Jughead (On)
Betty abriu os olhos lentamente, suas pálpebras pesavam e ela lutou para mantê-las abertas, piscando várias vezes. Sua visão estava embaçada, como se houvesse uma névoa densa entre ela e o mundo ao seu redor. Lentamente, os contornos do quarto começaram a se definir, e as sombras se transformaram em formas conhecidas.
A claridade que inundava o ambiente vinha das janelas, onde a luz do sol penetrava pelas cortinas entreabertas. No início, essa luz parecia agressiva, ferindo seus olhos cansados e recém-despertos. Betty tentou se mover, mas seus músculos estavam rígidos, como se tivessem sido esquecidos pelo tempo. Aos poucos, a dor aguda e o incômodo da luz começaram a se dissipar, dando lugar a uma sensação de alívio e calmaria.
O quarto estava mergulhado em um silêncio absoluto, o único som que interrompia essa quietude era o beep ritmado dos monitores médicos ao seu redor, um som monótono que marcava o passar dos segundos, a batida compassada de um coração que insistia em continuar.
De repente, passos ecoaram no corredor, o som amplificado pelo silêncio que dominava o espaço. Cada passo parecia ressoar, como se estivesse vindo diretamente em direção ao quarto, carregando uma promessa de algo ou alguém. Os olhos de Betty, agora mais focados e atentos, brilharam com uma nova luz quando a porta se abriu lentamente, revelando minha chegada. Entrei no quarto com passos cuidadosos e silenciosos, como se temesse quebrar a delicada paz que reinava ali.
Meu rosto expressava uma mistura de alívio e preocupação, caminhei até a cama onde Betty estava deitada. Cada movimento meu parecia calculado, como se eu estivesse me movendo em câmera lenta, absorvendo cada momento. Quando finalmente cheguei ao lado de Betty, uma expressão de ternura tomou conta de meu rosto. Me Inclinei lentamente, aproximando meu rosto do dela, com meus olhos refletindo a profundidade de meus sentimentos.
Com uma delicadeza que parecia quase irreal, depositei um beijo suave nos lábios de Betty, um gesto cheio de amor e promessas silenciosas. Foi um toque leve, mas carregado de significado, um beijo que falou mais do que palavras poderiam expressar.
HOSPITAL DE RIVERDALE
Jughead: Como se sente?
Betty: Me sinto muito bem. Agora você está péssimo.
Jughead: Obrigado, era tudo que queria ouvir nesse momento.
Betty: Estou falando sério. Parece que você não dorme a dias.
Sra. Cooper: Desde quando você entrou em coma que ele está aqui no hospital e não descansou em nenhum momento - Sra. Cooper acaba de chegar no quarto
Betty: Oi, mãe.
Sra. Cooper: Oi, minha querida. Como se sente? - saio do quarto deixando elas conversando a sós
Meus passos ressoavam pelo corredor do hospital, pesados e deliberados, como se cada movimento carregasse o peso de uma decisão que eu ainda não estava pronto para tomar. O caminho parecia um túnel de silêncio, quebrado apenas pelos sons esparsos de máquinas e os passos rápidos de enfermeiras.
Segui em direção ao quarto do Archie, e a cada passo a ansiedade e a culpa se misturavam em uma dança desconfortável dentro de mim. Precisava vê-lo, não apenas para saber como ele estava, mas também para tentar me desculpar pelo que havia acontecido na escola. As lembranças da briga ainda ardiam na minha mente: as palavras afiadas, os gestos impulsivos. Sentia o peso dessa culpa, como uma âncora me puxando para baixo.
Quando me aproximei do quarto, notei que a porta estava entreaberta. Hesitei, sentindo meus músculos se tensionando com a antecipação. Respirei fundo, tentando acalmar a mente e preparar o coração para o que estava por vir, dei os últimos passos que me separavam da porta.
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RIVERDALE
Mistério / SuspensePara os fãs de Riverdale e Teen Wolf, este livro é um crossover das duas séries. A misteriosa morte de Jason Blossom, um garoto popular do ensino médio e membro da família mais poderosa da cidade, derruba a pequena e pacífica comunidade de Riverdal...
