CHAPTER 112: AMERICAN DREAM

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Jughead (On)

Qual é exatamente o sonho americano?

Para o meu pai, que estava prestes a completar 50 anos, o sonho americano era simples, quase como um quadro perfeitamente pintado: um pai dedicado, uma mãe amorosa, um filho que tentava ser uma versão melhor sua, uma filha que iluminava a casa com sua doçura, um cachorro leal que corria pelo quintal e uma mesa farta todas as noites. Cada detalhe formava a moldura de uma vida estável, segura e feliz. A única coisa que faltava para completar essa visão perfeita era…

SOUTH SIDE ( Sunnyside )

Sra. Jones: Comam — disse, servindo a última rodada de panquecas — Quando terminarmos, vamos dar um passeio.

Jellybean: Para onde, mãe?

Sra. Jones: Bom, isso é surpresa, JB. Acho que você vai gostar. E você também, coroa.

Meu pai, que estava distraído folheando o jornal enquanto tomava seu café, ergueu uma sobrancelha ao ouvir o apelido. Ele abaixou lentamente o jornal, encarando minha mãe com um olhar desconfiado.

Xerife Jones: Quem é coroa aqui? — questionou, fingindo indignação, enquanto tentava esconder um sorriso no canto dos lábios

Jellybean soltou uma risada divertida, olhando de um para o outro, adorando a troca de provocações entre os pais. O café da manhã continuou com uma leveza rara, e, por alguns momentos, a vida no Southside parecia mais simples.

No Northside, o motor da minha moto ainda ressoava suavemente quando estacionei em frente à casa da Betty. Me encostei contra a moto, mantendo a atenção fixa na tela do celular enquanto digitava uma mensagem qualquer, distraído pelos pensamentos que sempre me cercavam ultimamente.

Foi então que o som inconfundível de uma viatura policial cortou o ar. Levantei os olhos e, ao virar a cabeça para o lado, vi o carro do meu pai estacionando logo adiante. Antes que pudesse sequer processar o que estava acontecendo, a porta do passageiro se abriu, e minha irmã saiu em disparada na minha direção.

NORTH SIDE ( Casa Da Betty )

Jellybean: Maninho! — gritou animada, se jogando em meus braços antes que eu pudesse reagir

A segurei firme, retribuindo o abraço com um sorriso contido. Assim que ela se afastou, notei que minha mãe também havia descido da viatura, caminhando na direção de onde eu estava. Atrás dela, meu pai fechou a porta do carro com um suspiro cansado, como se já soubesse que algo estava prestes a acontecer. Cruzei os braços, encarando minha mãe com desconfiança.

Jughead: Me chamou aqui por quê? — perguntei, sem rodeios

Sra. Jones: Presente de aniversário adiantado para o seu pai. Quer dizer, para todos nós.

Jughead: Como assim? — perguntei, tentando acompanhar sua lógica

Sra. Jones: Comprei há alguns dias.

Senti o corpo enrijecer. Do meu lado, ouvi meu pai soltar um suspiro pesado, e, em um raro momento de sintonia, dissemos ao mesmo tempo:

Jughead e Xerife Jones: Gladys… — antes que pudéssemos continuar, o som da porta da frente se abrindo chamou nossa atenção

Alice Cooper surgiu na soleira, segurando uma caixa nos braços, e logo atrás dela, Betty apareceu, os cabelos loiros presos em um rabo de cavalo. Ambas pararam abruptamente ao nos verem ali, claramente surpresas com a cena.

Betty: Jughead? — perguntou, os olhos verdes se estreitando levemente em confusão

Sra. Cooper: FP? — ecoou, olhando diretamente para o meu pai

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