Scott (On)
Lydia estava passando pela cozinha de sua casa, com os seus passos ecoando suavemente no piso de madeira. O ambiente bem iluminado contrastava com a escuridão profunda do lado de fora. O relógio na parede marcava 22:30 p.m, e a única fonte de luz externa vinha das lâmpadas fracas dos postes ao longo da rua.
De repente, um barulho estranho cortou a tranquilidade da noite. Um estalo seco e sinistro, como galhos se partindo sob uma pressão monstruosa, fez com que Lydia parasse imediatamente. Seu coração acelerou, e seus olhos foram atraídos diretamente para a janela.
Em meio à escuridão do quintal, um par de olhos vermelhos surgiu, brilhando intensamente. O coração de Lydia batia tão forte que ela sentia que poderia ouvi-lo. A silhueta da criatura começou a se formar à medida que seus olhos se ajustavam à penumbra. Era uma figura imensa, sua presença sinistra preenchia o espaço. As garras afiadas, longas e reluzentes, refletiam a pouca luz que vinha da cozinha. As presas, grandes e ameaçadoras, cintilavam de forma perturbadora.
Antes que Lydia pudesse reagir, a janela explodiu em uma chuva de estilhaços. O som do vidro quebrando ecoou pela casa, e a criatura, com um salto ágil e feroz, invadiu a cozinha. Lydia recuou instintivamente, sentindo o terror gelar seu sangue. Ela não conseguia pensar, apenas reagir. Seu corpo tremia descontroladamente, e, dominada pelo medo, fechou os olhos com força.
Lágrimas quentes começaram a descer pelo seu rosto. A sensação de impotência era avassaladora. Ela podia sentir o peso da presença ameaçadora, a respiração pesada da criatura tão próxima que parecia que poderia tocá-la. O medo consumia cada fibra do seu ser, e o tempo parecia ter parado.
Então, o silêncio absoluto tomou conta. Nada aconteceu. Lydia, hesitante e confusa, abriu os olhos lentamente. Para sua surpresa, a janela estava intacta, como se nada tivesse acontecido. O vidro brilhava limpo e sem um arranhão. Ela piscou várias vezes, tentando compreender o que estava vendo. Seu peito subia e descia rapidamente enquanto ela tentava recuperar o fôlego. A sensação de alívio era quase esmagadora, mas não durou muito, ao seu lado estava Peter com seu corpo carbonizado trazendo consigo o medo e o desespero.
CASA DA LYDIA
Lydia: Me deixe em paz — implorou com lágrimas nos olhos
Peter: Infelizmente eu não posso, Lydia. Pelo menos ainda não.
Lydia: Você é real?
Peter: É uma pergunta interessante. Ela pode ser respondida com: "Ainda não.” Eu prometo que tudo vai voltar ao normal, basta você fazer tudo que eu mandar. O momento certo é tudo, Lydia. Tudo precisa acontecer na próxima Lua Cheia. Sabe como eles chamam a Lua Cheia de março?
Lydia: Lua do Verme.
Peter: Tem esse nome porque é a última Lua Cheia do inverno, e os vermes podem literalmente rastejar para fora da terra quando descongela. Parece um renascimento, não parece?
Lydia: Mas a Lua Cheia é na quarta, no meu aniversário.
Peter: Exatamente, o seu aniversário é sempre a festa do ano, todo mundo quer ir a sua festa. Então faremos uma festa muito especial.
Lydia: E se eu não fizer?
Peter: Eu acho melhor fazermos um plano e segui-lo, assim ninguém se machuca.
Lydia: Por que eu?
Peter: Porque Lydia Martin não é só bonita, não é somente inteligente, é imune também.
Lydia: Imune a que?
Peter: Isso mesmo. Seu melhor amigo não te contou, não é? Nem a sua melhor amiga também. Aposto que faz tempo que se sente como a última a saber. Não é legal, certo? Você merece saber tudo.
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RIVERDALE
Misteri / ThrillerPara os fãs de Riverdale e Teen Wolf, este livro é um crossover das duas séries. A misteriosa morte de Jason Blossom, um garoto popular do ensino médio e membro da família mais poderosa da cidade, derruba a pequena e pacífica comunidade de Riverdal...
