Aquira Garden não planejava viver sua vida como um eterno segredo, mas foi inevitável. Aquela noite tudo mudou bruscamente, não somente sua vida diária, mas seu ponto de vista também. Se existir mesmo anjo da guarda com certeza é ele, mas suas armad...
— eu estou super animada! — Minha irmã diz, balançando as bandeirinhas que fez da Al'black — vou gritar muito, inclusive, QUIRA VAMOS GATA! — berra e eu a olho com ódio.
— acho que ela não ouviu — Kai debocha — grita mais, os vidros ainda não quebrou com a voz de taquara rachada — Sam faz dedo do meio para ele.
— Calma Sam, ela já está vindo — Mel.
Ouvimos o barulho das malas e Aquira aparece, com um sorriso largo e uma roupa nada larga, delimitando cada curva do seu corpo. Nem fodendo que ela vai entrar num avião cheio de homens com um vestido desses.
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— vai trocar a roupa! — mando.
— não, estão me apressando, não estão? — diz tranquila, sentando-se em meu colo, abaixo seu vestido para que Kai nem sonhe em ver — coloquei foi para você mesmo, não fique bravo — me dá um beijo e eu a olho seriamente.
— vai trocar Quira, lá é cheio de homens que também olhará — digo rígido e ela sorri de canto, tirando minha paciência, ela está me irritando.
— com ciúmes, meu bem? Para quem tem tanta certeza de que não me quer, você se importa demais com quem me olha ou não. Você não tem direito de me cobrar então — a olho entediado.
— tem uma aliança de todo tamanho no seu dedo, que me prova ao contrário — ela olha para sua mão e depois para a minha.
— e cadê a sua? — questiona e eu a olho em não interessa. Seus lábios se tencionam em raiva, mas não deixa transparecer, ela ainda quer jogar e se desequilibrar só aumentaria às chances de brigarmos e me deixar com mais raiva — você pertence à mim, mesmo sem ela! — arqueio a sobrancelha e ela se levanta — vamos?
Todos se levantam animados. Vou até Mel, ela abre os braços com um sorriso enorme e me abraça.
— boa viagem, maninho. Arrasa como sempre! — retribuo o abraço.
— Se cuida! — ela assente.
— tchau papai — Ouço a voz de As e meus olhos caem para o sofá na qual ele escala, para ficar mais alto — bom jogo!
— obrigado, meu amor — abraço ele — seja um bom garoto com a mamãe, é a primeira viagem que ela não vai comigo desde que nos conhecemos, então é normal chorar sem mim — brinco.
— até parece — ela debocha revirando os olhos.
— eu vou ser o homem da casa? — pergunta.
— vai! Por isso tem que cuidar dela por mim. Promete? — estendo o mindinho e ele assente, entrelaçando o seu ao meu.
— prometo! — diz e eu selo nosso contrato com um beijo em sua bochecha.
— isso aí meu garoto, até mais filho! — ele acena para mim e me afasto vendo Quira e os outros se despedir de Mel, depois se despedem de As. Pego minha mala e vou em direção ao elevador, tendo apenas uma certeza, essa viagem será longa!