Capítulo 29: A gravidade

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Rodolffo não despertou da queda e os criados só conseguiram vê-lo caído por que Tornado o estava lambendo as margens da estrada.

- pelos céus. É o visconde. - um disse assustado. - pare a carruagem. O visconde caiu. - e saltou rapidamente para ir socorrer seu senhor.

- é grave? - outro veio se aproximando.

- é grave. Ele não abre os olhos, mas ainda está vivo.

- meu Deus do céu.

- volte a fazenda do Visconde e peça um médico. Vamos levar ele a casa. Nossa senhora vai ficar em pânico.

- tudo bem. Vou no Tornado.

- cuidado com esse cavalo. Ultimamente anda muito rebelde.

Os outros dois criados levaram Rodolffo totalmente inconsciente na traseira da carruagem... Um guiava e o outro tentava reanimá-lo.

- meu senhor acorde. Sua senhora e seus pais vão ficar desesperados com o senhor assim. - disse verificando o pulso.

- esse cavalo sempre foi dele e nunca o derrubou e agora deu de fazer essas coisas. Por Deus. - disse o quê guiava a carruagem.

- não sei. O pai da nossa senhora disse que ela é amaldiçoada... Disse a todos nós, lembra?

- lembro... Mas nossa senhora é uma pessoa tão boa. Não acredito nisso. Foi uma fatalidade.

- é... Tem razão. Rá - e apressou os cavalos.

...

Enquanto isso o outro criado foi velozmente até a casa do Visconde.

Juarez se encontrou com ele na chegada de casa. Sua viagem a Londres deu errado por que uma roda de sua carruagem quebrou e por muito pouco não sofreu um grave acidente.

- senhor... - o criado disse pulando de Tornado.

- oi Thomás. O quê passas?

- vosso filho... - disse ofegante. - vosso filho caiu do cavalo e encontramos ele na margem da estrada desmaiado.

- pelos céus e cadê Rodolffo? - disse descendo do cavalo. - cadê meu filho?

- foi para casa. Deve ter chegado por agora.

- meu Deus... O mundo vai cair. Não teremos como levar um médico até lá. - Juarez se desesperou. - Deus não leva outro filho meu... Tenha piedade. Vão até a casa do médico e tragam ele aqui agora! - ordenou e subiu a entrada de sua imponente casa.

Juarez entrou em casa desnorteado e Vera saiu do seu quarto ao ouvir seus gritos e o choro que emanava de suas filhas.

- por Deus... Não ia a Londres... O quê houve?

- eu quase me acidentei na carruagem com a roda quebrada e agora acabo de saber que nosso menino está acidentado. Rodolffo caiu do cavalo quando voltava para sua casa.

- não! - Vera gritou. - meu menino não. - ela chorou forte. - óh Deus, mais um filho não. Meu primeiro amor... - ela disse abraçada a Izabella.

- Vera, não vou suportar. Não tenho mais coração mulher.

- ele veio aqui hoje. Está feliz e apaixonado. Tem 4 dias de casado e ama a esposa... Juliette... - ela disse lembrando da nora. - Juarez, essa menina vai morrer de desgosto.

- não diga isso.

...

O médico foi trazido e se montaram cada homem em um cavalo e dessa vez Vera resolveu ir e um cavalo foi selado para a viscondessa.

- vamos enfrentar o quê for... Vem muita chuva aí... Mas se apertarmos os cavalos, conseguiremos passar no rio e salvar meu filho.

...

Nesse momento a casa de Rodolffo e Juliette era tomada por três criados que chegaram trazendo Rodolffo desacordado.

Juliette foi pega de surpresa e ficou louca.

- meu Deus. O quê houve com meu marido? - ela disse já chorando, sendo amparada por Ruth.

- queda de cavalo senhora. Onde colocamos ele?

- no nosso quarto. - ela correu subindo as escadas e abrindo a porta. - aqui... O coloque aqui.

- um médico vem vê-lo senhora. Não tardará em chegar.

- me explique como ele caiu... Tornado e ele são um só.

- não sabemos minha senhora... Mas ele está vivo, só não acorda.

- ele vai despertar.

Ruth se achegou perto de Juliette e depois verificou os sinais vitais de seu senhor.

- calma... Vosso marido está vivo. Ele vai despertar. Vou no mato agora, preciso buscar uma erva que ele cheirando vai acordar Juliette. Seu marido vai ficar bom. - ela disse alisando as costas de Juliette. - cuide dele, não demoro.

Ruth saiu e Juliette se pôs de joelhos a beira da cama que Rodolffo estava.

- meu amor... Desperte. Rodolffo, acorde. Não posso te perder. - ela chorava muito e beijava sua mão. - tu disse que cuidaria de mim... Que seria meu amigo e que me daria amor incondicional. Me prometeu me dá filhos... - ela chorou mais forte. - estamos casados a 4 dias. Eu te amo e tu me ama, não pode partir assim dessa forma.

Ela chorou por muito tempo e nada de Rodolffo abrir os olhos.

- ou abre esses olhos, ou vou te matar por ser um patife. - ela apoiou sua cabeça em seu peito. - seu coração está batendo fraco... Não posso te perder. Estou sofrendo e chorando... Não tem piedade de mim? Desperte meu marido. - ela disse acariciando seu rosto. - é tão lindo. O mais lindo homem que eu já vi. Te amo tanto. Volte para mim.

Rodolffo seguia com os olhos serrados e sem expressão facial. Até que Juliette resolveu dizer palavras mais impactantes.

- estou atrasada a um dia... E do jeito que estamos fazendo amor nos últimos dias posso já estar grávida de um filho teu. - ela sabia que isso era praticamente impossível. - então precisa estar aqui e ver isso. - disse essas frases no ouvido de Rodolffo e viu ele gemer. - acorde amor... Acorde.

...











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