- Olá,Jack. (A voz dela não lhe soou familiar depois de tantos anos. Era sensual e tranquila e ela parecia feliz ao vê-lo)
- Quem é?(ele virou-se e olhou-a com um pequeno sorriso de surpresa,sem reconhecê-la no início,perguntando-se quem seria,gostava do jeito dela e... de repente se deu conta de quem era e parou,estupefato. Ela apontava-lhe uma arma e sorria)
- Devia ter feito isso a semanas. Não sei porquê não pensei nisso antes. Agora ponha a sua câmera na mesa e não toque em nada,se não atiro em você e no equipamento,eu detestaria estragar a sua câmera. Ponha-a na mesa. Agora (sua voz era aguda e não mas sensual,e ele pôs a câmera cuidadosamente na mesa atrás de si)
- Vamos lá,Anastácia... Não seja radical... estou só ganhando a vida.
- Não gosto da maneira como faz isso.
- Você está bonita nas fotos,têm que reconhecer o meu talendo.
- Não reconheço porra nenhuma. Você é um merdar. Um filho da puta miserável. Disse que nunca tirou a minha roupa.
- Eu menti.
- E deve ter feito com que eu assinasse aquela autorização quando eu estava praticamente inconsciente (ela era toda frieza e estava furiosa,mas sob completo controle. Era inteiramente premeditado. Desta vez seria assassinato doloso. Ia matá-lo e,só de olhar para ela,ele sabia. Ele a tinha levado longe demais,ela chegará ao seu limite. Não se importava com o que lhe fariam desta vez. Sobrevivera uma vez.E valera a pena)
- Vamos lá,Anastácia,seja compreensiva. São fotos maravilhosas. Olhe,que diferença faz? Está feito. Eu lhe dou o restante dos negativos.
- Não estou nem aí para você ou para às porras dos negativos. Vou lhe dar um tiro no saco. E,depois,mato você. Não preciso de autorização para isso. Só preciso de uma arma.
- Pelo amor de Deus,Anastácia. Não faça isso são apenas fotos.
- Você está fodendo com a minha vida... com os meus filhos... meu marido... meu casamento...
- Ele parece um babaca mesmo. Deve ser,para aturar você... Cristo,eu lembro daquela frescura toda há 19 anos. Mesmo drogada,você não era nada divertida. Você era maçante,Anastácia,um verdadeiro tédio.
Jack era viciado e,se Ana estivesse com menos raiva,teria visto que estava cheio de cocaína até a alma. Ele gastara o dinheiro da Thrill para sustentar seu vício. Ele começou a choramingar,reclamando que ela não tinha o direito de entrar ali daquele jeito e tentar inteferir na sua maneira de ganhar a vida.
- Você é um crápula nojento(disse enquanto preparava a arma para atirar. O som do gatilho assustou a ambos)
- Não vai fazer isso,vai,Anastácia?(implorou ele)
- Sim,vou. Você merece.
- Vai voltar para a prisão. (Argumentou ele em tom persuasivo,enquanto o seu nariz escorria pateticamente. Os últimos 19 anos não tinham sido bons para ele. Tinha se metido em várias coisas,poucas delas legais)
- Não me incomodo em voltar. Você estará morto. Vale a pena (respondeu ela friamente)
- Vamos lá... não faça isso... eu lhe dou todas às fotos... eles iam publicar só mais duas mesmo... tenho uma de você com um cara,está uma beleza... eu lhe dou de graça... (ele estava chorando)
Que cara? Não havia mais ninguém no estúdio,ou teria havido,enquanto ela estava dormindo? Era nojento pensar nisso.
- Não quer vê-las?São lindas.
- Tudo o quê quero ver é você morto,no chão,sangrando(explodiu ela,sentindo a mão tremer.E quando olhou para ele,sem saber porque,subitamente lembrou-se de Cristian,depois de Matty... se atirasse em Jack nunca mais ficaria com eles,a não ser durante os dias de visita na prisão,provavelmente por toda a vida... Está idéia tirou-lhe a respiração,tudo o que queria agora era abraça-los e senti-los junto a si... e Ebby e Thedy...)
- Levante! E pare de choramingar. Você é um monte de merdar. (Ordenou ela decidida para Jack)
- Anastácia,por favor,não atire em mim.
- Para que quer viver? Para que um merdar como você quer viver? Só por dinheiro? Para destruir a vida de outras pessoas?(estava furiosa. Ele não valia o seu tempo. Ou a sua vida. Como pudera pensar que ele valia?)
- Você não vale nem mesmo uma bala. (depois de dizer isso,ela deu meia volta e desceu às escadas correndo,antes que ele pudesse pensar em segui--la)
Estava do lado de fora do prédio,e de volta ao carro antes que ele pudesse pensar em sair da sala. Tudo o quê ele fez foi sentar no chão e chorar,incapaz de acreditar que ela não tinha atirado nele. Estava absolutamente certo de que seria morto,e com razão,até os últimos 5 minutos. O simples fato de vê-lo de novo,em pé ali,chorando,cheio de cocaína até a alma,a trouxera de volta à razão.
Ela dirigiu até em casa e pôs a arma no lugar,depois ligou pra Cristian.
- Preciso vê-lo. (disse com urgência. Ela não queria contar por telefone,caso alguém estivesse ouvindo,mas queria que ele soubesse o que ela quase tinha feito. Quase que enloquecera. Tinha,por um instante,mas graças a Deus voltara a seu juízo)
- Pode esperar até a hora do almoço?
- Posso.(Ela ainda estava tremendo. Podia estar na cadeia agora,a caminho da prisão perpétua. Não acreditava que quase gora tão estúpida. Mas tudo a levara a isso,às mentiras,a angústia,a humilhação e a exposição)
- Está bem?(ele pareceu preocupado)
- Sim. Melhor do que há alguns minutos.
- O quê você fez? Matou alguém?(Provocou ele)
- Não,na verdade não(ela soou vagamente divertida)
- Encontro você no Le Rivage às 13 horas.
- Estarei lá. Amo você.
" Ha,ha Cristian sabe de nada inocente 😁😁
Graças a Deus,Ana recuperou o juízo 😥😥🙏🙏
Acho que alguém sujou a cueca😂😂😂"
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MALDADE (Concluída)
Roman d'amourAnastácia esconde um segredo. Cristian sofreu uma desilusão. será que juntos eles vão ter forças para se curarem?
