Capítulo 95: Uma noite para nós- 1

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O dia se seguiu cheio de alegria. Os homens brincavam muito com George, as mulheres mimavam a recém nascida. Izabella tinha os primeiros contatos com a amamentação e as mulheres da casa lhe ajudavam com o necessário.

Juliette foi uma grande aliada nesse processo por que Izabella podia perguntar o quê tivesse dúvidas a amiga, até às coisas mais íntimas.

- Ju... Quarenta dias de resguardo? - ela perguntou quando ficaram sozinhas.

- no mínimo. Mas pode ser mais.

- mais?

- Bella... - Juliette sorriu.

- ah... Já estamos a mais de um mês sem... É que na reta final fica muito difícil.

- eu não fiz mais depois de fazer os sete meses. Tínhamos medo. A barriga estava enorme e eu me sentia bastante pesada. - revelou Juliette.

- posso te perguntar uma coisa íntima?

- pode. Sabe que pode.

- como é a primeira vez depois do resguardo?

- eu não sei te responder essa pergunta. Mas deve ser normal, não?

- sério? Mas o George já tem mais de dois meses.

- eu sei... Mas ainda me sinto um pouco insegura. Isso não significa que tu vá ficar. Cada pessoa é diferente.

- entendo. Mas não vou esperar tanto tempo assim.

- Bella ama o Alfonso?

- eu acho que ele me ama de verdade.

- e tu? O quê sente por ele? Seu coração conseguiu perdoá-lo de verdade? Quando se entrega a ele é de livre e espontânea vontade?

- eu o perdoei. Nossa entrega é mútua e consensual e eu sinto que o amo de verdade.

- que bom minha amiga. Eu sou feliz por saber que é feliz com seu marido.

- Juliette é incrível amar e ser amada. - Izabella lhe disse sorrindo. - somos privilegiadas, sabia?

- eu sei. Eu demorei a entender, mas hoje eu entendo totalmente. - Juliette lembrou da reação machista dos homens quando souberam que a amiga tinha tido uma menina. - nós mulheres, não somos valorizadas, na maioria das vezes somos usadas e descartadas, mas ter um companheiro de vida é bem raro em nossos tempos. Cuide bem de sua menininha e eu vou dá bons ensinamentos a meu menino para que assim como Rodolffo, ele seja um homem bom.

- será que eles vão brigar muito?

- acho que não. George gostou de olhar para sua pequena.

- sim... Minha Victoria.

- que lindo nome.

- amiga, obrigada por tudo.

- fique bem. Agora vou ficar com meu pequeno que já deve sentir minha falta.

...

Após o jantar a casa ficou silenciosa e Juliette, Rodolffo e George ocupariam a mesma cama naquela noite.

- pegue um lençol para ele no baú meu amor. - Juliette pediu assim que retirou George do seio. - já está quase dormindo. Tá cansado. Brincaram demais com ele hoje, dá até pena.

- ele amou meu amor. Ele gosta de agitação.

- não muita. Ele é muito pequeno. Mamãe não vai deixar mais meu filho, prometo.

- ah Juliette... Ele tá bem... É bom para o desenvolvimento dele.

- e tu já foi pai por acaso?

- não... Mas eu vi meus irmãos pequenos e lembro do que minha mãe falava.

Juliette não teve tempo de responder e alguém bateu na porta.

- sou eu meu filho... Abra a porta. - disse a viscondessa.

Rodolffo abriu e a mãe entrou no quarto.

- eu vim fazer uma proposta e um pedido a vocês.

- o quê mãe?

- deixe-me levar o George para dormir conosco?

- mas ele nunca dormiu longe de mim. Ele vai estranhar. - disse Juliette.

- ele ama a vovó que eu sei. Já deu de mamar a ele?

- acabei de dá.

- se ele acordar de noite, prometo que venho deixar para vocês.

Juliette ainda quis relutar, mas Rodolffo não.

- acho que será bom para ti também. - Ele disse olhando para Juliette.

- prometa que ao sinal de choro virá deixar George para mim.

A viscondessa prometeu e capturou o pequeno George dos braços da mãe. Logo em seguida saiu do quarto do casal para o seu.

- calma princesa. Minha mãe sabe cuidar de bebês.

- e se ele não dormir com eles?

- ele saiu quase dormindo. Está limpo e alimentado. Vai dormir por muitas horas.

- eu sou muito apegada, não é?

- sim... Mas eu também sou. Ele é nosso pequeno e o amamos muito. Mas sabe o quê é bom nessa noite?

- o quê?

- é que finalmente teremos uma noite para nós. Princesa, preciso de ti. - ele disse olhando em seus olhos.

- eu também preciso de ti. Mas e se...

- e se?

- se eu mudei muito e tu não gostar...

- shiii... Eu não gosto. Eu amo. Te amo minha princesa.

Um beijo uniu os dois novamente e Rodolffo queria que aquele momento fosse inesquecível.

...

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