Ruth trouxe o bebê no braço e falou rígida com Rodolffo.
- levante daí e venha pegar seu filho. Ele está enjoado e não gosta muito de estar comigo. George quer a ti e a mãe.
Rodolffo levantou e pegou o bebê no colo.
- abra a roupa de Juliette e coloque George no peito. Ele está faminto.
- ela tá desacordada.
- mas não está morta. Talvez com o filho mamando ela acorde.
- se ela acordar e me ver fazendo isso, não vai ser nada bom.
- e não é você que enfrenta longas distâncias a cavalo. Que enfrenta as tradições e quebra regras e também não é tu que faz partos? Cadê sua coragem? Essa missão é sua. Tu não é forte, mas Juliette é.
Rodolffo engoliu em seco e logo em seguida depositou cuidadosamente George sobre a cama. O bebê estava agitado ao estar próximo da mãe.
Delicadamente o vestido de Juliette foi aberto por Rodolffo, o suficiente para que George pudesse mamar.
Rodolffo posicionou o bebê que já tinha a boca aberta para conseguir seu alimento. George sugou forte e Rodolffo o segurava com uma mão, enquanto a outra fazia carinho na bochecha rosada de Juliette.
- por esse pequeno que precisa de ti, acorde.
Uma lágrima escorreu dos olhos de Juliette e ela abriu levemente os olhos, mas Rodolffo nem chegou a ver.
- George te ama muito e essa criança é a melhor coisa que já fiz na vida. Ele é tão perfeito e ao contrário do que dizem ele é todo você. O sorriso banguela é o seu. Juliette não se vá, por esse menino que precisa de uma mãe. Eu sei que eu fiz tudo errado, desde sempre, e é minha culpa tudo isso, mas eu sei que não minto quando digo que te amo.
O choro dele se fez mais forte e mais sentido e Juliette deixou mais algumas lágrimas caírem.
- eu julguei que se não tivéssemos mais filhos, teria mais tempo contigo e agora está aqui desacordada e sua vida pode ter fim. Tudo que eu não quero é que sua vida tenha fim. De todas as vezes que te escondi alguma coisa ou pensei sozinho, foi um erro terrível, mas eu só queria o melhor para ti.
Juliette o observava sem ser notada e continuava imóvel, mesmo com George todo torto sobre sua barriga.
- por nosso filho, eu te juro que não vou mais mentir ou tentar manipular as coisas. Deixarei de ser egoísta e mentiroso. Haja o quê houver, em todas as situações, eu serei honesto. E se sobreviver e me aceitar, teremos quantos filhos quiser. Eu te juro.
Juliette ainda sentia a cabeça doer e os olhos fechados a deixava mais confortável.
Rodolffo colocou a cabeça sobre as costas de George e pode ouvir dois corações a baterem.
- já bateram juntos no mesmo corpo e agora em corpos separados. Os dois corações capazes de transformar o meu. - Juliette trouxe a mão até o rosto de Rodolffo, ao fim daquelas palavras.
Ele foi olhar o seu rosto e pôde confirmar que ela havia acordado.
- Juliette...
- não fale muito. Minha cabeça dói. Me ajude com George.
Ele a ajudou a sentar na cama e mudou George de mama.
- minha cabeça está girando. - ela disse fechando os olhos.
- vou pedir a Ruth que te traga um chá.
- não vá. Ainda me sinto incapaz de cuidar do bebê. Preciso de ti.
Tanto George, como Juliette adormeceram tempos depois sob os olhos atentos de Rodolffo.
- ficará bem meu amor. Ficará conosco. - disse fazendo carinho nos cabelos de Juliette e em seguida nos de George. - te amo meu filho.
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Fica comigo
FanfictionUma união arranjada. Um homem poderoso e uma jovem sem escolhas, pressionada pela família. Será possível que o amor vença em meio as adversidades?
