CHAPTER 81: THE BENEFACTOR

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Scott (On)

As sirenes das viaturas da polícia iluminavam as ruas de Riverdale com flashes incessantes de azul e vermelho, projetando sombras nas paredes e calçadas. O som estridente ecoou pela noite, chamando a atenção de todos que estavam nas proximidades do hospital. Funcionários, pacientes e curiosos saíam para ver o que estava acontecendo, formando pequenos grupos nos arredores.

Os policiais desceram apressados dos veículos, suas botas pesadas batendo contra o asfalto molhado pela fina garoa. Eles estavam armados e em formação, liderados pelo Xerife Stilinski, cujas feições endurecidas mostravam a gravidade da situação. Ele ergueu a mão, sinalizando para sua equipe se espalhar. Alguns ficaram na entrada do hospital, enquanto outros adentraram o prédio com passos rápidos.

Eles passaram pelos pacientes e enfermeiras que, se afastavam, se escorando nas paredes para abrir caminho. Havia murmúrio e olhares confusos por toda parte. Cada passo ecoava, intensificando a tensão no ambiente.

Ao chegarem à escadaria que levava ao telhado, uma tensão quase palpável pairava no ar. As portas de metal estavam entreabertas, o som distante do vento lá em cima era a única coisa que escapava. Os policiais sacaram suas armas, subindo com cuidado. Quando atravessaram a última porta, foram recebidos por uma visão desoladora.

No chão de concreto frio e úmido, estava o corpo sem vida de Sean Walcott. O garoto tinha os olhos abertos, fixos no vazio, com um brilho gélido que parecia encarar o abismo. Seu rosto estava pálido, contrastando com o vermelho profundo que manchava sua camisa. O sangue havia escorrido pelo chão, formando uma poça irregular que refletia as luzes piscantes das viaturas lá em baixo. Sua mão direita estava estendida para o lado, como se tivesse tentando alcançar algo, enquanto a esquerda permanecia contraída, rígida.

O Xerife Stilinski deu a ordem para isolar a área imediatamente. Fitas amarelas foram colocadas ao redor da cena enquanto os técnicos forenses subiam com malas de equipamentos, prontos para analisar cada detalhe. O som de flashes das câmeras começou a preencher o espaço, capturando imagens de cada ângulo do corpo e do ambiente ao redor.

HOSPITAL DE RIVERDALE ( Telhado )

Xerife Stilinski: Parrish, tire todo mundo daqui de cima. E vê se segura o ME por cinco minutos. Tenho um especialista próprio vindo para dar uma olhada — Parrish franziu o cenho, confuso

Parrish: Tem um especialista em canibais adolescentes? — perguntou, a incredulidade evidente em sua voz

Xerife Stilinski: Cinco minutos, Parrish.

Embora relutante, Parrish cumpriu a ordem, chamando os policiais para saírem da cena do crime. Com o telhado agora vazio, um silêncio tomou conta do local, quebrado apenas pelo som do vento e de passos que surgiam das sombras. Derek apareceu, com uma expressão séria em seu rosto e os olhos atentos a cada detalhe da cena.

Xerife Stilinski: Acho que passou tempo suficiente aqui para saber que precisamos ser rápidos. Scott disse que pegou um Wendigo.

Derek: São canibais metamorfos. Mas não escuto falar neles há muito tempo em Riverdale. Deviam estar bem escondidos. Quantas pessoas o Scott disse que tinha aqui?

Xerife Stilinski: Só o Sean e o matador que aparentemente não tem boca. Não saberia nada sobre isso, não é?

Derek: Tinha mais alguém. Alguém jovem. Um homem.

Xerife Stilinski: Senti o cheiro do medo?

Derek: E do sangue.

CASA DO SCOTT

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