Capítulo 56: A família unida e crescida

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Dois meses depois do casamento de Izabella.

Era noite na propriedade do Visconde Stuart e ele tinha a esposa, os filhos, a nora e o genro, além do pai de Juliette, a mesa.

- estou muito feliz de ter todos vocês aqui hoje e ainda de estar diante de minha nora que espera meu primeiro neto.

Juliette sorriu fraco. Ela sabia quão grande estava a expectativa de seu sogro com relação a seu bebê que ainda era tão pequeno.

Rodolffo sabia que a esposa ficava apreensiva e apertou sua mão por baixo da mesa.

- hoje vou te dá querida nora as roupinhas que fiz para meu netinho.

- mãe... Ainda é cedo e eu vi que só tem roupas de menino.

- não estrague a surpresa meu filho. - reclamou Vera. - inicialmente fiz as roupinhas de menino por que nos Stuart os primeiros filhos sempre são meninos.

- mas tudo pode mudar minha mãe. Quero que confeccione algo de menina também.

- mas meu filho, com certeza é um menino. - disse sorridente Juarez.

- certeza só teremos quando nascer. Eu não tenho preferência, Juliette muito menos, não é?

Ela acenou positivamente com a cabeça e deu uma leve olhada para Izabella que estava sentada ao lado de Alfonso, sua cunhada tinha o olhar mais triste que em outros dias, isso a preocupou.

- temos várias possibilidades do filho homem. E não é só Juliette e eu que podem dá esse neto a vocês.

- não olhe para nós Rodolffo. Sabes bem o casamento que vivemos. - respondeu Alfonso enquanto olhava triste para Izabella.

Eram dois meses que Izabella e Alfonso habitavam o mesmo teto, mas eram dois completos estranhos. Ela nunca permitiu uma aproximação e Alfonso tentou por vezes. O homem levava todos os dias flores a porta de seu quarto e lhe pedia perdão ao menor sinal de aproximação, mas Izabella o ignorava como quem ignora um cachorro sardento. Era um tormento aquela vida, mas era a que Alfonso viveria. Nesse tempo decidiu por trabalhar no campo, junto aos criados, essa foi a única forma de ainda ter algum sentido em sua existência. Com relação a Juliette ele entendeu que estava sob o efeito de alguma loucura. Esse tempo no campo o tornou um pouco mais sensato e ele avaliou que não tinha porque arriscar sua miserável vida mais do que já havia feito. Sem falar que hoje em dia, ele achava Izabella muito mais bonita que Juliette e era com ela que ele desejava estar, mas suas atitudes infames não o permitiriam.

- acho que é melhor mudarmos de assunto e comermos, não acham? - disse Vera.

Todos se serviram e comeram de tudo que havia na mesa. Tinha tanta fartura que Lourival ficou chocado com o tanto que aquela família comia e ainda estavam todos magros.

- eu quero preparar um lindo baile de debut para Isabel. O quê me dizem?

- acho que é bom meu tio. - respondeu Alfonso.

- minha irmã já fará 18 anos. - disse Izabella.

- temos que fazer em grande estilo. Está perto de um ano de meu casamento. Quero comemorar e agora tenho um motivo a mais para fazer.

...

A conversa seguiu animada por alguns com relação ao baile e Juliette resolveu se ausentar um pouco do público e foi ficar a sós com Izabella.

- o quê tem minha querida?

- Juliette, pode ir lá em casa comigo? Todos estão distraídos e poderemos conversar em paz lá.

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