Capítulo 35: A viagem a Londres -1

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Um mês depois...

Juliette vencia seus dias a ler, bordar e escrever. Também cuidava junto com Ruth de algumas tarefas de casa.

Só via Rodolffo nas horas das refeições e mal trocavam palavras. O resto do dia ou ele saia para o campo ou estava no escritório lendo algumas coisas para seu pai.

Na noite daquele dia, na hora do jantar, ele lhe falou.

- Juliette depois de amanhã terei que ir a Londres com meu pai. Quer ir conosco?

- não. Vou ficar.

- mas poderia se distrair um pouco, posso levar Izabella conosco. Ela te fará companhia, sei que são bem amigas.

- não quero ir Rodolffo.

- ficarei lá por dois dias completos.

Juliette tentou controlar seu impulso de lhe fazer perguntas. Apenas lhe disse:

- tudo bem. Pode ficar o tempo que for necessário.

Rodolffo sentiu uma dor percorrer todo o seu corpo. Ela deixou de se importar. Em outros tempos ela surtaria de ciúmes, mas hoje não demonstrou nada.

- tá bem. - ele disse por fim.

O jantar foi encerrado e cada um foi para o seu quarto.

Rodolffo se sentia arrasado com tudo que estava vivendo. Era um mês de solidão e isso o estava acabando por dentro. Ele era orgulhoso, mas não tanto ao ponto de não se humilhar a Juliette.

...

Ela subiu a seu quarto e se sentiu péssima. Ele ficaria dias fora e com certeza ficaria com alguma mulher. Seu marido não iria viver em abstinência por que ela não o queria mais. Então, agora ela seria motivo de chacota em toda a Londres, sua sorte era que não pretendia ir naquela cidade nem tão cedo.

Ela estava distraída em seus pensamentos quando ouviu uma batida forte em sua porta.

- quem é?

- sou eu. Abra, por favor.

Ela abriu e ele entrou.

- feche a porta Juliette.

- não vai demorar... Então se adiante. - ela era dura nas palavras.

Ele foi até a porta e a trancou.

- o quê quer tão em particular comigo? - Ela perguntou irredutível.

- o quê acha que quero contigo?

- não tenho ideia. - e deu as costas a ele, que a pegou pelo braço.

- quero me humilhar a ti para que fique comigo. Que seja minha mulher de novo. - ele disse com os olhos cheios de lágrimas.

- é isso que quer? Pois vá embora daqui.

- diga que não sente saudade de mim. Diga Juliette... Olhe nos meus olhos e diga.

- não tenho saudades de você e nem lembro que já tivemos juntos. - ela mentiu olhando no fundo dos seus negros olhos e viu lágrimas molharem o rosto dele.

- eu não acredito Juliette. Está mentindo.

- só por que tu mente acha que todo mundo é mentiroso. Me poupe Rodolffo.

- eu te suplico...

- não se humilhe... Isso é tão patético.

- e daí se eu sou patético? Não ligo. Não vou desistir sem lutar Juliette não vou. - e a agarrou pela cintura.

- me solte. - ela pediu com a voz fraca e a respiração alterada por aquele contato.

Ele roçou seu nariz no dela e ela fechou os olhos num gesto natural.

- sou louco por você. - falou acariciando seu rosto e depois o pescoço. - sei que ainda gosta de mim. Não me esqueceu Juliette. - e colou seus lábios no dela que se abriram instintivamente para receber sua língua.

Foi um beijo quente e luxuoso. Rodolffo deslizou as mãos pelo corpo de Juliette e caminhou com ela até a cama a depositando ali. Onde desceu beijos pelo seu pescoço e a fez gemer. Ele já ia começar a acessar seu seio quando ela disse em alto e bom som: Pare!

- sei que quer tanto quanto eu...

- eu não quero. - ela disse lutando contra seu coração. - tu que está se aproveitando de minha fragilidade e de minha carência. Isso não é honrado de sua parte.

- está bem. - e se levantou de junto dela. - me perdoe. Não devia estar aqui.

Ele saiu imediatamente do quarto de Juliette e ela ficou ali tentando ser forte e não sucumbir ao desejo que emanava por todo o seu corpo. Ela o queria, mas não cederia fácil... Bem, era o quê ela não queria fazer, mas já havia correspondido a um beijo, pode ser que de uma próxima vez ela se entregasse totalmente.

...


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