CHAPTER 28: HAPPY BIRTHDAY

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Scott (On)

Lydia estava passando pela cozinha de sua casa, com os seus passos ecoando suavemente no piso de madeira. O ambiente bem iluminado contrastava com a escuridão profunda do lado de fora. O relógio na parede marcava 22:30 p.m, e a única fonte de luz externa vinha das lâmpadas fracas dos postes ao longo da rua.

De repente, um barulho estranho cortou a tranquilidade da noite. Um estalo seco e sinistro, como galhos se partindo sob uma pressão monstruosa, fez com que Lydia parasse imediatamente. Seu coração acelerou, e seus olhos foram atraídos diretamente para a janela.

Em meio à escuridão do quintal, um par de olhos vermelhos surgiu, brilhando intensamente. O coração de Lydia batia tão forte que ela sentia que poderia ouvi-lo. A silhueta da criatura começou a se formar à medida que seus olhos se ajustavam à penumbra. Era uma figura imensa, sua presença sinistra preenchia o espaço. As garras afiadas, longas e reluzentes, refletiam a pouca luz que vinha da cozinha. As presas, grandes e ameaçadoras, cintilavam de forma perturbadora.

Antes que Lydia pudesse reagir, a janela explodiu em uma chuva de estilhaços. O som do vidro quebrando ecoou pela casa, e a criatura, com um salto ágil e feroz, invadiu a cozinha. Lydia recuou instintivamente, sentindo o terror gelar seu sangue. Ela não conseguia pensar, apenas reagir. Seu corpo tremia descontroladamente, e, dominada pelo medo, fechou os olhos com força.

Lágrimas quentes começaram a descer pelo seu rosto. A sensação de impotência era avassaladora. Ela podia sentir o peso da presença ameaçadora, a respiração pesada da criatura tão próxima que parecia que poderia tocá-la. O medo consumia cada fibra do seu ser, e o tempo parecia ter parado.

Então, o silêncio absoluto tomou conta. Nada aconteceu. Lydia, hesitante e confusa, abriu os olhos lentamente. Para sua surpresa, a janela estava intacta, como se nada tivesse acontecido. O vidro brilhava limpo e sem um arranhão. Ela piscou várias vezes, tentando compreender o que estava vendo. Seu peito subia e descia rapidamente enquanto ela tentava recuperar o fôlego. A sensação de alívio era quase esmagadora, mas não durou muito, ao seu lado estava Peter com seu corpo carbonizado trazendo consigo o medo e o desespero.

CASA DA LYDIA

Lydia: Me deixe em paz — implorou com lágrimas nos olhos

Peter: Infelizmente eu não posso, Lydia. Pelo menos ainda não.

Lydia: Você é real?

Peter: É uma pergunta interessante. Ela pode ser respondida com: "Ainda não.” Eu prometo que tudo vai voltar ao normal, basta você fazer tudo que eu mandar. O momento certo é tudo, Lydia. Tudo precisa acontecer na próxima Lua Cheia. Sabe como eles chamam a Lua Cheia de março?

Lydia: Lua do Verme.

Peter: Tem esse nome porque é a última Lua Cheia do inverno, e os vermes podem literalmente rastejar para fora da terra quando descongela. Parece um renascimento, não parece?

Lydia: Mas a Lua Cheia é na quarta, no meu aniversário.

Peter: Exatamente, o seu aniversário é sempre a festa do ano, todo mundo quer ir a sua festa. Então faremos uma festa muito especial.

Lydia: E se eu não fizer?

Peter: Eu acho melhor fazermos um plano e segui-lo, assim ninguém se machuca.

Lydia: Por que eu?

Peter: Porque Lydia Martin não é só bonita, não é somente inteligente, é imune também.

Lydia: Imune a que?

Peter: Isso mesmo. Seu melhor amigo não te contou, não é? Nem a sua melhor amiga também. Aposto que faz tempo que se sente como a última a saber. Não é legal, certo? Você merece saber tudo.

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