Capítulo 77: A invasão

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Juliette e Rodolffo estavam no quarto do bebê e organizavam alguns pertences que o recém nascido usaria.

- olha que coisa mais fofa. - ela dizia agarrada a um casaquinho.

- estou ansioso. Agora falta tão pouco. - ele disse olhando de forma terna para a esposa.

- fico feliz que esteja tão ansioso quanto eu...

Rodolffo estava sentado e Juliette de pé. Ela se aproximou dele e ele acariciou sua barriga com as mãos.

- me dá o melhor presente da vida princesa. Um presente que eu não cogitava nunca ter. Você e essa criança são a luz da minha vida, por vocês eu faço o quê for. - depositou um beijo na barriga de Juliette.

- nós somos uma família abençoada e eu tenho sorte de te ter. Quero que se cuide na viagem amanhã.

- vou me cuidar. Prometo. E sobre a Ruth, já decidiu?

- sim... Quero que tente trazê-la de volta. Sinto que vou precisar dela nessa minha nova vida. Meu bebê vai nascer e eu vou renascer com ele. Serei uma nova mulher desse momento em diante.

- e eu vou ser pai. Acho que é a missão mais difícil da vida. Meu pai sempre foi um bom pai, será que conseguirei ser como ele?

- tem amor por nosso filho... Isso que importa.

- teremos mais quantos? - ele perguntou curioso.

- mas esse nem nasceu. Não acha que está muito apressado?

- não quero mais que três Juliette.

- eu já não quero menos que dez. - ela disse sorrindo.

- não... Nem pensar.

- mas sou eu quem vou carregar.

- mas eu já sou velho... Acaso quer antecipar minha morte com tantos filhos? Não Juliette, me peça tudo, mas esse tanto de filhos não.

- estou brincando... - ela disse gargalhando. - acho que seis tá bom. Que tal?

- não sei... Temos que mudar para outra casa então, essa não comporta.

- essa casa é enorme Rodolffo. Deixe de desculpa.

- quero um pouco de tempo para mim. - ele disse ficando de pé. - é egoísmo pensar assim, mas eu te amo e sei que se tivermos muitos filhos, não restará um espaço no seu coração para mim.

- seu lugar em meu coração é eterno. Não precisa temer isso. Sempre te amarei e serei tua esposa. Eu te amo meu marido.

- também te amo muito.

Rodolffo inclinou-se para dá um beijo em Juliette, quando a porta do quarto que estavam foi arrombada.

Juliette olhou assustada e Rodolffo a escondeu por trás de seu corpo.

- quem é você e o quê faz aqui?

- vim acabar contigo. - Frank respondeu com uma arma em punho.

- e por que mereço esse fim?

- matou meu tio e agora pagará. - o homem se aproximou mais com a arma. - agora desça, tu e tua senhora.

- não toque em minha senhora. Ela está grávida, não vê?

- não estou nem aí... Talvez a mate primeiro para que tu padeça.

Juliette deu um grito de pavor.

- princesa calma... - disse Rodolffo.

Frank gargalhou.

- que ridículo... Princesa... Essa daí daqui a pouco vai tá pedindo passagem para subir. Mas pensando bem, quem sabe ela não sirva de brinquedo antes.

- tu está louco. Nunca vai tocar em Juliette, nunca!

- é mesmo? E vai fazer o quê? Me matar?

Rodolffo quis avançar para cima de Frank.

- não vai... Por favor.- Juliette segurou seu braço.

- agora desçam os dois, que não quero matar vocês dentro do quarto do bebê. Apesar que seria bem épico. "Casal é morto dentro do quarto do filho que nem nasceu". Inclusive será uma morta bonita senhora com sua barriga redonda. Será que o caixão fecha?

- monstro! - Gritou Rodolffo.

Frank desceu com o casal para o térreo da casa. Os funcionários estavam todos amordaçados e amarrados.

- vim aqui para acabar com tua vida. Mas sei que tem dinheiro e jóias, assim como também armas. Eu quero tudo. Tudo que valer dinheiro irei levar.

- não vou dá nada. - Rodolffo disse em fúria.

- ah não. Herbert. - Frank chamou o companheiro que conseguiu pegar Juliette e imobiliza-la.

- vou matar sua princesa agora mesmo. - Frank disse aos gritos. - e o primeiro tiro será na barriga. Não gosto que crianças sofram. Por isso terei misericórdia.

- miserável... Só quer a mim. Por que não deixa minha mulher e meu filho em paz? Eles não tem culpa de nada e eu não matei seu tio... Sabe bem disso.

- todos acreditam que foi tu que matou.

- provem que fui eu... Provem. - ele disse alterado.

- quero tudo... Chega de conversa. Olhe para sua senhora... - Juliette chorava. - pobrezinha.

Rodolffo estava desnorteado. Imaginava as mil formas de avançar naquele marginal, mas se lembrava do que poderia acontecer se fizesse. Ele sabia que tinha falhado. Falhou com sua esposa e com sua família.

...

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