Zil, é ela, dá para ver pelos olhos azuis claros e... familiarmente cruéis. Eu já lhe vi Zil, sei que já, só não sei dizer quem é você, mas vou descobrir.
— olá! — diz se sentando em uma boa postura, a voz, não é robotizada, mas sei que é um modificador, enxergo o pequeno fio debaixo dos cabelos pretos, não sei dizer se é realmente o dela, mas com certeza é a cor do seu de nascença, suponho. Sua pele está completamente coberta por moletom e luvas — suponho que devo me apresentar, sou Zil Solhov Grayford, é um prazer Quira! — diz calma. Parece que ela gosta de usar o sobrenome.
— O prazer é meu Zil, não é todo dia que se conhece uma amiga tão presente em minha vida — ela inclina a cabeça, misteriosa — posso lhe fazer uma pergunta? — ela assente — o nome me intriga, por que Zil?
— somente um apelido e uma referência para irritar minha irmã, ela odeia o seu nome Zilper, mas não é esse o foco — diz com sinceridade. Balanço a cabeça em que entendi — pois então Quira, o que tem para mim?
— eu também quero uma confirmação, do que têm para mim! — digo abrindo o notebook e ela nem se mexe, com seu olhar cruel, ela me assusta — os outros Zil, como se conheceram?
— outros? — assinto, já sei que são dois — da mesma forma que você e Hayden — Franzo o nariz. Como assim?
— sério? — ela assente — quem matou Frederick, foi você ou eles? — questiono digitando, mesmo assim à olhando nos olhos, à procura de alguma mentira — eu disse que queria a história, conte!
— Foi eu. Eu conhecia Paulo e ele era um amor, vi ele ser morto, sabe como é ver alguém que você ama morrer bem diante aos seus olhos com inúmeras facadas, para depois carregar seu corpo feito lixo pela rua, Aquira? — diz com tom cortante e eu nego, realmente não sei.
" Bem diante aos seus olhos"? Ela estava na casa quando Hayden o matou? Como não viu toda a briga, então?
— eu segui Hayden até sua casa, observei até onde aquilo iria, chamei a polícia que vigiava o bairro e estava quase, bem perto de um flagrante lindo, mas ele teve seu anjo da guarda. Depois voltei e quando entrei na casa novamente Frederick estava lá, ele tentou me estuprar, mas arranquei seu pau fora — diz com um certo humor — mesmo assim eu não fiquei contente, já que meu irmão estava soltinho — debocha — Por que fez isso, Quira?
Penso seriamente.
— eu não sei, somente encontrei algo em seus olhos igual à mim — me recordo daquele olhar apavorado e frio, não dá para negar o quanto nos conectamos...ela bate na mesa, me dando um susto.
— você não é igual a ele! Ele é um monstro, Hayden é um jogador, nunca perde, independente de se tiver que eliminar um peão e você será um deles. Você acha que ele não faria a mesma coisa com você se precisasse, mas ele só não fez porque você é útil, só quer te manter calada! Desde que ele era pequeno só trazia dor, sabe disso, olha você, está acabada! — diz irritada, ela percebe o quanto se exaltou e aperta os olhos suspirando — você não é igual ele, Quira! — força a calma e cerro o maxilar.
— É, eu não sou! — viro a tela.
Como ela sabe que desde pequeno ele "só traz dor" se não o viu crescer? Na teoria ela é quatro anos mais nova, assim como eu, não?
— nossa...! — pega o computador olhando para a filmagem que fiz dos dois corpos, ou melhor, dos ossos. Fui lá esta semana, avaliar como estão.
Um cômodo na casa onde estávamos, um quarto do pânico, não é grande, mas suficiente. Escutei o dono dizer com meu pai que havia um, quando alugamos para passar as férias, não tem a localização na planta, mas se pensar da para ter uma base vendo-a, por isso que escondi a planta física junto com os corpos e a arma dos crimes, que Hayden me deixou lá dentro. A única coisa que restou foi a planta online, eu que sei a senha e a localização, já que o dono morreu três semanas depois.
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Silênt nigth
Mystery / ThrillerAquira Garden não planejava viver sua vida como um eterno segredo, mas foi inevitável. Aquela noite tudo mudou bruscamente, não somente sua vida diária, mas seu ponto de vista também. Se existir mesmo anjo da guarda com certeza é ele, mas suas armad...
