CHAPTER 126: SUPERPOSITION

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Scott (On)

A noite já tomava conta do céu sobre o campo de lacrosse, e as luzes dos refletores iluminavam a grama com um brilho branco-azulado. A brisa fria da noite soprava suavemente, fazendo as redes das traves balançarem levemente e carregando o cheiro fresco da grama recém-cortada.

Estava no gol, ajoelhado, segurando meu taco de lacrosse com firmeza enquanto observava Jughead se posicionar para mais um arremesso. Estávamos ali fazia um tempo, aproveitando a espera por Liam para treinar a precisão dos arremessos dele.

Jughead segurou a bola com firmeza, girando levemente o taco entre os dedos antes de se preparar para disparar. Prendi a respiração, focado, mas antes que ele pudesse soltar o arremesso, algo me fez virar a cabeça para trás.

COLÉGIO RIVERDALE ( Campo De Lacrosse )

Scott: Ouviu isso? — perguntei, estreitando os olhos para a escuridão que se estendia além do campo

Jughead: O quê?

Scott: Achei que tinha ouvido alguma coisa — pisquei algumas vezes, forçando a audição, mas a única coisa que cortava o silêncio era o zumbido das lâmpadas dos refletores — Esquece. Certo, vamos continuar. Precisamos treinar mais arremessos. Os seus são péssimos.

Jughead: Do que você está falando?

Scott: Os seus arremessos. São péssimos — por um instante, Jughead me encarou sem dizer nada

Ele voltou para a posição, sem hesitação, arremessou a bola com toda a sua força. O som do impacto cortou o ar, ecoando pelo campo vazio e eu nem tive tempo de reagir. A bola passou direto por mim e entrou no gol, batendo contra a rede com violência.

Firmei os pés no chão, ajustei minha postura, determinado a defender o próximo arremesso. Mas não adiantou. Outra bola disparada. Passou direto. E mais uma. E outra. Cada arremesso era um borrão branco atravessando a noite, rápido demais para que eu conseguisse sequer levantar o taco a tempo. Depois da quarta bola entrando no gol sem resistência, soltei um suspiro pesado.

Scott: Acho que confundi você com outra pessoa.

Aproveitei a pausa para ajustar as luvas e respirar fundo. Não demorou muito para que Liam finalmente chegasse ao campo, o rosto levemente avermelhado pelo esforço da corrida.

Liam: Foi mal a demora.

Scott: Sem problema. Precisamos trabalhar sua velocidade e precisão. Se quer a vaga de capitão, tem que ser o melhor em campo.

Com as provas finais e a formatura se aproximando, Jughead e eu concordamos que nossas posições no time não eram prioridade agora. Eu renunciei ao posto de capitão para focar nas notas e, naturalmente, Jughead, como co-capitão, seria o próximo na linha de sucessão.

Mas eu sabia que ele nunca quis essa posição, na verdade, se eu não tivesse insistido, ele nem teria aceitado ser co-capitão. E agora, com toda a pressão das provas, a formatura e o seu casamento chegando, a última coisa que ele precisava era mais uma responsabilidade. Então, ele renunciou a sua posição também. Isso deixava a vaga de capitão aberta e o Liam queria essa vaga. Então eu e Jughead concordamos em ajudá-lo a treinar para impressionar o treinador.

Passamos as últimas horas focados no treinamento. As sombras projetadas pelos refletores alongavam nossos movimentos, criando formas distorcidas no gramado. Liam tinha talento, disso eu já sabia, mas ainda precisava refinar alguns aspectos. Eu e Jughead ficamos alternando entre lançar bolas para Liam defender e fazê-lo correr em zigue-zague para aprimorar sua agilidade. Algumas vezes, ele hesitava no momento de bloquear um arremesso mais forte. Outras, demorava um segundo a mais para reagir. Nada que um bom treino não corrigisse.

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