Residência dos Stuart.
Três dias depois da última visita a Juliette.
Era mais uma madrugada de insônia para Rodolffo. Ele rolava na cama e nada o fazia se sentir melhor ou com sono. Sua mente era inquieta e barulhenta. Nada tirava da sua cabeça as palavras de Juliette, ele a tinha feito se sentir humilhada. Ele só não queria fazer isso, tentou que ela entendesse que um acordo seria o melhor, mas ele por fim refletiu que ela não gostou do acordo, talvez ela quisesse mais dele.
Ainda era madrugada, quando ele pegou seu forte cavalo, o selou e avisou ao criado da estrebaria que estava indo a Cambridge, precisamente a casa de sua noiva, o recado era destinado a seus pais em especial.
E assim ele cavalgou noite a dentro sem medos, rumo a quem poderia acalmar seu ânimo.
...
O dia amanheceu na casa e a notícia foi dada inicialmente a viscondessa que ficou impressionada com o quanto seu filho precisava tanto ver essa moça. Ela se encarregou de dá a notícia a seu marido.
- ele foi sozinho?
- totalmente.
- será que Rodolffo não foi a Londres e está mentindo para nós novamente.
- já viu ele ir a Londres na madrugada?
- não, mas ele está privado esses últimos dias, acho que pode ter uma recaída.
- ele não foi a Londres. Em Londres não tem Juliette. Ele foi vê-la.
- estou impressionado. Não posso mentir. Vera é tão arriscado, são estradas tão vazias e desertas. Ele deveria ter me chamado para ir junto.
- ele não quer ninguém ao lado dele, a não ser ela. Ele tá em luta... Daquelas duras consigo mesmo, e ainda luta para ser aceito por ela. É disso que ele está indo atrás... Um perdão... Uma trégua... Um acordo... Uma aceitação. Algo que os torne mais próximos. Alguma coisa que o faça ter esperanças. Ele gosta dela. Dessa vez você realmente acertou no castigo.
- castigo? Eu não estou o castigando.
- nosso filho sempre foi duro e frio, isso sempre me deixou preocupada por que não o criei para ser assim, mas ontem peguei ele chorando olhando pela janela. Literalmente olhando para o nada.
- não creio...
- creia por que não minto. Confesso que estou preocupada. Ele está sofrendo Juarez. Rodolffo não sabe lidar com essas coisas.
- sabe que aprendemos muito com a dor? Essa moça está fazendo bem a ele. A vontade que ele tem de ajudá-la e protegê-la é muito benéfica. Não se preocupe Vera, só peça a Deus para que essa moça geniosa o aceite, é só disso que ele precisa.
- por que será que ela o repudia tanto? Rodolffo é um homem bom... Sei que tem seus momentos de inconsequência e futilidades, mas ele não é um homem terrível para ela o tratar assim.
- acho que não é a questão de repudiá-lo... Ela só tem medo dele, por isso correu dele da última vez. Não a julgue por que tu também tinha medo de mim.
- é... Eu tinha, mas com o tempo passou.
- também passará para ela.
...
Rodolffo seguia seu longo e cansativo percurso. Seu cavalo não tinha o mesmo galope veloz da outra vez e por vezes cansava e parava.
- vamos amigão. Tens que me ajudar. Se não só chegaremos lá amanhã.
O cavalo foi num pique mais rápido, porém em um buraco da estrada se desequilibrou e acabou arremessando Rodolffo no chão.
- ai... ai... - ele dizia alisando o tornozelo. - Tornado quase me mata agora, foi por pouco. Olhe o meu estado. - disse manquejando. - como posso ir encontrar minha noiva dessa forma e ainda estou cheio de terra.
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Fica comigo
FanfictionUma união arranjada. Um homem poderoso e uma jovem sem escolhas, pressionada pela família. Será possível que o amor vença em meio as adversidades?
