Aquira Garden não planejava viver sua vida como um eterno segredo, mas foi inevitável. Aquela noite tudo mudou bruscamente, não somente sua vida diária, mas seu ponto de vista também. Se existir mesmo anjo da guarda com certeza é ele, mas suas armad...
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" Um coração partido, mãos ensanguentadas, tudo que eu fiz só para te chamar de meu — favorite crime Olivia Rodrigo"
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— Elizabeth? — Camila me chamou e eu fui, ela sempre vem me pedir coisas, só posso ter cara de escrava. Sei que não sou da família, mas me tratar feito a cinderela é sacanagem. Larguei meu livro e fui até ela, porque a preguiçosa não sabe levantar.
— Sim, Sra? — tento disfarçar ao máximo meu deboche, mas suas sobrancelhas se elevam em um chicote, em prova de que não deu certo — o que foi? — pergunto novamente.
— aumenta a TV! — diz apontando para a caixa barata do século XV que chama de televisão e meu sangue ferve. Tá de palhaçada? — vai logo! — rosno indo até a televisão, vendo a porra de um jogo de basquete. Odeio esse esporte, qual o sentido de bater bola e jogar numa cesta? Ok, é melhor do que futebol, mas independente. Olho para o menino ruivo bonito e arqueio a sobrancelha, o que tem de bonito deve ter de sem cérebro.
Reviro os olhos, clicando no botão, mas meus olhos se fixam no menino tão lindo quanto, porém moreno, ele corre e arremessa direto para a cesta. Cerro os olhos reparando uma grande familiaridade nele...parece que tive um déjà vu. Termino de aumentar e me levanto.
— qual o nome? — questiono à velha maldita.
— gostou dele, foi? — a olho com deboche — Hayden Grayford, joga muito bem...ele é tua cara, quem sabe não seja seu irmão perdido. Não duvido, mesmo com dinheiro os Grayfords não iriam te querer, nem eu quero — zoa com minha cara. Bufo indo para meu quarto. Até mandaria se foder, mas ainda estou me recuperando da surra de ontem.
Suas palavras rodeiam minha mente, e se for verdade? Ter um irmão pode ser bom, talvez ele goste de mim e me tire desse inferno.
Olho-me no espelho, analisando os olhos azuis e meus cabelos pretos. Realmente, eu me pareço com ele! Não somos gêmeos, claro, mas bem similar, será que ele tem irmãos?
Pesquiso na internet o sobrenome, Grayford. Analiso tudo, até parar no mesmo, uma ficha impecável de jogos, está num grupo chamado Los três, juntamente com um loirinho gatinho e o ruivo que vi...é, nada mal.
Passei a noite toda em pesquisa de tudo, até descobrir o hospital particular na qual todos os partos de Ravenna Grayford, sem exceção alguma, foram feitos, incluindo uma perca de bebê. Meu sexto sentido apita e eu vou mais afundo, há cada minuto. Bem que dizem que a internet é um perigo, tô quase sabendo até o CPF deles.
Pela manhã, fui ao hospital, pedi educadamente para saber sobre os partos de Ravenna, tudo sobre — pouparei a parte em que tive que furtar, só sai ilesa graças a minha cara de sonsa — então lá descobri uma brecha, um arquivo escondido sobre dois bebês, uma chamada Zilper e a outra não teve nome, foi dada como morta, MAS, euzinha aqui estou viva. Rastreiei todos os possíveis dados da criança, até chegar em minha ficha de adoção. Com o histórico dos bebês, comecei a fussar sua vida e descobri uma traição, mas não te julgo por pegar a mulher do seu irmão! E foi assim que descobri que você é meu pai! — digo animada para Paulo. Ele me olha assustado com toda a história, mas então eu entristeço — você me abandonou?