CHAPTER 134: SAID THE SPIDER TO THE FLY

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Scott (On)

Faz exatamente três meses desde que enfrentamos a Caçada Selvagem e os seus Cavaleiros Fantasmas. Dentro desses três meses o nosso tempo no Colégio Riverdale chegou ao fim, restando apenas lembranças, uma semana após a cerimônia de formatura o evento mais aguardado enfim chegou: o casamento de Jughead Jones e Elizabeth Cooper.

A cerimônia aconteceu na mansão Whispers Of The Woods, no jardim que mais parecia saído de um conto antigo, rodeado por árvores centenárias e o lago cristalino que refletia o céu dourado do entardecer. A decoração era simples, porém carregada de significado. Arranjos florais sutis, uma mistura de rosas pálidas, lírios brancos e ramos verdes guiavam os olhos até o altar coberto por um arco de flores que pareciam flutuar no ar. Velas e lampiões rústicos espalhavam uma luz âmbar, aquecendo o ambiente com delicadeza. Tudo ali respirava a alma dos noivos: o mistério de Jughead e a intensidade de Betty.

Derek estava fora da cidade, mas nunca iria perder o casamento de Jughead, principalmente quando ele é o padrinho. Allison estava ocupada com um trabalho na França, mas fez de tudo para conseguir vir nesse momento especial e fazer parte do grupo das madrinhas. E como uma excelente musicista, que estava em turnê ao lado de seu pai, Josie McCoy foi convidada para celebrar o casamento e ainda ser a apresentação principal a pedido dos noivos para a festa após a cerimônia.

Os padrinhos e madrinhas abriram a cerimônia. Archie de braços dados com Veronica, Stiles com Lydia, eu com Allison e Derek com Cheryl. As cores dos nossos ternos harmonizavam com o terno do Jughead, um tom grafite, um cinza tão escuro quanto os olhos dele, e combinava perfeitamente com o tom de pele claro da Betty, que usava um vestido leve e ao mesmo tempo impactante, delicado nas rendas, mas forte nos cortes.

Depois entraram Juniper e Dagwood, lançando pétalas pelo caminho, sorrindo com a inocência que parecia ter sido esquecida por todos nós. Jughead veio logo em seguida, ao lado da Sra. Cooper. No início, o relacionamento entre os dois era complicado, mas ela olhava para ele agora como se fosse seu próprio filho. Antes de deixá-lo no altar, beijou sua testa e disse com lágrimas nos olhos: “O tempo passou e a minha garotinha cresceu e agora irá se casar, eu sempre soube que não iria conseguir proteger ela para sempre, mas meu coração fica aliviado por ela ter encontrado alguém que irá protegê-la até o seu último suspiro. Me prometa que irá cuidar da minha filha até mesmo no momento em que você partir?”, com um nó se formando em sua garganta, Jughead apenas disse: “Eu prometo.”

E então, com o Xerife Jones ao seu lado, Betty caminhava até o altar onde o seu noivo já a esperava. Quando chegaram ao altar, o xerife abraçou o filho com força, ele olhou em seus olhos transbordando muito orgulho do homem à sua frente. Agora estando diante do padre, a cerimônia enfim havia começado, os noivos trocaram seus votos e o padre lhes deu sua benção ao casal. Jellybean, a irmã caçula do Jughead, entregou as alianças, sorrindo com os olhos cheios de emoção. Eles trocaram promessas simples, mas intensas. Quando se beijaram, o sol já estava se pondo atrás das árvores, e as pétalas lançadas ao ar pareciam suspensas no tempo. Era uma pintura. Uma memória gravada na alma.

A festa veio depois. E durante o jantar, Archie Andrews, o melhor amigo do casal, que esteve com eles desde a infância e que acompanhou toda a história de Jughead e Betty, fez um discurso lindo e emocionante seguido por um brinde. E quando os noivos tiveram sua primeira dança, parecia que não existia mais ninguém. Eles dançavam como se o mundo inteiro fosse só eles dois.

No decorrer da festa eu senti um clima de tensão dura e pesada entre Betty, Veronica e Lydia. Principalmente quando Archie se aproximava, era como se o ar mudasse. Os batimentos cardíacos das três aceleravam. Seus sinais químicos revelavam raiva, frustração e decepção. Não sei o que aconteceu entre eles, mas sei que nada disso que sentia era fruto da minha imaginação.

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