CHAPTER 109: BIZARRE WORLD

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Scott (On)

Riverdale parece um mundo bizarro, onde criaturas sobrenaturais, assassinatos, mistérios e drogas não são exceção, mas normalmente. E, em meio a todo esse caos, é fácil esquecer que, no fundo, as pessoas ainda estão apenas vivendo suas vidas, fazendo coisas tão simples e comuns quanto se casar.

LANCHONETE DO POP'S

Kevin: Então... Não querem um casamento grande?

Sra. McCoy: Acabamos de finalizar nossos divórcios, Kevin. E, sinceramente, este já é o segundo casamento para nós dois. Com tudo que está acontecendo em Riverdale...

Sr. Keller: Só queremos algo simples, no civil. Sem complicações.

Josie: Nós discordamos completamente. Mas, como o casamento não é nosso, respeitamos a decisão de vocês. Contanto que nos deixem organizar uma festa no La Bonne Nuit.

Kevin: Porque, se não houver pelo menos uma recepção, o Rei Gárgula venceu.

Sra. McCoy: Tudo bem, mas que seja uma festa pequena.

Josie: Fabuloso! Vou mandar os convites ainda hoje - nesse momento, o som da porta do Pop's se abrindo desviou a atenção do grupo

Sr. Keller: Marcus!

Major Mason: Tom. Cadete Keller, senhoras. Como vão? - o Sr. Keller se levantou ligeiramente para apertar a mão de Marcus

Sr. Keller: Estamos bem, obrigado.

Sra. McCoy: Na verdade, temos novidades. Tom e eu finalmente vamos nos casar, Kevin e Josie vão organizar uma festa para nós no La Bonne Nuit. Você e o Moose podem ser nossos primeiros convidados. O que acha?

Major Mason: Vou verificar meu calendário, Sierra. Com licença - se afasta da mesa deixando o grupo a sós

Josie: O que há com ele?

Sr. Keller: Eu e o Marcus éramos grandes amigos. Fizemos o treinamento da reserva juntos, mas acabamos perdendo contato com o tempo.

Sra. McCoy: Eu diria que é ciúmes. Marcus sempre teve uma queda por mim, como todos sabem. Mas, no fim das contas, eu só tinha olhos para você.

Sr. Keller: Sorte minha.

No hospital, os corredores pareciam congelados no tempo, ainda que o movimento fosse incessante. O som das rodas das macas cortando o piso brilhante e os murmúrios abafados dos paramédicos reverberam como um eco distante.

Havia uma sensação pesada no ar, algo que apertava o peito e fazia cada respiração parecer insuficiente. As luzes brancas e frias do teto refletiam nos lençóis que cobriam os corpos, criando uma visão quase fantasmagórica enquanto as macas eram levadas, uma após a outra, para o necrotério.

Parrish estava parado no meio do corredor, como se fosse uma estátua. Seus olhos estavam fixos nos cadáveres, mas seu olhar parecia atravessá-los. Ele não se mexia, não piscava. Era como se o mundo ao seu redor tivesse cessado de existir.

HOSPITAL DE RIVERDALE

Xerife Stilinski: Parrish, olha pra mim.

Parrish piscou uma vez, mas não desviou o olhar dos corpos sendo levados. Foi só quando o xerife deu um passo à frente, se posicionando diretamente em sua linha de visão, que ele finalmente pareceu registrar a presença do xerife.

Xerife Stilinski: Sei o que está pensando. O sonho está se tornando realidade. Mas não está.

Houve um silêncio pesado entre os dois, quebrado apenas pelo som distante de portas se fechando e passos apressados. Parrish finalmente respondeu, sua voz quase um sussurro, mas carregada de algo sombrio:

RIVERDALEOnde histórias criam vida. Descubra agora