Capítulo 43: Um dia frio

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Mais um dia amanhecia na propriedade de Rodolffo e Juliette. Havia sido mais uma noite que ela dormiu pouco.

Amanheceu o dia olhando para a natureza lá fora, de sua janela e contemplava a névoa sobre os campos. Juliette tinha o coração um pouco triste nos últimos dias. Suas suposições tiveram fim, não estava grávida como imaginou.

- está frio princesa. Venha deitar um pouco mais. - Rodolffo falou a abraçando por trás.

- não tenho sono.

- eu sinto tanto meu amor. - ele falou alisando suas costas.

- não tens culpa. Eu acho que tenho defeito. - ela falou sentindo as lágrimas se formarem.

- não tem defeito algum. É maravilhosa.

- não sou. Não consigo ficar grávida.

- e se o defeito for em mim? Tem muitos homens que não conseguem gerar meu amor.

- mas tu está bem Rodolffo. Até parou de sentir as dores de cabeça.

- uma coisa não tem relação com a outra.

- mas tu é um homem forte e vigoroso.

- mesmo assim sendo, posso ser estéril amor. Tem homens que são e isso não tem cura.

- pode haver uma alternativa...

- as vezes nas mulheres há... Mas nos homens não.

- tu já esteve com muitas mulheres...

- não quero falar disso.

- não é nada demais... Deixa eu te perguntar.

- pergunte. - ele disse meio a contra gosto.

- tens algum bastardo?

- não Juliette. Até onde sei, não tenho nenhum. Só me relacionava por mais tempo com mulheres que nunca havia concebido. Emma e eu tivemos um caso, mas nunca houve a suspeita de gravidez. Antes que me pergunte, eu não finalizava dentro dela vez alguma. Eu não queria ser pai e bem sabe disso.

- eu sei. Talvez seu sonho se realize... - ela disse secando as lágrimas dos olhos.

- não diga isso. Parece que está com raiva de mim.

- não está mentindo de novo para mim, não é?

- meu Deus... Juliette não estou fazendo aquilo... Sabe exatamente como estamos fazendo.

- acho que devo ficar mais tempo deitada da próxima vez... Quem sabe assim tenho mais chances.

- eu sei que talvez não acredite, mas também estou triste. Jurava que estava grávida.

- é... Não foi desta vez.

- vamos deitar um pouco mais... Hoje é domingo, não temos nada importante a fazer, não podemos passear e está bastante frio.

- está disposto a tentar de novo? - ela disse tímida.

- claro que estou disposto. Sempre pronto para ti.

Juliette o beijou e o conduziu até a cama.

- vou te dominar marido. Vou roubar todas as suas forças.

- faça de mim o quê quiser, sou teu.

Juliette se pôs no domínio da relação naquela manhã e pôde relaxar com todo o prazer proporcionado.

- sabe amor... Acredito que somos férteis. Só ainda não chegou a nossa hora. - ela falou enquanto recebia carinho nos cabelos. - prometo tentar controlar essa ansiedade.

- é meu amor... Não adianta tanta ansiedade. Apesar que também me sinto ansioso.

- desculpa pelo o quê falei. Só me sinto frustrada.

- eu entendi. Quando me disse que as regras chagaram eu também fiquei assim.

- será que fizemos tanto que o corpo não entendeu?

- é pode ser. Talvez devêssemos tentar menos. Uma vez por semana, que tal?

- uma vez na semana? Só?

- amor...

- não... É muito pouco. Assim nunca vou ficar grávida. Uma vez por dia, acho ideal. Talvez duas.

- quem sabe um amor em cada turno.

- também é possível. - ela disse de forma prática.

- nunca fiz tanto isso como atualmente. E olha que meu pai achava que eu tinha três amantes. - e caiu na gargalhada.

- por que está rindo?

- ainda vai me matar com tanto fogo Juliette. Se eu quisesse muito ter uma amante não conseguiria... Temo não dá conta de ti. Estou ficando velho.

- Rodolffo... Tu não gosta? Pensei que gostava.

- claro que gosto. Só sou um pouco impressionado com o pequeno vulcão que habita em ti. Minha pequena grande brasa.

- não fale isso... Tenho vergonha.

- tá bom. Não vou falar nada mais. Agora quero fazer outra coisa.

- e ainda diz que sou eu. - ela disse risonha enquanto ele se deitava sobre ela.

- amo esses momentos nossos. Te amo princesa. - e beijou apaixonadamente os lábios da esposa.

...


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