero mal. Eu sou teu pai e estou buscando o melhor para você. A senhorita Juliette Cox é uma moça encantadora, tenho certeza que um dia ela vai te aceitar.
- eu não me importo com isso pai. Desde o princípio eu sabia que seria um marido perante a sociedade, mas não dentro de quatro paredes. Eu sei me virar.
- não ouse visitar nenhuma amante no início do seu casamento. Só deixarei um único cavalo na propriedade e com certeza não chegaria em Londres com ele.
- não vou visitar nenhuma amante. Fique tranquilo. Eu vou contemplar um pouco a solidão, isso é bom de vez enquanto e por favor, não fique me difamando por aí mais do que já fez.
- eu sei que não precisará mais de ter uma amante. Sua esposa te fará feliz.
- que ilusão. - falou balançando a cabeça.
...
Enquanto isso na propriedade no Barão Cox.
- eu quero detalhes com algumas pérolas. Eu amo pérolas.
- a senhorita ficará ainda mais bonita vestida de noiva. - falou a modista.
- com um lindo adorno na cabeça ficará a mais linda noiva já vista na Inglaterra. - disse Ruth.
- eu quero uma leve calda no meu vestido. Também quero luvas.
- mais luvas não está na moda senhorita.
- mas eu acho lindo luvas. Fui num casamento que a noiva usava luvas e eu fiquei encantada. O noivo tirando a luva para colocar a aliança. É tão emocionante.
Ruth e a modista se olharam e sorriram.
- vejo que está empolgada... - falou a modista.
- se não tenho escolhas, tento ao menos deixar tudo menos penoso.
- seu vestido ficará lindo e muito digno de uma futura viscondessa.
- mas eu sou filha de um barão. Terei o título de meu marido ou de meu pai?
- de teu marido. Seus filhos serão herdeiros de teu marido. - concluiu...
- filhos... Acho que não terei filhos. - disse vendo sua imagem refletida no espelho.
- terá sim. - falou Ruth.
- bem... Todas as medidas foram tiradas, o tecido e o desenho escolhidos e como também os detalhes, em 4 dias trago o vestido para a primeira prova.
- muito obrigada.
- na sua próxima visita traga camisolas. A senhorita irá precisar. - completou Ruth.
- tá bem. Até breve.
A modista saiu e Juliette ficou parada imóvel no chão.
- ainda vai precisar de mim Juliette?
- o quê há de errado com minhas camisolas? Tenho três que nunca nem usei.
- são camisolas de jovens e não de esposas. São lindas e podes até levar algumas, mas não são atraentes para um marido.
- mas Ruth, eu já te disse que meu futuro marido não precisa de mim... Ele tem amantes, não vai me querer.
- não seja ingênua e não negue os fatos, mesmo tendo amantes ou não, ele irá te querer. Agradeça que terá tempo de amadurecer a ideia. E não diga a ele nada daquelas coisas que eu te disse por que ele pode desconfiar de sua virtude.
- nunca direi Ruth. Prometo. Eu estou morrendo de medo dele. - ela disse se abraçando a Ruth.
- eu sei que está, mas vai passar. Tenho certeza que será em breve.
- achas que ele me pegará a força? O pai dele disse que ele é terrível.
- não acho que ele fará isso. Se fizer vai ser tão pior, principalmente pare ti aceitá-lo de novo.
- Ruth, quero que vá comigo para as terras altas. Que esteja perto quando eu me casar. Não vou conseguir sem você.
- fale com teu pai, se ele permitir, eu irei. Não para sempre, mas pelo seu período de adaptação.
- obrigada Ruth. - ela se apertou mais no abraço como uma criança assustada.
...
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Fica comigo
FanfictionUma união arranjada. Um homem poderoso e uma jovem sem escolhas, pressionada pela família. Será possível que o amor vença em meio as adversidades?
