CHAPTER 129: RADIO SILENCE

9 0 0
                                        

Scott (On)

Sentado em um banco de madeira, com os cotovelos apoiados nos joelhos, os dedos entrelaçados em um aperto quase inconsciente. O olhar perdido em um ponto fixo, como se a sua mente estivesse longe dali, talvez em algum lugar onde as coisas fizessem sentido. O eco dos passos distantes de passageiros sem destino se misturava ao som ocasional do vento cortando a estrutura metálica da estação. O cheiro no ar era estranho, uma mistura de ferrugem, umidade e algo intangível, como o cheiro de um lugar esquecido pelo tempo.

Foi só quando piscou, sentindo a garganta seca, que Stiles realmente percebeu onde estava. Ele olhou para o lado e viu uma mulher sentada ao seu lado. Seu jaleco branco denunciava sua profissão, assim como o crachá preso ao peito. Ela parecia tranquila, como se estivesse ali há pouco tempo, mas algo nos olhos dela dizia que sua presença era tão estranha quanto a dele.

CAÇADA SELVAGEM

Stiles: Com licença. Desculpe, onde estamos?

XXX: Estamos em uma estação de trem.

Stiles: Certo. Ótimo. Isso... Isso foi muito útil. Qual estação de trem exatamente?

XXX: Estação número 137.

Stiles: Você me viu entrar aqui?

XXX: Não.

Stiles: Há quanto tempo está aqui?

XXX: Faz pelo menos seis horas.

Stiles: Seis horas? — olha ao redor, o ambiente frio e metálico da estação o cercando como uma prisão sem grades — Pra onde você está indo?

XXX: Tenho uma passagem comigo em algum lugar — a mulher começou a procurar nos bolsos do jaleco

Stiles: Você sempre viaja com a roupa do trabalho?

XXX: Eu deveria estar com pressa — um som distorcido ecoou pelos alto-falantes da estação

"As seguintes paradas foram canceladas. Hollatine, Batten, Bay Burry, Deer Ridge, Red Oak..."

Stiles: Para onde esses trens estão indo? — murmurou para si mesmo

"Trenton, Anderson, King Springs"

Stiles: Alguém sabe pra onde esses trens estão indo? — repetiu, agora mais alto e o silêncio foi a sua única resposta

Um vento forte invadiu a estação, levantando papéis do chão e fazendo os cabos das luminárias balançarem acima de suas cabeças. Um ruído pesado, como cascos contra o metal, ressoou no ar. Stiles mal teve tempo de reagir antes que uma horda de figuras sombrias surgissem da escuridão, os Cavaleiros Fantasma atravessando a estação.

O pânico se espalhou quando mais pessoas surgiram com os cavaleiros. Stiles estava bem no meio deles, e, antes que pudesse ser atropelado pelos cavalos espectrais, uma mão firme o puxou para o lado. Ele cambaleou, recobrando o equilíbrio, e se virou para encarar seu salvador.

XXX: Tinha que ser você.

Stiles: Peter? O que está fazendo aqui? Como veio parar aqui?

RIVERDALEOnde histórias criam vida. Descubra agora