Um mês depois...
Juliette vencia seus dias a ler, bordar e escrever. Também cuidava junto com Ruth de algumas tarefas de casa.
Só via Rodolffo nas horas das refeições e mal trocavam palavras. O resto do dia ou ele saia para o campo ou estava no escritório lendo algumas coisas para seu pai.
Na noite daquele dia, na hora do jantar, ele lhe falou.
- Juliette depois de amanhã terei que ir a Londres com meu pai. Quer ir conosco?
- não. Vou ficar.
- mas poderia se distrair um pouco, posso levar Izabella conosco. Ela te fará companhia, sei que são bem amigas.
- não quero ir Rodolffo.
- ficarei lá por dois dias completos.
Juliette tentou controlar seu impulso de lhe fazer perguntas. Apenas lhe disse:
- tudo bem. Pode ficar o tempo que for necessário.
Rodolffo sentiu uma dor percorrer todo o seu corpo. Ela deixou de se importar. Em outros tempos ela surtaria de ciúmes, mas hoje não demonstrou nada.
- tá bem. - ele disse por fim.
O jantar foi encerrado e cada um foi para o seu quarto.
Rodolffo se sentia arrasado com tudo que estava vivendo. Era um mês de solidão e isso o estava acabando por dentro. Ele era orgulhoso, mas não tanto ao ponto de não se humilhar a Juliette.
...
Ela subiu a seu quarto e se sentiu péssima. Ele ficaria dias fora e com certeza ficaria com alguma mulher. Seu marido não iria viver em abstinência por que ela não o queria mais. Então, agora ela seria motivo de chacota em toda a Londres, sua sorte era que não pretendia ir naquela cidade nem tão cedo.
Ela estava distraída em seus pensamentos quando ouviu uma batida forte em sua porta.
- quem é?
- sou eu. Abra, por favor.
Ela abriu e ele entrou.
- feche a porta Juliette.
- não vai demorar... Então se adiante. - ela era dura nas palavras.
Ele foi até a porta e a trancou.
- o quê quer tão em particular comigo? - Ela perguntou irredutível.
- o quê acha que quero contigo?
- não tenho ideia. - e deu as costas a ele, que a pegou pelo braço.
- quero me humilhar a ti para que fique comigo. Que seja minha mulher de novo. - ele disse com os olhos cheios de lágrimas.
- é isso que quer? Pois vá embora daqui.
- diga que não sente saudade de mim. Diga Juliette... Olhe nos meus olhos e diga.
- não tenho saudades de você e nem lembro que já tivemos juntos. - ela mentiu olhando no fundo dos seus negros olhos e viu lágrimas molharem o rosto dele.
- eu não acredito Juliette. Está mentindo.
- só por que tu mente acha que todo mundo é mentiroso. Me poupe Rodolffo.
- eu te suplico...
- não se humilhe... Isso é tão patético.
- e daí se eu sou patético? Não ligo. Não vou desistir sem lutar Juliette não vou. - e a agarrou pela cintura.
- me solte. - ela pediu com a voz fraca e a respiração alterada por aquele contato.
Ele roçou seu nariz no dela e ela fechou os olhos num gesto natural.
- sou louco por você. - falou acariciando seu rosto e depois o pescoço. - sei que ainda gosta de mim. Não me esqueceu Juliette. - e colou seus lábios no dela que se abriram instintivamente para receber sua língua.
Foi um beijo quente e luxuoso. Rodolffo deslizou as mãos pelo corpo de Juliette e caminhou com ela até a cama a depositando ali. Onde desceu beijos pelo seu pescoço e a fez gemer. Ele já ia começar a acessar seu seio quando ela disse em alto e bom som: Pare!
- sei que quer tanto quanto eu...
- eu não quero. - ela disse lutando contra seu coração. - tu que está se aproveitando de minha fragilidade e de minha carência. Isso não é honrado de sua parte.
- está bem. - e se levantou de junto dela. - me perdoe. Não devia estar aqui.
Ele saiu imediatamente do quarto de Juliette e ela ficou ali tentando ser forte e não sucumbir ao desejo que emanava por todo o seu corpo. Ela o queria, mas não cederia fácil... Bem, era o quê ela não queria fazer, mas já havia correspondido a um beijo, pode ser que de uma próxima vez ela se entregasse totalmente.
...
VOCÊ ESTÁ LENDO
Fica comigo
FanficUma união arranjada. Um homem poderoso e uma jovem sem escolhas, pressionada pela família. Será possível que o amor vença em meio as adversidades?
