CHAPTER 116: TAKING RISKS

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Jughead (On)

No Colégio Riverdale, a sala do Blue and Gold estava mergulhada em um silêncio profundo, quebrado apenas pelo som distante de passos nos corredores e pelo farfalhar de papéis que eu organizava sobre a mesa.

Estava concentrado, perdido em pensamentos, quando um som pesado de botas ecoou pelo corredor. Antes mesmo que a porta se abrisse, eu já sabia quem estava ali. Um suspiro escapou de meus lábios antes que a voz grave confirmasse minha suspeita.

COLÉGIO RIVERDALE ( Blue and Gold )

Xerife Jones: Jughead?

O tom sério e contido do meu pai preencheu a sala. Ergui o olhar lentamente, analisando a figura do meu pai parado à porta. O casaco de couro, a insígnia refletindo a luz da sala, e a expressão fechada que entregava que aquilo não era apenas uma visita casual. Com um meio sorriso sarcástico, me recostei na cadeira, cruzando os braços.

Jughead: Veio até a escola para me dar mais um sermão?

Xerife Jones: Não — faz uma pausa, respirando fundo antes de continuar — Eu vim aqui para dizer que encontramos um corpo na floresta.

Instantaneamente, a minha expressão mudou. O sarcasmo desapareceu de meus olhos, substituído por uma intensidade afiada. Descruzei os braços e me inclinei levemente para frente.

Jughead: Corpo de quem?

O ar frio da Floresta Fox trazia consigo um cheiro amadeirado e úmido, misturado ao odor metálico de sangue seco. A cena estava envolta por um silêncio pesado, apenas quebrado pelo farfalhar das folhas ao vento e o estalo ocasional de galhos sob os pés dos policiais que trabalhavam ao redor.

Parei diante do corpo coberto por um lençol branco, o tecido já manchado de vermelho em alguns pontos. Meu olhar demorou ali por um momento antes de voltar para meu pai, que observava a cena com um misto de cansaço e descontentamento.

FLORESTA FOX

Jughead: Pobre Baby Teeth — murmurei, a voz carregada de pesar

Xerife Jones: Ele se chamava Brandon Morris. Nós o identificamos — sua voz era grave, carregando o peso da situação — Em princípio, a cena parece igual ao que você encontrou com Ben e Dilton. Mas algo não bate. Preciso da sua ajuda, filho. Por favor.

A palavra "filho" saiu com uma suavidade incomum, quase como um pedido silencioso para que eu não recusasse. Assenti lentamente, me agachando ao lado do corpo enquanto levantava cuidadosamente o lençol. Meus olhos varreram o cadáver com atenção, absorvendo cada detalhe.

Jughead: Os mesmos lábios roxos — meu olhar deslizou até as costas da vítima — As marcas também estão aqui… Mas os dentes faltando. Isso é estranho.

Xerife Jones: Acha que é um imitador?

Jughead: Talvez. Ou pode ser o mesmo que pegou Ben e Dilton. Mas eles quiseram participar. Baby Teeth lutou. Ele resistiu. E talvez a brutalidade da morte tenha sido um recado. Um aviso.

Xerife Jones: De que ele voltou?

Jughead: E de que está irritado.

Xerife Jones: O Rei Gárgula?

Jughead: O verdadeiro.

FAZENDA

Sr. Evernever: Acredito que, depois da nossa conversa, você já sabe quem eu sou.

Betty: Não, na verdade, não faço ideia. Pesquisei bastante na internet, e não há nenhum registro de um Edgar Evernever.

Sr. Evernever: Há muitos anos... Eu era um homem muito diferente. Minha vida estava em ruínas, desmoronando diante dos meus olhos. Tudo o que eu conhecia parecia perdido. Então, tomei uma decisão: abandonei tudo. Parti sem olhar para trás e quase morri no deserto. Meu corpo estava fraco, minha mente exausta. Eu cambaleava sob o sol escaldante, acreditando que aquele seria o meu fim. Mas então, como um sinal do destino, avistei uma árvore solitária ao lado de uma fazenda. Usei minhas últimas forças para chegar até lá. Eu estava à beira da morte. E, de alguma forma, consegui alcançar a porta daquela fazenda e bater. Quando acordei, estava em uma sala branca, iluminada por uma luz suave. O cheiro de ervas frescas preenchia o ar. Fui acolhido por uma fazendeira idosa e gentil, cujas mãos marcadas pelo tempo carregavam sabedoria e compaixão. "Como posso retribuir?", perguntei a ela — faz uma breve pausa antes de continuar, sua voz carregando uma emoção ensaiada — Ela sorriu e me pôs para trabalhar. Passei dias arando aqueles campos, plantando sementes, as observando crescerem e se transformarem em algo belo. Ali, naquele solo fértil, eu renasci. Foi então que compreendi meu verdadeiro propósito. Aquela fazenda não era apenas um lugar físico, mas um refúgio para almas perdidas. E, assim, jurei que um dia criaria meu próprio santuário, onde aqueles que vagavam na escuridão encontrariam luz.

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