Scott (On)
Derek e Peter ainda estavam presos, seus corpos exausto e a mercê das constantes descargas elétricas que percorriam suas veias. A eletricidade incessante, fazia seus músculos contraírem violentamente, mas o grito que antes era um reflexo natural da dor já não conseguia escapar de suas gargantas. Estavam além disso. Suas bocas entreabertas, respirando com dificuldade, apenas soltavam pequenos arquejos de desespero, enquanto seus olhos semiabertos tremiam, sem foco.
O suor escorria em rios por suas testas e corpos, se misturando ao sangue que começava a surgir em pequenos cortes abertos pelo choque contínuo. Seus músculos pulsavam, mas os dois já não tinham mais forças para lutar. As mãos atadas convulsionavam lentamente, dedos curvados incapazes de se erguer contra as correntes que os prendiam.
GALPÃO ABANDONADO
Severo: Estão vendo o equipamento? — apontou para a máquina desgastada com um sorriso cínico — É muito antigo. A programação não é mais tão precisa. É difícil de dizer o quanto se tem que ir — aumenta a carga de energia, seus olhos frios observando a reação de Derek e Peter — Eu vi alguns rangerem os dentes. Outros só tremem e tremem mesmo depois que seus corações pararam. Às vezes nem sabemos se estão mortos — desliga a máquina temporariamente, atenção no ar aumentando — Mas ninguém quer brincar de adivinhar. Por quê não falam logo? Onde está La Loba?
Derek: A gente não sabe o que é La Loba.
Severo: Não? Talvez eu precise de um método diferente de persuasão. Que tal se cortarmos um de vocês ao meio? O outro com certeza vai falar.
Peter: Olha, eu adoraria ser útil, mas realmente não sabemos do que você está falando. E, francamente, cortar a gente ao meio com uma espada não é medieval demais?
Severo: Espada? — dá uma risada baixa, como se a ideia fosse absurda — Nós não somos selvagens — um homem entra no galpão com uma serra-elétrica — Até onde vai o poder de se curar? O braço cresce de novo? A cabeça com certeza não cresce de novo.
Araya: Chicos, no tienen que ser tan duros.
Derek: No hablo espanhol.
Araya: Hablas muchos idiomas, Derek Hale. Você sabe exatamente o que estou dizendo e sabe o que queremos. Onde está a loba?
Derek: Não conhecemos nenhuma loba.
Araya: Eu sei que não vai falar, lobito. Mas ele… — lança um olhar afiado para Peter — Ele adora o som da própria voz.
Peter: Você deveria me ouvir cantar.
Araya: Vamos te ouvir gritar.
Peter: Ninguém nunca quer me ouvir cantar.
Araya: O que podemos fazer para lhe persuadir? — se aproxima lentamente, deslizando a faca pelo rosto de Peter, fazendo um corte superficial — Onde está a loba? — diante do silêncio, ela sorriu friamente — Bom, então... — corta o dedo de Peter sem hesitar
Peter: Porra! Merda!
Araya: Pense nisso, eu só vou te perguntar mais nove vezes.
A sala de estar estava silenciosa, exceto pelo som suave das teclas do notebook de Jughead sendo pressionadas em um ritmo quase constante. Ele estava sentado no sofá, absorto em suas palavras, o rosto iluminado apenas pela luz da tela. Escrever era sua válvula de escape, sua maneira de processar o caos ao seu redor. Mas, naquela noite, algo quebrou sua concentração. Um barulho distante, vindo do jardim, fez seus dedos pararem por um instante. Ele franziu a testa, inicialmente ignorando o som. Talvez fosse apenas o vento ou algum animal se mexendo entre as folhas.
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RIVERDALE
Misteri / ThrillerPara os fãs de Riverdale e Teen Wolf, este livro é um crossover das duas séries. A misteriosa morte de Jason Blossom, um garoto popular do ensino médio e membro da família mais poderosa da cidade, derruba a pequena e pacífica comunidade de Riverdal...
