CHAPTER 135: RAW TALENT

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Scott (On)

O cheiro da terra molhada ainda estava fresco no ar. Cada passo que dávamos pela Floresta Fox fazia os galhos se partirem sob nossos pés e as folhas suspirarem com o vento noturno. Malia e Lydia estavam à frente, concentradas, os olhos atentos a cada sombra e ruído. Eu andava alguns metros atrás, em silêncio, não por falta de palavras, mas por excesso de pensamentos.

“Não importa se estão feridos ou fracos, se são uma alma perdida que não sabe onde se meteu ou se parecem inocentes. Iremos atrás de todos eles — Gerard”

As palavras de Gerard Argent, frias como aço e afiadas como lâminas, vinham à tona em minha mente. Aquela voz envelhecida e cruel parecia ressoar entre as árvores. Depois, vieram outras palavras. Palavras ditas em um jantar com a família Argent. O Sr. Argent, com seu tom sempre calmo, mas carregado de sabedoria e uma sombra de medo, disse:

"Cresci com muitos cães e vi um deles pegar raiva de um morcego. Um cão enjaulado com raiva chega a quebrar os dentes para arrancar as barras. Dá pra imaginar a força que é necessária pra isso? Algo tão fora de controle é melhor morto — Sr. Argent”

FLORESTA FOX

Malia: Ainda podemos pegá-lo — disse, parando abruptamente e se virando para mim, me arrancando daquele mar de lembranças

Scott: Pegar quem? — perguntei, a voz um pouco arrastada pela confusão que ainda habitava meus pensamentos

Malia: O assassino. Tava pensando em quê? — hesitei por um instante, os olhos vagando entre os troncos das árvores

Scott: Levar a bala pro Argent.

Malia: Mesmo se for ele quem atirou? — rebateu com os olhos semicerrados

Scott: Principalmente se for ele — escuto as batidas de um coração — Ouviu isso? — perguntei, já com os olhos percorrendo a mata ao redor

Malia: Um coração.

Scott: São vários. Eles estão aqui.

Lydia: Quem?

Scott: Caçadores.

Não precisei dizer mais nada. Num impulso quase instintivo, me lancei floresta adentro, os pés se movendo em velocidade, desviando de raízes e galhos baixos.

Malia: Scott, espera! Scott!

No silêncio da escuridão, feixes de laser cortaram o ar, apontando para mim de todas as direções, como olhos famintos da noite. As sombras dançavam ao meu redor, conspirando contra mim. Eu estava agora encurralado, senti a presença dos caçadores me cercando.

Meus músculos estavam tensos e as minhas garras estavam prontas para qualquer ameaça. O som dos passos se aproximando de mim ecoava, e o ar estava impregnado com a tensão da caçada. Num momento, movido pelo instinto selvagem e de sobrevivência, acabei atacando um dos caçadores. Meu rosnado ecoou pela floresta enquanto as minhas garras encontravam um alvo.

Xerife Stilinski: Scott, sou eu! Pare! Scott! — minhas garras ainda estavam erguidas quando percebi que não estava cercado por caçadores — Está tudo bem — os caçadores eram apenas um fruto da minha cabeça — Eu quero que todo mundo se afaste! É só um garoto! — uma policial se aproximou com uma arma apontada em minha direção

Policial: O que tem nos olhos dele? — Parrish apareceu se colocando entre mim e a policial, olhando diretamente nos olhos dela

Parrish: Vocês ouviram o xerife! Abaixem as armas! — um a um, as armas foram abaixadas

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