Tudo estava se encaminhando para a grandiosa festa de casamento na enorme propriedade do Visconde Stuart. Eram muitas pessoas envolvidas e Rodolffo exigiu que fosse a maior festa já vista. Ele não fazia isso por exibicionismo, fazia para comemorar com alegria um momento único em sua vida com alguém que ele conheceu e que estava prestes a dividir a vida.
Ele era consciente que ela nunca havia tido uma festa, nem por mais simples que fosse. Juliette não teve debute ou foi apresentada a sociedade como era costume naquele tempo, ela também nunca comemorava seu aniversário. Mas o casamento seria comemorado e ele tinha certeza que ela ficaria muito feliz com tudo que estava sendo feito para a sua chegada e permanência em suas terras e em sua vida.
Ao final da manhã, ele resolveu ir com criados até a casa de campo que ficaria com sua esposa por duas semanas. O quê ocorreu é que ao ver o local todo reformado e bem iluminado Rodolffo se encantou demais por estar ali mais tempo. Não apenas por duas semanas, quem sabe por toda a vida.
Rodolffo sabia que Juliette gostava de mato como ele e ali eles tinham tudo isso. Incluindo um lago e uma nascente. Era um lugar deserto e sem vizinhos, mas ideal para amar sua linda mulher ali mesmo nos campos, ou quem sabe fazê-la sua às margens da nascente.
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Era por isso que ele levaria apenas seis criados, já incluindo a funcionária de sua esposa. Nada além disso, por que ele queria ter privacidade com Juliette e poder conquistá-la sem pressa.
Ele se encarregou de inspecionar cômodo por cômodo e se certificou que a casa estava plenamente habitável. O último lugar que visitou foi o quarto que ficaria sua esposa. O local era amplo e havia sido modernizado com um quarto de banho incluso. Ela ficaria a vontade ali e teria uma cama confortável para dormir e ele esperava que em breve pudesse estar ali com ela, desfrutando de noites de amor nos seus braços.
...
Ao retornar para casa, ele procurou imediatamente seu pai.
- oi pai. - disse fechando a porta do escritório.
- e aí? Foi ver a casa?
- fui e gostei bastante do que vi. Pai, quero morar lá com Juliette.
- mas não ia morar aqui na casa ao lado. Tu mesmo disse que essa casa é sua.
- prefiro essa outra agora. Tem algo nela que me lembrou a Juliette. Ela ama a natureza como eu pai e seria o local ideal para vivermos.
- lá é muito deserto Rodolffo. Não acho tão seguro quanto aqui. E daqui lá tem alguns obstáculos que podem ser intransponíveis em períodos de chuvas. Imagina se sua mulher fica grávida e chega o momento de ela ter o bebê e simplesmente o rio não dá passagem? O quê irá fazer?
- não pretendo ter filhos por agora. Iremos ficar só nós dois por um tempo.
- e já falou a ela sobre esse pensamento?
- ela é ingênua pai. E isso se torna bom por que ela não sabe nem como os bebês são feitos, tão pouco como são evitados. Só que eu sei e vou me cuidar para que ela não conceba nenhum bebê por hora.
- Rodolffo... Ela não deve ser tão ingênua assim. Ela vai achar que tem algo errado. Não sei, mas tu que sabes de tua vida.
- eu só vou cuidar dela e lhe dá carinho. O resto veremos depois. Mas eu quero morar naquela casa com ela meu pai. Sinto que ali é o nosso lugar.
- tudo bem. A casa é de vocês. Que tudo seja de paz por lá e cuide dela de verdade. Nada deixá-la só e ir a Londres.
- pode ter certeza que não.
...
Na propriedade do Barão Cox.
Juliette acabara de sair do banho e estava vestida no seu roupão. Ela buscava um vestido leve para vestir naquela tarde até que veio em sua mente as camisolas novas que ela tinha comprado recentemente.
Sua curiosidade aguçada foi direto para a caixa e ela experimentou uma por uma em frente ao espelho. Nunca em toda a vida Juliette tinha se visto em algo tão nu, ela se sentiu impura por vestir aquilo, mas ao mesmo tempo avaliou seu corpo e se olhou de vários ângulos.
Ela tinha um corpo cheio de curvas, seus seios eram fartos e seus quadris eram largos. Imaginou se seu marido gostaria de uma mulher do seu tipo ou se ele a acharia gordinha para sua estatura pequena. Mas aí ela lembrou-se novamente dos seus beijos e teve certeza que ele gostaria dela.
Depois de experimentar todas as camisolas, ela elegeu uma para a noite de núpcias, aquela noite que ainda lhe dava medo, mas que ela se sentia pronta para receber seu marido. A escolhida foi uma camisola de cor branca, decotada levemente e de alças, ela a deixava bonita e poderia ser facilmente retirada, isso seria bom para evitar que seu marido demorasse mais do que devia na tarefa de despi-la.
- quando me vires vai gostar de mim Rodolffo. Vai me dá o quê preciso e nunca mais serei triste ou sozinha. Depois que eu permitir que faça um bebê em mim, poderá seguir com tua vida e eu seguirei a minha. - ela falou olhando para o espelho e terminou sorrindo.
Juliette já tinha o plano traçado em sua mente. Permitiria pertencer a seu marido apenas no tempo que fosse suficiente para que engravidasse. Quando aquilo acontecesse ele e ela não seriam mais um casal. Ela teria alguém que a amasse de verdade e para o resto da vida e esse seria o amor mais verdadeiro que o mundo poderia lhe dá, mas isso não poderia ser feito sozinha, precisava dele para lhe proporcionar aquele amor tão sonhado.