CHAPTER 91: CREATURES OF THE NIGHT

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Scott (On)

A noite em Riverdale era sombria, marcada por uma tempestade que parecia não ter fim. O vento soprava com violência, fazendo as janelas da Casa Eichen estremecerem sob o impacto das gotas de chuva que batiam como pequenos martelos. O céu, encoberto por nuvens negras, se iluminava ocasionalmente com relâmpagos que rasgavam a escuridão, seguidos por trovões que reverberavam pela cidade.

Dentro do prédio, o silêncio era perturbador, quebrado apenas pelo som distante da tempestade lá fora e o eco contínuo da água corrente do chuveiro no banheiro feminino. A luz fria do ambiente iluminava o espaço com uma tonalidade quase estéril, se refletindo no piso. O vapor do chuveiro formava uma neblina fina, envolvendo Lydia em uma aura etérea. Ela permanecia imóvel, seus cabelos ruivos escurecidos pela água que escorria em longos fios, se grudando à sua pele pálida.

Seus olhos estavam fixos em um ponto vazio, como se ela estivesse em outro lugar, muito distante dali. A água caía com força sobre seus ombros, mas ela não parecia sentir o calor ou a pressão das gotas. Cada respiração dela era quase inaudível, como se ela estivesse presa em um estado de completa apatia.

CASA EICHEN ( Banheiro Feminino )

Enfermeira: Já teve tempo suficiente. Vamos — seu tom de voz era duro, quase impaciente, mas Lydia não se moveu — Não vou engolir que está catatônica. Não pense que vou baixar a guarda — dá um passo à frente, cruzando os braços enquanto a observava — Eu sei que está me ouvindo — Lydia não oferecia resposta, nem verbal e nem física — Olhe pra mim quando eu estiver falando com você.

O comando foi recebido com o mesmo silêncio absoluto. Irritada, a enfermeira se aproximou e, com um movimento brusco, desligou o chuveiro. O som ensurdecedor da água cessou, deixando apenas o gotejar das últimas gotas caindo do chuveiro e o som da tempestade ao fundo.

Enfermeira: Eu disse pra olhar pra mim, Lydia!

A voz dela ecoou no banheiro vazio, mas Lydia continuava a mesma. Sua pele molhada brilhava sob a luz fria, e a toalha que lhe foi entregue permaneceu em suas mãos, intocada. A enfermeira suspirou profundamente, frustrada, e se virou para sair, deixando o banheiro com passos firmes e decididos.

Agora sozinha, Lydia permaneceu onde estava, com a água que ainda escorria de seus cabelos pingando no chão silencioso. Um trovão rugiu ao longe, iluminando brevemente seu rosto. Algo em seus olhos parecia se mover, uma pequena faísca de consciência, mas ela continuou imóvel, perdida em um mar de pensamentos que ninguém podia acessar.

QUARTO DA LYDIA

Enfermeira: Suba a dose para três miligramas — seu tom era frio, uma ordem direta sem espaço para questionamentos — Se ela quer ficar catatônica, que fique — lança um último olhar a Lydia antes de sair do quarto, deixando a porta bater levemente atrás de si

Enfermeiro: Sinto muito por ela, Lydia — prepara a seringa com o medicamento — Ela não é das mais carinhosas — pega o braço de Lydia, que permanecia inerte — Mas eu serei bem carinhoso — começa a procurar uma veia, deslizando os dedos pela pele dela em movimentos lentos e deliberados — Eu prometo que vou ser.

Com um gesto rápido, ele inseriu a agulha. Lydia não reagiu, seu olhar continuava fixo, sem qualquer sinal de dor ou desconforto.

Enfermeiro: Tudo bem, Lydia?

Nenhuma resposta veio. Ele fingiu observar a seringa com uma expressão de leve desapontamento, balançando a cabeça enquanto murmurava.

Enfermeiro: Desculpe, não achei a veia. Terei que tentar de novo.

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