Capítulo 66: A hora da verdade

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Juliette chegou na sala e encontrou o pai muito bem sentado numa confortável cadeira.

- Ruth... Ruth... Ruth... - ela exclamou.

- Juliette... Lembre-se do nosso bebê. - ponderou Rodolffo.

- eu estou bem Rodolffo... Não me toque... Por favor.

Ruth surgiu na sala.

- me chamou senhora?

- chamei. E tenho uma ordem para ti.

- pode me dizer senhora.

- arrume tudo que for teu e vá embora de minha vista.

- mas a senhora vai precisar de mim com o seu bebê.

- não vou. Pode crer que ficarei bem... E o senhor meu pai, faça o mesmo que Ruth.

- o quê tenho que fazer? - perguntou distraído.

- arrume suas coisas e vá daqui com essa tua amante. É isso que quero que faça.

- Juliette... O quê esse rebelde foi te dizer?

- que o Jacob é meu irmão... Meu irmão Ruth. Nunca me contaria isso?

Ruth começou a chorar.

- sempre se referiu a minha mãe Ruth como uma senhora boa e íntegra, que sempre lhe tratou bem... Se foi verdade por que foi ficar com meu pai e a esfaquear pelas costas? Me diga por quê? - ela disse num tom mais alto e Rodolffo se preocupou.

Ruth não respondeu.

- Juliette se cale! - gritou Lourival.

- não me calo!

O pai veio em direção a filha e tinha a mão no alto. Rodolffo entrou no meio.

- nem sonhe em bater em Juliette. Eu te mato e não estou brincando. - disse segurando sua mão.

- sempre me culpou pela morte de minha mãe... Sempre fui eu quem tirou a mulher de sua vida, não é meu pai? Mas agora eu sei que foi tu quem a matou... O senhor é um assassino.

Lourival se exaltou e quis enfrentar Rodolffo e ir para cima de Juliette.

- eu não quero que me obrigue a te bater. - disse Rodolffo o encarando.

- solte ele Rodolffo... Será que ele teria coragem de bater numa mulher grávida?

- esse maldito acabou com você Juliette. - o pai gritou.

- quem acabou comigo todos esses anos foste tu... Mas agora não mais. Acabou meu pai. Finalmente está livre de mim. Pode arrumar o quê é teu e seguir viagem.

- só se for para a minha fazenda.

- não é mais tua. Agora é nossa e não te quero lá e nem te quero aqui.

- e quer que eu vá para onde?

- para onde quiser e de preferência bem longe de mim e da minha família. - ela se agarrou ao braço de Rodolffo.

- eu sou tua família. Sangue do teu sangue.

- não me importa mais senhor. Isso não tem sentido. Não está aqui por que gosta de mim... Está aqui por que posso te proporcionar a boa vida. Mas o seu tempo passou barão. Vá embora de minha casa e de minha vida para sempre.

- me perdoa filha. - implorou caindo de joelhos.

- sinto muito, mas não há perdão para o imperdoável.

- sua mãe já morreu sem me dá o perdão. Por favor...

- conviva com isso. Busque a seu filho homem, já que nunca tive valor por ser uma filha mulher. Adeus.

Juliette subiu as escadas e Rodolffo ficou a ver a cena de Lourival gemendo no chão.

- vou disponibilizar uma carruagem para que partam Ruth. - finalizou Rodolffo ao ver a criada em prantos.

Ele subiu para ver como Juliette estava.

A encontrou agarrada a um travesseiro chorando.

- eu sei que dói... Mas vai passar.

- ele me daria uma surra se tu não impedisse. Eu sei. - e chorou mais alto e forte.

- chore amor... Mas não se esforce tanto. - ele disse acariciando as costas de sua amada. - eu estou aqui contigo princesa.

...

Ao fim da tarde, Ruth e Lourival partiram. A ordem era levá-los até o vilarejo que morava a maioria dos filhos de Ruth e principalmente Jacob, esse talvez acolhesse esses dois e se não... Que Deus os ajudasse, pensou Rodolffo ao vê-los partir.

...


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