CHAPTER 94: TERMINAL STATE

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Jughead (On)

A delegacia estava em completo caos quando entramos. As luzes piscavam em um ritmo irregular, lançando sombras grotescas nas paredes. O cheiro de ferro e pólvora impregnava o ar, cortando como uma navalha cada respiração que dávamos. Foi então que a vi Lydia, estirada no chão frio, uma poça de sangue se alastrando sob seu corpo como se estivesse tentando engolir tudo ao seu redor.

DELEGACIA

Theo: Droga! — se ajoelha ao lado de Lydia, suas mãos tremendo, mas eficientes

Sra. Martin: Meu Deus! Calma, Lydia. Eu estou aqui!

Theo retirou o cinto de sua calça com um movimento rápido, o utilizando como um torniquete improvisado. Suas mãos estavam ensanguentadas, mas sua expressão era de puro foco, como se o mundo inteiro tivesse desaparecido e restasse apenas Lydia e a tarefa desesperada de mantê-la viva.

Stiles estava em pânico. Ele tremia ao segurar o celular contra o ouvido, tentando manter a voz firme enquanto falava com o atendente do 911. Mas a resposta do outro lado não foi a que esperávamos. A ambulância demoraria. Não tínhamos tempo para esperar.

Eu me abaixei, ignorando o calor do sangue de Lydia que agora manchava minhas roupas, e a peguei em meus braços. O sangue ainda escorria, lento, mas constante, tingindo minha camisa e minhas mãos. Seus lábios estavam pálidos, e seus olhos, entreabertos, buscavam algo que eu não sabia se podia oferecer: esperança.

Jughead: Procurem a Tracy e a Malia. Eu levo a Lydia pro hospital — corro em direção a saída com Betty e Veronica logo atrás de mim e elas se apressaram para entrar no carro comigo

Veronica: Ela vai ficar bem, Jughead? — perguntou, sua voz quebrando

Jughead: Ela precisa ficar — ligo o carro e acelero em direção ao hospital

Enquanto isso, Scott e Stiles ficaram para trás. Eles desceram para o porão, onde Malia estava, ajoelhada no chão. Ao lado dela, o corpo de Tracy estava imóvel, sua expressão congelada em um último momento de terror.

Malia: Não fui eu — murmurou, sua voz rouca e trêmula, quase inaudível no silencioso opressor

Xerife Stilinski: O que aconteceu com ela?

Malia: Tinha uns caras com máscaras. Eram três, eu acho. Eles eram fortes e tinham uma arma.

Stiles: Do que você está falando?

Malia: Eram eles — insistiu, com um nó na garganta — Stiles, não fui eu — Deaton, que havia permanecido calmo até aquele momento, se abaixou ao lado do corpo de Tracy

Deaton: Ela não está voltando ao normal. Vamos ter que tirá-la daqui.

Xerife Stilinski: Não. Essa é uma cena de crime. Vamos chamar o legista.

Deaton: O legista vai ficar confuso com um rabo reptiliano cortado.

Xerife Stilinski: Não importa.

Deaton: Mas deveria. A menos que você queira anunciar a presença de criaturas sobrenaturais em Riverdale.

Stiles: Ele tem razão, pai.

Scott: Na clínica veremos como fazer ela voltar. E então chamaremos o legista.

Xerife Stilinski: Tudo tem limite. Devemos respeitar um limite.

Stiles: Pai, você já ultrapassou o limite mais de uma vez.

Deaton: Xerife, por favor. Me deixe ajudar. Já lidei com coisas assim antes — o xerife hesitou por um momento antes de soltar um suspiro pesado

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