CHAPTER 128: RELIQUE

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Scott (On)

A Floresta Fox se estendia como um labirinto sombrio e impenetrável, suas árvores altas e retorcidas projetando sombras ameaçadoras sob a luz prateada da lua. O vento noturno agitava as folhas secas espalhadas pelo chão. O Sr. Argent avançava com passos firmes e silenciosos, a M-24 bem segura em suas mãos, seus olhos atentos a qualquer movimento, seus sentidos aguçados pelo treinamento e pela experiência.

Cada passo era calculado, evitando ramos secos que poderiam trair sua presença. Então, no meio do silêncio inquietante, um som. Argent se virou num movimento rápido, seu dedo se posicionando automaticamente no gatilho. Minha mãe surgiu entre as sombras, sua respiração levemente acelerada pela caminhada apressada.

FLORESTA FOX

Sr. Argent: Melissa? — relaxa ligeiramente a postura, mas seu tom ainda carregava a dureza de um caçador em alerta — É melhor pensar duas vezes antes de assustar um homem com uma M-24 carregada.

Sra. McCall: Não queria assustar você — sua voz era calma, mas firme — Estava tentando alcançar você.

Sr. Argent: Eu sei. Ouvi você de longe.

Sra. McCall: Como consegue enxergar alguma coisa aqui? — olha ao redor, franzindo a testa diante da escuridão quase total da floresta

Sr. Argent: Treino — seu olhar voltou a percorrer a trilha à frente, o brilho metálico da lua refletindo sutilmente no cano de sua arma — O que está fazendo aqui?

Sra. McCall: Achei que poderia precisar de reforço. Estou cansada de ver as pessoas com as quais me importo indo parar no hospital em uma maca. Vocês estão aqui arriscando suas vidas, e está na minha hora de fazer algo também.

Sr. Argent: Tudo bem. Então vamos lá.

A trilha estreita os levou ainda mais para o interior da floresta. Cada passo era acompanhado pelo farfalhar das folhas secas sob os pés, o som ocasional de um galho quebrando à distância, e o uivo distante de um lobo solitário. O cheiro metálico e denso de sangue logo cortou o ar, pesado e inconfundível. O Sr. Argent parou, erguendo uma mão para sinalizar a minha mãe que ficasse alerta.

À frente, entre as sombras retorcidas das árvores, dois corpos estavam no solo úmido, seus membros dispostos de maneira antinatural. A luz da lua revelava ferimentos profundos e viscerais, cortes precisos que indicavam um ataque brutal. Argent se aproximou lentamente, os olhos analisando cada detalhe. O sangue ainda estava fresco, brilhando sob a luz fraca. Isso havia acontecido recentemente.

Então, um som repentino. Passos velozes vindo da trilha. Rápidos demais para um humano comum. O Sr. Argent agiu por instinto. Girou sobre os calcanhares e ergueu a M-24 em um movimento fluido. O tiro ecoou pela floresta, seguido pelo som de um corpo atingindo o solo com um baque surdo. Argent se aproximou com cautela, a respiração controlada, os músculos tensos. Minha mãe, ainda atônita, permaneceu um passo atrás. A silhueta caída no chão se contorcia levemente, um gemido baixo escapando de sua garganta. A luz da lua revelou garras afiadas, dentes expostos em um rosnado contido.

CASA DO SCOTT

Corey: Ele entrou por ali?

Estávamos todos parados no meio da sala, nossos olhares fixos no teto acima de nós, onde uma grande mancha escura se espalhava como uma cicatriz profunda. Era um lembrete silencioso e perturbador do que havia acontecido na noite anterior.

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