CHAPTER 141: WEREWOLVES OF LONDON

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Scott (On)

O entardecer caía suavemente sobre o campus da University of Highsmith, tingindo o céu com tons dourados e alaranjados que filtravam pelas janelas do pequeno apartamento onde Cheryl Blossom e Toni Topaz dividiam a vida. O local era modesto, mas acolhedor, com paredes cobertas por quadros, plantas espalhadas em cantos iluminados e a decoração peculiar que refletia a personalidade intensa de Cheryl e o espírito livre de Toni. O cheiro de chá de camomila recém-preparado pairava no ar, misturado ao som sutil de uma caneta deslizando sobre o papel.

Cheryl estava sentada diante de sua mesa de desenho, próxima à janela aberta, onde a brisa da tarde acariciava seus cabelos ruivos, bagunçando algumas mechas que escapavam de sua trança frouxa. Seus olhos, intensos e concentrados, acompanhavam os traços rápidos da caneta em um papel de textura grossa. Cada linha, cada sombra era traçada com precisão quase obsessiva. Ela desenhava como se algo dentro dela precisasse sair, uma urgência que ela própria não compreendia, como se o papel fosse um espelho do seu subconsciente.

Enquanto isso, Toni estava recostada na cama, com as pernas cruzadas e um livro grosso apoiado sobre os joelhos. O título na capa era “Serial Killers: Mind and Madness”, um exemplar surrado que ela havia comprado em um sebo perto do campus. Seus olhos varriam as páginas com atenção, mas o cansaço acumulado após as aulas começava a pesar.

Seus dedos finalmente marcaram a página e ela fechou o livro com um leve suspiro, repousando ao lado do travesseiro. Ela se virou para Cheryl, esticando um pouco o pescoço e espiando o que a namorada estava desenhando. Seus olhos se fixaram imediatamente na imagem.

APARTAMENTO DA CHERYL

Toni: Uau! O Big Ben está lindo — comentou, com um tom sincero, quase admirado

Cheryl: Obrigada. E é a Ponte de Manhattan, na verdade.

Toni franziu as sobrancelhas, confusa, se inclinando um pouco mais para frente. Ela apontou para o centro do desenho com o dedo.

Toni: Não. É o Big Ben em Londres. Olha só as torres, o relógio, até os detalhes da arquitetura. Isso aí é Londres, Cheryl.

Cheryl arqueou as sobrancelhas, um frio súbito percorrendo sua espinha. Ela puxou o papel mais para si e o analisou com atenção. O desenho estava claro como o dia. O relógio, com sua torre gótica e sua silhueta imponente, não era americano. Era o Big Ben. Ela conhecia a estrutura, tinha estudado as características da ponte de Manhattan antes de começar a desenhar. Aquilo não fazia sentido.

Cheryl: O quê? — murmurou, num sussurro baixo

Ela deslizou os dedos sobre o papel como se esperasse que ele se transformasse diante de seus olhos.

Cheryl: Era pra ser a Ponte de Manhattan. Eu... Eu tinha a imagem na cabeça... Até procurei referência.

Toni se levantou, caminhando lentamente até a mesa. A luz da janela agora incidia diretamente sobre o desenho, destacando cada traço com mais nitidez.

Toni: Talvez esteja tentando uma premonição — comentou em voz baixa, séria, mas sem alarmismo — Esse desenho quer dizer alguma coisa.

Cheryl não respondeu de imediato. Suas pupilas estavam dilatadas e seu rosto perdia parte da cor. Ela conhecia bem aquela sensação: como uma corrente de energia atravessando seu peito, um zumbido tênue nos ouvidos, e aquela mesma pressão incômoda atrás dos olhos, tudo que sempre a precedia a algo. Algo ruim.

Cheryl: Mas o que tem em Londres? — perguntou, quase para si mesma, com a voz trêmula

INGLATERRA, LONDRES

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