CHAPTER 72: DISASTER THE VIEW

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Scott (On)

Ikeda-san estava de pé, em sua sacada, com os braços cruzados atrás das costas, observando a cidade abaixo. A luz da lua banhava Riverdale com seu tom prateado, mas a beleza da cena não o acalmava. Sua paciência já estava no limite. Ele podia sentir cada segundo passar como um lembrete irritante da incompetência daqueles ao seu redor.

Com o cenho franzido, soltou um suspiro exasperado antes de se virar e adentrar sua casa novamente. Os passos firmes ecoaram no chão de madeira enquanto ele se dirigia até Shigeki, que estava nervosamente aguardando.

CASA DO IKEDA-SAN

Ikeda-san: Por quê está demorando tanto? — sua voz cortou o ar, fria e incisiva

Shigeki: O médico já está chegando, Ikeda-san. Ele foi muito bem recomendado — Ikeda-san arqueou uma sobrancelha, um sinal claro de descontentamento

Ikeda-san: Por acaso eu pedi por alguma referência profissional? — dá um passo à frente, sua voz ganhando intensidade — Eu perguntei por que está demorando tanto. É uma questão de tempo, não da qualidade do serviço. Acha que eu pagaria um idiota para examiná-lo? — Shigeki engoliu seco, sua cabeça levemente inclinada em respeito e temor

Shigeki: Não, Ikeda-san.

O ambiente se tornou ainda mais tenso, o silêncio entre eles carregado de expectativa. Ikeda-san olhou ao redor para os outros presentes, sua paciência à beira de explodir.

Ikeda-san: Um de vocês, idiotas, pode me explicar por que ele não se mexeu em 12 horas? — sua voz ecoou pela sala, mas foi recebida apenas por olhares evasivos e silêncio. Irritado com a falta de respostas, ele exalou pesadamente — Não? Então onde está esse médico?

No mesmo instante, as portas de madeira deslizaram suavemente, revelando a figura calma de Alan Deaton. Ele adentrou a sala com uma postura serena, os olhos avaliando rapidamente a situação.

Deaton: Ikeda-san, desculpe a demora — disse com um leve aceno de respeito

Ikeda-san: Peça desculpas se não puder fazer nada. Já trabalhou com lobos antes?

Deaton: Muitas vezes — manteve a compostura, respondendo calmamente — E qual é o nome do paciente?

Ikada-san: Yuki — respondeu, gesticulando para o lobo imóvel no centro da sala

Deaton se aproximou do animal com cuidado, sua expressão se suavizando enquanto ele examinava o lobo.

Deaton: Olá, Yuki. Em que você se meteu, meu amigo? — disse em um tom tranquilizador, passando as mãos sobre o corpo do animal, verificando sinais de anormalidade. Após alguns segundos de exame, ele franziu o cenho — O Yuki esteve perto de alguma planta incomum? Algo que parecesse musgo? Alguma coisa verde brilhante, quase neon? Chama-se líquen, e é altamente tóxico. Preciso saber se o Yuki comeu — Ikeda-san cruzou os braços, sua expressão inalterada

Ikada-san: Se ele foi envenenado, quero que o trate.

Deaton: Sinto muito, mas não posso tratá-lo sem saber a espécie exata do líquen. Preciso de uma amostra.

Ikeda-san: Está no jardim. Shigeki, leve-o até lá.

Shigeki hesitou por um momento, seus olhos traindo um medo supersticioso que o impedia de se mover.

Ikeda-san: Idiota supersticioso — murmurou com desprezo, antes de se virar e gesticular para que Deaton o seguisse

Algum tempo depois, eles chegaram a um pequeno jardim cercado por uma vegetação exuberante. O ar ali parecia mais denso, carregado de uma energia sombria e antiga. Ikeda-san parou em frente a uma área específica, onde o líquen crescia ao redor de uma fonte de pedra, o lugar onde um Nogitsune havia sido morto.

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