Capítulo 17: A primeira noite de casados

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Ao sentir beijos sutis e delicados após o momento arrebatador, Juliette abriu os olhos.

Rodolffo acariciava sua bochecha e tinha um sorriso terno que deixava o contorno de sua face ainda mais bonito.

- acho que precisa descansar um pouco da viagem e eu preciso tomar um banho e mudar essa roupa.

- também preciso tomar um banho, estou suada e não posso ficar para sempre vestida de noiva.

- aqui nesse quarto tem um ambiente de banho para ti.

Ele se encaminhou com ela para mostrar o ambiente.

- esse vasilhame contém água. - ele disse apontando. - sua criada não vem hoje. Será que consegue fazer isso sozinha?

- a Ruth me ajuda, mas sei fazer isso tudo sozinha.

- que bom. Assim fico mais aliviado. Vou te deixar sozinha agora.

- e para onde vai?

- para o meu quarto.

- e esse quarto será só meu? Não será também seu?

- por hora é apenas seu. - ele disse a olhando.

Juliette fechou o semblante e deu um passo para trás. Ela se sentiu desapontada com aquela afirmação, mas não lhe disse nada.

- meu quarto é vizinho a esse. Qualquer coisa que precise, é só me chamar.

- tá bem.

- assim que eu estiver pronto venho te ver.

Juliette ficou o olhando.

- que foi? Seu semblante se fechou para mim. Fiz algo errado? - ele perguntou preocupado.

- não é nada.

- claro que é. Estava sorridente não tem tanto tempo e agora seu rosto está triste e preocupado.

- viveremos separados apesar de juntos? - ela perguntou de uma única vez.

- como assim?

- sabe bem do que estou falando Rodolffo. - ela lhe deu as costas caminhando rumo a enorme janela do quarto. - cumprirá a promessa de não me tocar? De ser apenas meu amigo?

- é isso que quer que eu seja para ti?

- não me responda com outra pergunta. Me diga o quê perguntei.

- Juliette... Não há como eu cumprir essa promessa. Mas quero que você não se sinta pressionada a nada. E se, nunca se sentir pronta... - ela o interrompeu e ficou de frente a ele.

- vai se ter com suas amantes? - ela disse com queixa.

- Juliette pare com isso de amantes. Eu não vou atrás de nenhuma amante.

- se tu arrumar uma amante nunca mais falo contigo. Quero que saibas que tenho ódio desse tipo de mulher.

- qual o motivo desse ódio?

- eu apanhei muito por causa da maldita amante do meu pai.

- apanhou?

- e bastante. Ele tinha raiva dela e descontava tudo em mim. Ele me abandonava sozinha em casa com Ruth e quando chegava se eu abrisse a boca apanhava e recebia toda a fúria que certamente ele tinha dela. Todos da casa sabiam quem era ela, mas eu a odeio até hoje.

- ela esteve em tua casa? Seu pai foi capaz de levar uma amante para casa?

- levou diversas vezes e quando ela estava lá, ele me trancava no quarto e só saia quando ela ia embora.

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