CHAPTER 103: LIES AND OMISSIONS

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Scott (On)

Que jornada heroica estaria completa sem um período de exílio? Assim como Luke Skywalker buscou sabedoria em Dagobah, Archie Andrews se encontrou afastado de Riverdale, se refugiando nas paisagens remotas do interior do Canadá. Era um autoexílio, um tempo para refletir sobre os demônios sombrios que ele sabia que teria que enfrentar antes de finalmente poder retornar para casa.

Desde que a quarentena foi instaurada na cidade, uma onda de crimes cresceu de forma alarmante. As ruas antes tranquilas agora eram cenário de uma série de furtos ousados, onde os delinquentes se moviam nas sombras, se aproveitando do desespero e da confusão que a quarentena trouxe.

No Colégio Riverdale, Kevin caminhava pelos corredores com o olhar atento, analisando cada grupo de estudantes que passava. Sua postura era firme, quase militar, refletindo o peso das novas diretrizes que ele, como um dos membros da Reserva, tinha que impor. Ao virar uma esquina, avistou Cheryl e Toni caminhando de mãos dadas, rindo despreocupadamente. Sem hesitar, ele se aproximou.

COLÉGIO RIVERDALE

Kevin: Cheryl, Toni, separem-se — ordenou com um tom autoritário, mas contendo uma ponta de desconforto

Cheryl: Vai se ferrar, Keller.

Kevin respirou fundo, mantendo a calma, embora o insulto lhe tivesse acertado em cheio. Ele apontou para o cartaz próximo, que detalhava as novas regras da escola.

Kevin: É uma das novas regras. Contatos físicos devem ser mínimos.

Toni: Não faz sentido. Não houve mais convulsões. E os testes deram negativo.

Kevin: A Reserva não faz as regras.

Toni: Não, vocês só as aplicam, como os fascistas medonhos que são.

(...)

Liam: Vejo você na aula de história, está bem? Depois almoçamos juntos.

Hayden: Tenho matemática depois.

Liam: Eu a encontro no sinal.

Hayden: Eles só saem depois do anoitecer, certo? Não precisa ver se estou bem a cada período.

Liam: Mas eu quero.

Liam: Mas eu quero

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Liam: Hayden…

Hayden: Não conta a ninguém... — seu nariz começa a sangrar mercúrio — Você não pode contar.

CLÍNICA VETERINÁRIA

Scott: A minha asma voltou — disse, com a voz baixa, quase em um sussurro — Não sei como, mas voltou tão grave quanto antes. Agora, levo o inalador comigo o tempo todo, como costumava — pausei, olhando para o inalador, como um lembrete da minha vulnerabilidade — Faz algumas semanas que não vimos novas quimeras ou os Médicos do Medo. Agora a cidade está em estado de quarentena. Todos agem como se nada estivesse acontecendo, mas aparentemente todo mundo sabe. Você anda no corredor, e ninguém ri ou sorri. Sentimos que todo mundo sabe que algo está por vir. Só não sabemos o que é ou qual a gravidade — aperto o inalador com mais força, meu olhar estava perdido, como se procurasse uma solução nas sombras do consultório — Quando penso em fazer algo, pego o meu inalador como se uma dose fosse me ajudar a achar um jeito de salvar as pessoas, mas eu não sei o que fazer. Na verdade, acho que ninguém sabe. Talvez seja por isso que ninguém conversa mais. Às vezes, nem notamos uns aos outros. Para alguns, deve ser ótimo, falar nada é mais fácil de guardar segredo — suspiro, com a expressão cansada — Eu não sei se alguém está mentindo. Talvez, nesse caso, mentir seja mais omitir. Talvez a pior mentira seja para o Stilinski. Ninguém contou a ele sobre o Parrish e também ninguém contou para o Parrish. Parece que ele não se lembra de ter levado os corpos, e achamos que só é perigoso se alguém tentar atrapalhar. Se o Stilinski descobrir a verdade, com certeza tentará impedi-lo — ergo meus olhos para Theo, que estava encostado na parede, me observando  com uma expressão indecifrável — Lydia e Stiles tentam achar os corpos, o que significa achar o Nemeton. Ficam dando voltas de carro, vasculhando pela Floresta Fox. Na última vez que o achamos, quase nos afogamos na água gelada. Não somos os únicos procurando as quimeras. Stilinski fez todo mundo procurar pelo próximo alvo interrogando quimeras genéticas, todo mundo com dois conjuntos de DNA, ninguém sabe o que está procurando — Theo cruzou os braços, seu olhar se estreitando levemente, mas ele não interrompeu — Alguns acham que é um assassino em série, outros acham que deve ser coisa pior — minha fala saiu rápida, quase atropelando as palavras — As duas quimeras que conhecemos, Hayden e Corey, estão bem. Mais do que bem, estão sarando rápido e se fortalecendo. Não precisam da nossa ajuda e também acho que não irão querer. Ainda não tive notícias da Kira e estou cada vez mais preocupado com o Deaton — balanço a cabeça, frustrado, e passo a mão pelo cabelo — Sei que alguma coisa está por vir. Só penso em como ser útil se não consigo respirar — Theo finalmente se mexeu, descruzando os braços e dando um passo à frente, sua voz calma, mas com uma ponta de desafio

RIVERDALEOnde histórias criam vida. Descubra agora