CHAPTER 139: PRESSURE TEST

9 0 0
                                        

Scott (On)

LANCHONETE DO POP’S

Archie: Por que me chamaram?

Veronica: Vou direto ao ponto — olha de relance para Betty e depois volta para Archie — Betty está grávida. E existe uma chance do bebê ser seu — Archie piscou algumas vezes, como se o cérebro estivesse tentando acompanhar o impacto daquelas palavras

Archie: Mas… Por que você acha que…

Betty: Ela já sabe, Archie. Eu contei tudo sobre nós.

O silêncio que se seguiu foi espesso, quase palpável. Archie apoiou os cotovelos na mesa, esfregando o rosto com as mãos antes de encará-la novamente.

Archie: Por que a dúvida?

Betty: Depois daquela noite, na manhã seguinte, eu e o Jughead…

Archie: Pode parar. Eu já entendi. Sentimento de culpa, certo? — se inclina um pouco para frente, com os olhos fixos nos dela — Achou que transar com ele iria apagar o que aconteceu entre a gente?

Veronica: Chamamos você aqui para informá-lo sobre essa situação e para exigir um teste de paternidade.

Archie: E o que acontece se o bebê for meu? Vai me impedir de fazer parte da vida dele, Betty?

Veronica: Primeiro, um teste de paternidade, antes de qualquer decisão ou declaração.

Archie: Certo, eu faço. Sem problemas.

Veronica: Ótimo. E não vamos contar nada ao Jughead. Ninguém diz uma palavra até o resultado sair. Nem meia verdade. Nem uma insinuação.

Betty: Eu só vou contar quando tiver certeza. É justo.

Archie: Tudo bem.

As luzes fluorescente do corredor piscam intermitente. O ambiente está mergulhado num silêncio opressivo, perturbado apenas pelo leve zumbido das lâmpadas antigas e o som ecoado dos passos que cessam de repente. Deaton encara o longo corredor à frente, enquanto o enfermeiro ao seu lado permanece parado como uma estátua, a expressão rígida, como se já soubesse o que estava por vir.

CASA EICHEN

Enfermeiro: Eu não posso passar daqui.

Deaton: Eu deveria estar preocupado com isso?

Enfermeiro: Vai entender por conta própria. Em poucos passos.

Deaton inspira profundamente, como se tentasse se preparar mentalmente, e dá um passo à frente. Depois outro. Ao quinto, ele para abruptamente. Uma sensação densa e invasiva percorre seu corpo como eletricidade, uma energia estranha, vibrante, quase palpável. Seus músculos enrijecem, o coração acelera e uma leve tontura o faz se apoiar na parede por um instante.

Deaton: Que diabos foi isso?

Enfermeiro: Viu o que eu disse?

Deaton: Eu… Senti o que você disse. Mas… Isso não é real.

Enfermeiro: Tem certeza? — Deaton franze a testa, leva a mão à própria têmpora

Deaton: Não é real… — sussurra para si mesmo — Não é real… — fala mais baixo, como se quisesse se convencer — Isso não é real… Não é real.

Deaton continuou andando, lentamente, como se cada passo exigisse esforço e controle mental. As paredes ao redor parecem se curvar sutilmente, como se a realidade estivesse sendo distorcida.

RIVERDALEOnde histórias criam vida. Descubra agora