Capítulo 16: O casamento - 3

401 55 42
                                    

Os noivos saíram do local da cerimônia e foram a outro ambiente que já estava cheio de gente.

A festa era grandiosa, muita música, comida e bebida. E Juliette se sentiu tonta em meio a tanta coisa e ao barulho.

- nunca vi tanta gente junta. - ela disse com a mão enlaçada ao braço do marido.

- eu sei. Guarde essa recordação com carinho. Essa é a sua primeira festa. Gosta dela?

- gosto... Principalmente da música. - ela disse sorrindo.

- sabe dançar? Adoraria dançar contigo...

- só um pouco. Não sei nada demais.

- posso te ensinar se sentir a vontade.

- as pessoas vão rir de mim. Não acho que quero essa recordação. - ela disse desfazendo o sorriso.

- nunca vão rir de você. Pelo menos não em minha frente, não teriam essa coragem. E eu prometo te conduzir devagar, assim pegará o ritmo.

- eu nunca dancei com ninguém além da Ruth. Acho que não consigo.

- consegue sim. Ao menos tente.

- tá bem. - ele a pegou na mão e a levou para o local que as pessoas estavam dançando.

Todos os casais que dançavam, abriram espaço para os noivos. Juliette quis recuar.

- não consigo. Estão todos olhando. - falou para que só ele ouvisse.

- confie em mim. Vai dá certo querida.

Juliette resolveu vencer o medo e permitiu que ele a guiasse na dança. Com passos lentos ele a guiou e ela dançou com habilidade.

- dança muito bem.

- não. De certo não danço.

- quer discutir comigo que já dancei com todos os tipos de damas? Quer dizer que não sei as que dançam bem?  Não seja teimosa. É uma ótima dançarina.

Juliette deu um sorriso tímido e olhou para seu rosto.

- hoje está tão linda. - ele disse fascinado.

- está muito bonito também. - seu rosto corou após dizer esse elogio. - perdão. - ela disse em seguida.

- perdão? Me acha bonito e me perde perdão, por quê?

- não é adequado dizer que um cavalheiro é bonito.

- mas sou teu marido. Vejo que ainda não tem a real dimensão disso. Mas não é errado me elogiar. Me tocar ou qualquer outra coisa que queira fazer comigo.

- tá. - ela respondeu tímida e eles foram interrompidos por um primo do noivo.

- será que sua esposa me daria a honra de uma dança primo? - perguntou Alfonso.

Juliette deu um olhar de negativa ao marido e ele entendeu.

- meu primo Alfonso, minha esposa hoje só dançará comigo.

- mas a noiva deve dançar com todos os familiares do noivo, é a tradição.

- sabe bem que não sou um homem tradicional e não pretendo ser. Então, quem sabe numa próxima oportunidade.

Alfonso se afastou e a dança teve fim.

- ainda bem que não permitiu que ele dançasse comigo.

- eu sei que não se sente bem então não quero que faça por obrigação.

- preciso sair um pouco do barulho... Acho que não estou acostumada.

- vou pedir para levarem nosso almoço para casa.

Fica comigo Onde histórias criam vida. Descubra agora