CHAPTER 118: THE THREAT

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Scott (On)

A noite caía sobre Riverdale, trazendo consigo um silêncio inquietante que pairava sobre as ruas desertas. As luzes dos postes iluminavam fracamente a calçada, e o vento sussurrava entre as árvores, balançando suavemente suas folhas secas.

Dentro da casa de Jordan Parrish, o ambiente era tranquilo, apenas o som da respiração ritmada de Parrish preenchia o espaço. Ele dormia profundamente, seu peito subindo e descendo em um compasso lento e constante. Encostado na parede do quarto, na penumbra, Jughead observava. Seus olhos estavam atentos, analisando qualquer movimento sutil que denunciasse uma mudança no estado de Parrish. Por um momento, ele olhou para a tela do celular, verificando as horas, 1h47 da manhã. O tempo parecia se arrastar.

Então, algo mudou.

Parrish se mexeu levemente, seus dedos se contraindo sobre os lençóis. Um suspiro baixo escapou de seus lábios antes que suas pálpebras tremessem e, por fim, seus olhos se abrissem lentamente. Sua visão encontrou primeiro o teto, depois percorreu o quarto pouco iluminado pela fraca luz da lua que entrava pela janela. Sem hesitação, ele se sentou na beira da cama, os movimentos estranhamente precisos para alguém que acabou de acordar.

Sem dizer uma palavra, Parrish se levantou e caminhou com calma pela casa. Passou pela sala sem sequer olhar ao redor, ignorando os móveis e qualquer outra distração. Seu objetivo era claro. Jughead observou enquanto ele destrancava a porta da frente e saía para a rua.

Rapidamente, Jughead pegou seu celular e discou um número já salvo entre suas chamadas recentes. Assim que a ligação foi atendida, ele falou em um tom controlado:

CASA DO PARRISH

Jughead: Ele acabou de sair.

Do outro lado da linha, Allison Argent, que estava sentada em seu carro estacionado discretamente do outro lado da rua, já tinha avistado Parrish. Seus olhos seguiram cada um de seus passos enquanto ele cruzava a calçada.

"Estou aqui fora, acabei de ver ele. Vou segui-lo - Allison"

Jughead: Tenha cuidado. Vou avisar ao Scott.

"Pode deixar - Allison"

No Pop's, eu estava reunido com os outros em uma das mesas próximas à janela, onde podíamos observar a movimentação esparsa do lado de fora. A lanchonete tinha o mesmo brilho nostálgico de sempre, os néons avermelhados refletiam nas janelas, e um rock clássico tocava baixinho no rádio. Mas a atmosfera ao redor da mesa era diferente. Densa. Carregada de expectativa.

No centro da mesa, o meu celular repousava, a tela escura refletindo a luz do ambiente. Todos aguardavam por alguma notificação, alguma ligação que indicasse que Parrish estava em movimento.

LANCHONETE DO POP'S

Archie: Desde quando isso acontece com o Parrish? - perguntou, quebrando o silêncio

Veronica: Desde o verão... Eu acho.

Archie: E ele faz isso com muita frequência?

Scott: Parrish disse que isso acontece todas as noites. Ele não sabe quando e o que desencadeia, mas em algum momento, a cada noite, ele vai embora. Quando volta, encontra roupas queimadas e sangue.

Stiles: Se ele não soubesse de certas coisas, chamaria de sonambulismo. Mas ele não fica só perambulando pela cidade. Parrish sai com algum propósito. Ele está procurando algo.

Betty: Por isso ele precisa que a gente siga ele. Parrish quer saber onde vai e o que faz. Se está machucando pessoas, se está aumentando o número de mortos.

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