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Quando o passado volta a te assombrar, e você não tem pra onde fugir, grita ? Não e uma opção,fugir? O passado te encontra em todos e uma hora ou outra você vai cair.
Zoe Miller e uma pisiquiatra, de apenas 23 anos que trabalha p...
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Zoe Miller
[...]
Estava comprando alguns salgadinhos e mini-refrigerantes com a Emma, pois daqui a pouco ela iria diretamente ao aeroporto. Sim, ela iria hoje e, pela sua animação, o adjetivo "animada" é perfeito para caracterizá-la neste momento.
"Quando eu chegar na minha casa, ligarei mais tarde para você", disse ela, pegando uma latinha de Coca-Cola. "Depois para o Antony, avisando que nós sairemos logo após eu descansar."
"Eu não sei como seu namorado te aguenta, você liga para ele 24h, Emma, meu Deus!", disse eu, brincalhona. Vendo a Emma me olhar indignada, antes que ela dissesse alguma coisa, completei: "Já pegou tudo, então vamos. Nem ouse comprar mais alguma coisa porque, se não, você não poderá entrar no avião." Rimos e ela assentiu, sabendo que eu estava certa.
Ao chegarmos em casa, organizamos suas coisas, ao mesmo tempo em que conversávamos sobre coisas aleatórias.
"Eu vou tirar muitas fotos para mandar para você", disse ela, rindo e jogando a almofada em mim. "A Alemanha é maravilhosa, amo ela e amo os alemães."
Assenti com a cabeça, ajudando minha amiga a fechar sua mala.
- Vamos, se não você perde o seu vôo.
Corremos em direção ao meu carro e logo, seguimos em direção ao aeroporto. No caminho, nós duas fomos cantando e conversando. Emma me perguntou várias vezes se eu gostava de Tom, mas eu apenas a ignorei, afinal, é o Tom.
Em pouco menos de meia hora, já havíamos chegado. Emma foi diretamente confirmar seu assento e outras coisas importantes. Ela estava doida para chegar lá, enquanto eu aguardava sentada e mexia no telefone.
- Nos encontramos de novo, não é, minha querida?
Assustei-me ao escutar uma voz conhecida à minha direita, atrás de mim.
- George? O que faz aqui? — perguntei, o olhando preocupada. Tom havia falado que eu não poderia confiar nele.
- Eu vim trazer minha noiva até o aeroporto. Ela viajará para fora do país por um tempo.
Apenas fiz um som nasal, desinteressada, para ele saber que eu não queria mais conversar. Mas, ao contrário do que eu achei que faria, ele sentou do meu lado e ficou me olhando.
- Você me lembra muito uma menininha que eu conhecia há anos. Ela era muito inocente e fofa. Pena que se foi. — suspirou.
- Ela morreu? — perguntei, surpresa. Ele me olhou rindo.
- Desculpe, mas não tenho como te ajudar.
- Oh, sem problemas. Eu estou desperdiçando seu tempo. — sorriu, como se estivesse debochando de mim. Como se não se importasse realmente. Parecia que ele estava lá apenas para irritar alguém.
- Tudo bem. — disse, vendo o homem à minha frente se virar e ir de encontro com uma mulher, que obviamente deveria ser sua noiva.
Alguns minutos depois, Emma apareceu dizendo que logo chegaria a hora de partir. Fomos para o local que o agente mandou nós irmos e nos deparamos com uma fila enorme.
- Será que vamos ter que esperar nessa fila? — ela me perguntou, já começando seu desespero. Como sempre dramática. Ela precisa de terapia.
- Calma, Emma. A fila é enorme mesmo, mas na hora certa eles devem separar em blocos. Nem todas as pessoas que estão aqui irão para a Alemanha.
- Sim, você tem razão.
Depois de um tempo, Emma foi chamada para embarcar no avião e chegou à hora da despedida. Não poderíamos demorar muito, então nos abraçamos fortemente e cada uma desejou boa sorte à outra.
- Ria por saber do que ela se referia.
Vi quando ela entrou no avião e, só então, eu fui em direção ao meu carro. Voltar para casa era o que me restava. Ainda me lembrava da conversa com aquele homem que, pode ser impressão minha, me conhecia. E ainda por cima tinha a mensagem que Matheu havia me mandado antes de eu e Emma chegarmos ao aeroporto, dizendo para eu trabalhar no sábado, lógico na Casa Westreet, pedindo desculpas, pois precisavam de mim, mas que segunda eu não precisaria ir. Pelo menos isso.
[...]
Eram cinco horas da tarde e o dia estava lindo. Resolvi espairecer no parque que se localizava perto de minha casa. Coloquei uma roupa confortável e casual, peguei meu caderno de anotações, minha caneta e fui até o local que queria.
Diferente do que muitas pessoas imaginam, eu não gosto muito de viver sozinha. Ter liberdade é muito bom, não depender de seus pais pode ser um alívio, mas junto com a independência vêm as responsabilidades. Eu sempre fui responsável e organizada. Dependi durante um bom tempo de meus pais, mas logo me adaptei. Passei a vida toda tentando ajudar as pessoas, tentando ser alguém na vida. Estudava todos os dias para ser a melhor que conseguia, mas sempre faltava algo.
Lembro-me que eu era muito feliz na minha infância. Não que hoje eu não seja, mas a partir dos meus dezesseis anos, algo que era muito importante para mim se foi e eu não pude fazer nada, pois nunca soube o que me faltava. Não conseguia identificar o que era.
Sentei em um dos bancos que ali tinha, olhei ao redor. O pôr do sol já estava quase todo completo. A paisagem era linda. Peguei meu caderno e analisei novamente tudo o que tinha até agora. Afinal, queria resolver isso o mais rápido possível, para esquecer Tom, mesmo sabendo que ele não saia da minha cabeça.
"Kaulitz culpa sua mãe de ser o grande motivo desse trauma que ele carrega até hoje. O real culpado ainda não consigo identificar. Ele também falou que seus amigos e, talvez, junto deles também tenha seu irmão Bill, que toda vez que é citado, Kaulitz muda sua personalidade completamente. Traiu sua confiança, talvez deixando que algo muito importante para ele escapasse. Georg, de algum modo, entra na história."
Fiz desenhos, coloquei os nomes em seus respectivos lugares. Com ele pronto, lembrei do que Georg me disse no aeroporto. Ele falou sobre uma garota. Mas quem é ela? Lembrei também de quando Tom disse que queria matar Georg. Me lembrei também da mensagem misteriosa e do seu irmão Bill que tentou ajudar Tom e morreu. Será que é essa pessoa a quem Georg se referia? Ele não sabe que ela morreu? Faltava alguma coisa que ligasse todos esses pontos. Fiz uma interrogação no meio disso tudo.
"Foque nas suas conclusões, Zoe. A resposta deve estar perto."