Brianis invade o quarto e Alegra se levanta de súbito, assustada com o que vê, ela estava transformada e trazia Dërhon desacordado ou entorpecido, arrastado pelos cabelos, entorpecido, ela decidiu em ver um movimento aleatório da sua cabeça em sua direção e levou as mãos à boca quando Brianis o despiu da camisa e fez um corte profundo de um lado ao outro em seu peito na diagonal e o jogou em cima da cama com a barriga para cima aos seus pés e o apontou.
Faça.
Alegra assente, imediatamente se põe sobre o corpo brutalmente ferido e seus braços começam a sangrar por todos os poros acima do ferimento infringido. Em menos de um minuto o corte que chegava a alcançar os ossos das costelas em alguns pontos começa a se fechar e ela suspira, parcialmente aliviada. Ciente de que Brianis a está observando do canto do quarto, com a mesma postura assustadora capaz de derretê-la até nos ossos de tanto terror. Ela treme por dentro e intimamente roga a Guardiã pelo restabelecimento de Dërhon.
Não precisa rogar por ninguém, se estiver aqui, mas não posso garantir que ele ou qualquer outro dos seus afetos não venham passar por isso ou por ferimentos até piores que esse daqui para frente. E só fiz isso para que lembre de que não está aqui a passeio, você fez um juramento e recebeu a oportunidade de fazer jus ao que foi concebida para fazer em face de uma guerra.
Alegra abaixa a cabeça ajoelhada em cima da cama, a observar com assombro as últimas camadas de pele se fechando bem diante dos seus olhos. Ela olha pra cima e encontra o olhar sério de Brianis e chega abrir a boca, mas só ar escapa de seus pulmões. A expressão dela suaviza um pouco e ela descruza os braços.
Tens entre outros dons, o poder da cura para os afetos, e da destruição para os desafetos, não pode ser usado em benefício de curar a si mesma sem graves consequências. Então, se preserve para que aos que curou sejam preservados, ou os ferimentos curados pelo seu sangue serão reabertos. Foi para isso que foi criada ainda no ventre de sua mãe, sua aparência frágil era um meio de infiltrá-la no clã dos nossos inimigos, mas você foi roubada de nós antes que sua transição acontecesse e fosse treinada. Se você saiu como suas irmãs de mesma geração, é possível que seu sangue inflame ao desafeto que tenha se alimentado de você de dentro para fora e este chegue a ferver e explodir dependendo do seu estado de humor. Com isso é justo que voz diga; só o faça em legítima defesa ou de um dos seus, se esse também for um dos seus dons. Você foi criada para curar os nossos e destruir os inimigos daquela época e todas as que nasceram da mesma geração pagaram com as próprias vidas pelas escolhas erradas.
— Estará ainda mais forte e perigosa no estado que se encontra, e do meu trato com o rei, ainda posso levar de volta as duas no tempo que eu quiser e com isso é justo que vos diga; que se chegar a levar alguma das duas, esta e às crias que carrega no ventre podem jamais sair do santuário. — Brianis aponta Dërhon com o queixo e encara Alegra — Está aqui pela benevolência da Guardiã com o propósito que vai além dos seus problemas pessoais, mas confesso que cada gota de lágrima que você derrama me aborrece muito e me deixa ainda mais tentada em te levar de volta.
Alegra engole em seco e se veste de uma coragem que não imaginava ter ao encará-la.
— Posso ser útil aqui.
— Seja então. Mas de antemão te aviso, não me decepcione ou fique chorando pelos cantos, aproveite, só não se comprometa e nunca se deixe esquecer que a sua aparência de fêmea frágil é um engodo, você é Valquíria e é guerreira, também é tão ou mais letal que as demais, justo por isso. E com isso, sua responsabilidade aumenta ainda mais. — Brianis mantém a carranca séria — Se eu desconfiar que você possa vir a ser um empecilho...
— Como saberei? Digo, como não me tornar um empecilho?
— Use seus dons para defender a si e aos seus, e estará no caminho certo, use-os para contra atacar e estará em caminho incerto, use-os com intenção de vingança, e todos nós estaríamos perdidos, se, eu não fosse quem sou, e estivesse em vigilância constante. Ou seja, você pode ser um instrumento valioso aqui, se a guerra chegar a acontecer, mas não é de forma alguma, uma peça indispensável. Na verdade nenhum de nós, é.
☼
Trevon está sentado na cama de costas para fêmea e totalmente desperto, porém, completamente aturdido, ele pergunta em baixo tom;
— Por que fez isso, Valquíria?
— Dani.
Ele se vira a encará-la e ela contém o ímpeto de cobrir seu corpo, mas logo percebe que nem seria preciso, já que ele mantém o olhar fixo no seu rosto e ela insiste com um breve encolher de ombros.
— Não vou deixar de ser Valquíria se me chamar pelo meu nome, assim como não vai deixar de ser macho ou guerreiro ao me permitir chamá-lo pelo seu.
Trevon permanece calado um tempo e um vulto perpassa a sua espinha com o mover do colchão, ele torna a olhar para a cabeceira da cama onde ela estava encostada e se levanta. Ela não lembrava em nada da delicadeza e cordialidade das poucas fêmeas existentes ali e ele estaca na porta do banheiro a admirar o corpo firme e curvilíneo dela debaixo do chuveiro.
Danikas tem noção da sua presença e desconfia do escrutínio lascivo dele cravado em seu perfil, mas está irritada demais para se concentrar nas duas engrenagens que vira Brianis mexendo antes.
— Essa é da água fria e essa é da quente.
Ela estapeia a mão que apontava as engrenagens e desaparece. Ele bufa e desaparece em seguida seguindo o rastro dela de volta ao quarto, ela volta a tentar estapeá-lo, mas dessa vez está preparado e a segura pelo pulso.
Danikas revida batendo a testa no nariz dele e mais do que rápido ele a lança em cima da cama e prende os pulsos dela por cima da sua cabeça a beijá-la lascivamente. Ela inflama por dentro e arfa dentro da sua boca e ele sorri soltando aos pulsos, em um segundo ela está por cima dele e desliza a boca macia e ávida no seu pescoço, chupando e lambendo, mordendo de leve e descendo e de súbito o instinto de preservação grita e ele a segura pelos braços rodando com ela e se sobrepondo sobre o seu corpo esguio e todo durinho, fazendo o mesmo com ela, chupando e lambendo-a e ela grunhe de leve, depois com um pouco mais de ênfase quando ele chega a um dos seios, e o som é um afrodisíaco fantástico para sua virilidade. Ele já estava teso como rocha maciça entre as pernas dela, e saber que foi o único a chegar no delicioso monte de carne entre as pernas dela, só fez inflamar ainda mais o seu orgulho.
Danikas fecha os olhos em deleite e todo seu corpo se contrai onde ele a toca, sem nenhuma gentileza ele a abocanha entre as pernas e começa a saborear com ímpeto frenético a sua parte mais íntima, segurando com firmeza pelas pernas aberta, deixando-a totalmente exposta para o deleite dele. Os sons que saem da sua garganta são incongruentes e ele também rosna enquanto chafurda nela e dentro dela com a língua diabólica e ela se contrai delirante em espasmos, mas ele não para. Ela grita e grunhe se contorcendo, por fim enfia as mãos em seus cabelos e o puxa mais para cima e para dentro de si, mas ele sai totalmente puxando-a pelas pernas, e ajoelhado volta a enterrar-se em seguida, se enfia com tudo, fazendo-a gemer entre a dor e o prazer da invasão, as mãos correm soltas pelo seu corpo nu enquanto ele estoca repetidas vezes com vontade, desliza sobre seus seios apertando-os e subindo a prende bem rente pelos cabelos em sua nuca, forçando-a a levantar-se para um beijo infame que a faz se desmanchar em mais ondas e ondas de prazer, que faz suas pernas tremerem, e pouco depois ele a segue em seu gozo com o grunhido gutural que ricocheteia em todos os seus sentidos inflamados. Ele cai por cima dela e o peso do corpo másculo dele é deliciosamente quente e confortável.
Ambos estão arfantes, agarrados como se fossem um só corpo e ela declara num sussurro;
— Eu fiz porque podia, e você merecia bem mais que isso.
☼
(Até amanhã, bjokas...)
Carol Sales.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Vale dos Aehmons
Paranormal®Todos os direitos reservados. Liberado por período indeterminado. (design de capa Debby Scar). Kassia é uma jovem comum, que sempre batalhou para ter seu espaço e sua liberdade no mundo. Não sabia ela que sua vida tomaria rumos sem volta quando...
