CHAPTER 102: EPIDEMIC

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Jughead (On)

Era um dia aparentemente comum no Colégio Riverdale. O sol brilhava timidamente através das janelas, lançando sombras suaves pelos corredores. Os alunos estavam absortos em suas rotinas diárias, mergulhados em livros e cadernos, se preparando para as provas e discussões em sala de aula. O som das canetas riscando o papel e o murmúrio baixo das conversas preenchiam o ambiente.

No ginásio, as Vixens estavam a pleno vapor, ensaiando suas coreografias com a precisão e a energia de sempre, cada movimento sincronizado para o grande momento antes do jogo. Nos cantos mais escuros da escola, longe dos olhos vigilantes dos professores, casais furtivos se encontravam. Em salas desertas e corredores pouco iluminados, eles compartilhavam beijos apressados e risadas abafadas, aproveitando o breve refúgio da agitação diária.

Apesar da aparente normalidade, em Riverdale, o ordinário sempre escondia o extraordinário. Sob essa fachada tranquila, havia uma tensão latente, um sentimento de que algo estava prestes a acontecer. Cheryl Blossom, com seu olhar afiado e sua intuição apurada, logo descobriria que, naquela cidade, a normalidade era apenas uma ilusão, pronta para se desfazer a qualquer momento.

No meio da rotina agitada no ginásio, as River Vixens estavam no auge de seu ensaio. O som das sapatilhas batendo no chão, a música vibrante ecoando nas paredes e os gritos encorajadores de Cheryl Blossom preenchiam o espaço. De repente, o ritmo das batidas parou, e um silêncio inquietante tomou conta do lugar. Uma a uma, as líderes de torcida começaram a cambalear, seus corpos tremendo incontrolavelmente, até que todas caíram no chão, convulsionando.

Cheryl, que inicialmente ficou paralisada pelo choque, rapidamente recuperou os sentidos e soltou um grito estridente de desespero, a voz ecoando pelas paredes do ginásio.

COLÉGIO RIVERDALE ( Ginásio )

Cheryl: Alguém me ajude! — implorou, o pânico estampado em seus olhos enquanto observava suas colegas se contorcendo no chão

Nesse exato momento, Lydia Martin, passando perto do ginásio, ouviu o grito agudo de Cheryl. Sem hesitar, ela correu para dentro, seu coração disparado, os sentidos em alerta. Ao entrar, se deparou com a cena caótica: as River Vixens no chão, seus corpos convulsionando violentamente, e Cheryl ajoelhada ao lado de uma delas, segurando sua mão, visivelmente em pânico.

Lydia: Cheryl, o que está acontecendo? — perguntou, sua voz firme, mas carregada de preocupação, enquanto tentava entender a situação

Cheryl: Estava tudo bem, quando de repente elas desmaiaram e começaram a convulsionar — explicou, a voz tremendo

Lydia, mantendo a calma, puxou seu celular do bolso e rapidamente discou para os serviços de emergência.

Lydia: A ambulância já está vindo.

Informou, tentando tranquilizar Cheryl enquanto se ajoelhava ao lado das líderes de torcida, as monitorando atentamente, sem desviar o olhar delas, esperando pela ajuda que logo chegaria.

À medida que nos aproximávamos da casa da minha mãe, cada passo parecia pesar mais que o anterior. O som de nossos pés na estrada era abafado pela tensão que crescia dentro de mim. O caminho que levava até a casa de Gladys Jones estava impregnado de lembranças que eu preferia enterrar.

Fazia anos desde a última vez que a vi, e a verdade era que nossa relação nunca foi fácil, nem cordial. Havia sempre um abismo entre nós, preenchido por palavras não ditas e ressentimentos que não podiam ser apagados. A última vez que estivemos frente a frente não foi um encontro que se pudesse lembrar com carinho.

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