CHAPTER 92: NIGHT TERROR

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Jughead (On)

Todos já sentimos isso: o primeiro dia de aula. Aquele frio na barriga, a sensação de estar perdido em meio a rostos desconhecidos, enquanto olhamos ao redor tentando encontrar algum indício de onde pertencemos. Nos perguntamos silenciosamente: Onde vou me encaixar? Com quem vou conversar no intervalo? Será que consigo suportar até lá?

Agora, imagine essa sensação multiplicada por mil. É isso que Archie sentiu ao passar pela triagem no Centro de Detenção Juvenil Leopold and Loeb.

O ambiente era opressor, com paredes cinzentas e frias, carregadas de um silêncio pesado que parecia gritar que ali não havia espaço para esperança. O olhar de Archie varria o local, tentando encontrar algo, qualquer coisa, que parecesse familiar ou minimamente acolhedor. Mas não havia nada além de olhares desconfiados, vozes abafadas e o som ocasional de portas de metal se fechando.

CENTRO DE DETENÇÃO JUVENIL LEOPOLD AND LOEB

Segurança: Andrews, o diretor quer vê-lo. Vamos.

Sem protestar, Archie seguiu o segurança, seus sapatos fazendo um som oco contra o chão de concreto. A caminhada parecia interminável até chegarem à sala do diretor, uma sala simples, mas intimidante, com móveis austeros e uma janela gradeada que deixava entrar pouca luz natural.

O Diretor Norton, um homem de aparência severa e olhar calculista, estava sentado atrás de uma mesa impecavelmente organizada. Ele observou Archie com uma mistura de curiosidade e autoridade, sem pressa para iniciar a conversa.

SALA DO DIRETOR NORTON

Diretor Norton: Eu li a sua ficha, Sr. Andrews. Além de matar o garoto em Shadow Lake, parece que tem uma afinidade pela música. Estou certo?

Archie: Sim, senhor.

Diretor Norton: Temos uma sala de música aqui. Ninguém a usa, mas está lá. Eu mantenho a casa em ordem, Sr. Andrews. Respeite isso, siga as regras, e nos daremos bem. Entendido?

Archie: Sim, senhor.

Diretor Norton: Ótimo — com um gesto de cabeça, ele indicou ao segurança que a reunião havia terminado — Leve-o para sua cela — o segurança fez sinal para Archie segui-lo novamente

Segurança: Vamos, Andrews.

A caminhada até a cela parecia ainda mais pesada. O corredor estava repleto de olhares desconfiados e murmúrios abafados dos outros internos. Quando chegaram à cela designada, o segurança abriu a porta e gesticulou para Archie entrar.

Segurança: Vai ficar com o Mad Dog. Entre.

Archie hesitou por um momento antes de entrar. O interior da cela era pequeno e claustrofóbico, com um beliche e poucos pertences pessoais espalhados. Sentado na cama inferior estava um rapaz musculoso, com uma expressão impassível e olhos sombrios.

CELA DO ARCHIE

Archie: Oi, sou Archie. Você é o Mad Dog? — o silêncio foi a única resposta — Há quanto tempo está aqui?

Nenhuma palavra. Nenhuma reação. Archie respirou fundo, determinado a quebrar o gelo.

Archie: Já que vamos ser colegas de cela...

Mad Dog finalmente levantou os olhos, avaliando Archie por um momento antes de soltar uma frase seca e enigmática:

Mad Dog: Belo tênis. Amarre-os bem apertado.

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