CHAPTER 138: FACE-TO-FACELESS PART II

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Scott (On)
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FLASHBACK (On)

TRÊS MESES ATRÁS

Os primeiros raios de sol surgiam lentamente por trás das colinas de Riverdale, tingindo o céu com tons suaves de laranja, rosa e dourado. A cidade ainda despertava em silêncio, com uma leve neblina pairando sobre os telhados das casas e os galhos das árvores dançando suavemente ao som de uma brisa leve e matinal. Os pássaros começaram a cantar, preenchendo o ar com um coro discreto e reconfortante.

WHISPERS OF THE WOODS

Veronica: Onde você estava? - perguntou de imediato, com a voz baixa, mas carregada de emoção

Betty: Bom dia pra você também, Veronica.

Veronica: Sem piadinhas. Passou a noite toda fora e só chegou agora. Onde esteve?

Betty: Eu...

Veronica: Deixa pra lá. Esquece - a interrompe dando a mínima para explicações - O importante é que você está aqui agora.

Mais adiante, na sala, Deaton estava ajoelhado em frente ao sofá, examinando Jughead. Seu semblante era calmo, experiente, atento aos mínimos sinais do seu estado. Jughead estava deitado, pálido, mas consciente. O suor ainda marcava sua testa e seu peito subia e descia em ritmo lento, cansado.

Betty: O que aconteceu ontem? Como ele está? - perguntou a Veronica, sem tirar os olhos dele

Veronica: O Scott e o Sr. Argent conseguiram contê-lo. Não conseguimos tirá-lo para fora da mansão, então usamos freixo para mantê-lo aqui, seguro.

Antes que Betty pudesse reagir, Deaton se levantou e caminhou até ela e Veronica, retirando as luvas de látex.

Deaton: Ele está bem. Cansado... Mas vai ficar bem.

Betty: Obrigada, Deaton - disse, com a voz embargada

Deaton: Por nada - assentiu, com um leve sorriso - Com licença, meninas - sai da mansão com passos silenciosos, deixando o ambiente envolto num silêncio quase desconfortável

Veronica: Eu tenho que ir. Vocês vão ficar bem sozinhos?

Betty: Sim.

Veronica: Ótimo. Qualquer coisa me liga.

Então Veronica desapareceu pela porta ao sair, e a mansão mergulhou num silêncio absoluto, quebrado apenas pelo canto de alguns pássaros lá fora. Betty caminhou lentamente até o sofá e Jughead estava ali, ainda deitado, mas seus olhos a acompanharam desde o primeiro passo.

Quando ela se sentou ao lado dele, não conseguiu mais conter as lágrimas. O rosto dela se desfez em dor, e um soluço rasgou o silêncio da sala. Jughead ergueu o braço com dificuldade e a puxou para um abraço. Os braços dele ainda tinham força, mas estavam visivelmente mais fracos.

Jughead: Por que está chorando, meu amor? - perguntou em um sussurro rouco, com a voz arranhada pela dor e pelo desgaste

Betty: Sério? - se afasta o suficiente para encará-lo, os olhos inchados e avermelhados - É isso que vai me perguntar? - morde o lábio inferior, tentando se conter - Não quer saber onde eu estive? Por que não voltei pra casa? Por que eu não estava com você? - Jughead suspirou profundamente, seus olhos cansados, mas serenos

Jughead: É porque eu não quero saber.

Betty: O quê? - perguntou, confusa

Jughead: Sei como se sente. Ver quem você ama morrendo lentamente e não poder fazer nada. Sei o que isso faz com a gente - fez uma pausa, tocando a mão dela com carinho - Eu não estou bravo. Não ligo de você ter saído. Até porque nunca obriguei você a ficar ao meu lado. Isso foi uma escolha sua. Essa é a sua forma de dizer que me ama - as lágrimas de Betty escorriam em silêncio agora, sem que ela sequer tentasse limpar - Eu te protegi por tanto tempo, porque te amava - continuou - Agora é a sua vez. Mas eu não pedi por isso, não quero ver você se destruindo. Se quiser terminar tudo comigo, deixar o casamento para trás, eu não vou te julgar. Não vou me magoar. Porque o que mais me dói não são as dores físicas... É te ver assim. Cansada. Exausta - inspira com dificuldade, mas manteve a firmeza no olhar - Você pode acabar com tudo isso agora. E mesmo assim... Mesmo assim, eu ainda vou te amar.

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