Alguns dias depois... Nove meses de casados.
- o quê vamos fazer hoje amor? O dia está lindo. Temos que comemorar. Há 9 meses atrás nos casamos.
- estava pensando em pescar. O quê acha?
- queria caçar. Que tal?
- é bom. Vejo que gosta muito de atirar minha princesa.
- sim... E cada dia me sinto mais habilidosa.
- andas sempre com seu mini revólver na bota?
- sim... Sempre prevenida meu amor.
- vamos comer algo e pegar nossos rifles e espingardas. Talvez conseguimos algo bom hoje.
- Ruth acha terrível o fato de eu gostar de tiro, de andar montada num cavalo. - ela gargalhou. - acha que tu não cuida de mim.
- Ruth não sabe de nada. Só pensa em costumes e tradições Juliette. É muito enfadonha com seus sermões.
- ah isso é verdade. Mas não posso abandoná-la.
- também não quero fazer isso. Apesar de tudo, ela nos ajuda bastante.
- isso é verdade.
- quando nossos... - Juliette lhe interrompeu não querendo mais tocar no assunto delicado "filhos".
- vamos... Temos que aproveitar enquanto o sol não fica muito quente.
- sim... É verdade.
...
Nas últimas semanas o casal não falava mais de filhos ou de qualquer outro assunto relacionado ao tema. Rodolffo as vezes até tentava introduzir o assunto, mas Juliette lhe tomava com qualquer coisa que interrompesse o desenvolver da conversa.
Ele compreendeu que aquilo doía nela, mas também não deixa de doer nele. Nesse momento de sua vida tudo o quê mais desejava era ver sua esposa a espera de um bebê, mas evitava conter essa ansiedade a cada vez que a amava.
Porém, na hora que a estava amando, sua mente pedia a Deus em oração: "senhor, faz o seu milagre". Juliette não sabia disso e ele não contaria. Pareceria uma cobrança em cima dela, mas na verdade ele era quem estava se cobrando e se sentindo culpado.
...
Naquela manhã, eles fizeram uma grande caçada.
- quantos patos já matei até o momento amor?
- cinco Juliette.
- e tu? - falou mirando no sexto animal.
- só matei dois. Não perdeu nenhum cartucho?
- não... Sou uma excelente atiradora.
- uma atiradora modesta pelo visto?
Juliette gargalhou.
- o sexto veio aí...
Rodolffo foi atrás do animal no meio do mato e Juliette ficou olhando aquele homem lindo até que de repente sentiu o mundo rodar.
Ela se apoiou sobre uma árvore e sua arma foi ao chão. Mesmo se sentindo mal, ela conseguiu chamar Rodolffo.
- amor... Estou tonta. - e foi se abaixando ao chão.
A cabeça dela rodava e ela sentiu muita vontade de vomitar.
Rodolffo conseguiu aparar sua queda e a segurou firme nos braços.
- o quê tem amor? Estava boa agora a pouco.
Ela não respondeu... Apenas baixou a cabeça e vomitou tudo que tinha no estômago.
- meu Deus princesa. - ele disse acariciando suas costas. - se sente melhor?
Juliette estava fraca e acabou desmaiando em seus braços.
Rodolffo entrou em pânico. Estavam longe de casa naquele momento.
- meu amor... Fale comigo. Acorde minha Juliette. Estava ótima até agora... O quê houve?
Rodolffo examinou seu corpo em busca de marcas de mordida de algum inseto ou cobra, mas não tinha nada. As únicas marcas que ela tinha no corpo eram da noite tórrida de amor que haviam vivido. Tudo foi muito intenso, ele relembrou.
- eu não vou mais fazer isso. Prometo. - falou afrouxando seu espartilho e vendo o roxo ali próximo ao pescoço da sua amada. - ah Deus, acorde meu amor. Acorde Juliette.
...
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Fica comigo
FanfictionUma união arranjada. Um homem poderoso e uma jovem sem escolhas, pressionada pela família. Será possível que o amor vença em meio as adversidades?
