CHAPTERS 136: AFTER IMAGES

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Scott (On)

No interior da Floresta Fox, galhos estalavam sob os pés da Sra. Monroe, que corria entre a vegetação, o som dos próprios passos apressados se misturava ao farfalhar das folhas secas. A noite estava densa, com a neblina rasteira envolvendo os troncos das árvores como um véu. Monroe procurava pelo Brett, seu peito arfava, o coração batia tão forte que parecia prestes a explodir, mas ela não parava.

Um silêncio opressor caiu de repente. A Sra. Monroe se deteve, ofegante, girando sobre os calcanhares. E foi então que ele apareceu. Como um vulto emergindo das sombras, Brett surgiu por entre as árvores, o olhar selvagem cravado nela. Antes que a Sra. Monroe pudesse reagir, Brett avançou com velocidade, a derrubando no chão com brutalidade. A terra úmida grudou em suas roupas enquanto ela lutava contra ele, mas Brett era mais forte, ele a imobilizou com facilidade.

Antes que pudesse dar o golpe final, um som agudo cortou o ar, o silvo de uma flecha disparada com precisão. Em um instante, a flecha se cravou no ombro de Brett com um estalo seco. Ele gritou de dor, ecoando por toda a floresta, e cambaleou para trás. Seus olhos brilharam com fúria por um segundo, encarando a escuridão de onde a flecha veio, mas então ele girou o corpo e correu, sumindo novamente entre as árvores.

FLORESTA FOX

Sra. Monroe: Quem é? — sua voz soou firme, mas havia uma nota de desconfiança e medo mal contido — Quem está aí? — dos arbustos sombreados à sua esquerda, uma silhueta surgiu lentamente

Gerard: Alguém que faz isso há muito mais tempo do que você — disse com um leve sorriso de desdém, a voz grave ecoando como uma sentença entre as árvores — E alguém que sabe reconhecer um talento nato quando vê um.

Brett avançava ofegante por entre a vegetação da floresta. Seu corpo se movia com esforço, o som de Gerard e a Sra. Monroe em sua trilha começava a se dissipar ao longe. Ele finalmente parou ao lado de uma rocha coberta de musgo, arfando como um animal encurralado. Seus olhos buscavam de imediato o ferimento, a flecha ainda cravada em seu ombro pulsava dor a cada batida do coração.

Ele tentou arrancá-la com as mãos trêmulas, mas a flecha parecia presa entre músculos e ossos. Frustrado, soltou um grunhido rouco e, em um ato de desespero, girou o corpo com violência, se lançando contra o tronco de uma árvore. O impacto foi brutal. Fez isso novamente. A flecha se partiu, atravessando por completo, e ele caiu de joelhos, ofegante, ofuscado entre a dor lancinante e o alívio de finalmente ter arrancado aquilo de dentro de si. A flecha encharcada de sangue caiu ao chão. Brett respirou fundo, os olhos cerrados, enquanto o silêncio da floresta o envolvia como um abrigo momentâneo.

Sra. Monroe: Ele está muito na nossa frente. Precisamos nos mover mais rápido.

Gerard: Fala como uma amadora.

Sra. Monroe: Uma amadora que matou um Cão do Inferno.

Gerard: Um Cão do Inferno ferido. E sangrando.

Sra. Monroe: Também matei um lobisomem.

Gerard: Igualmente ferido. E sozinho. Não confunda sorte com habilidade. Quanto mais esperamos, mais fraco ele vai ficar.

Sra. Monroe: E mais tempo ele terá para conseguir ajuda.

Gerard: A maior vitória é aquela que não exige batalha.

Sra. Monroe: Podemos continuar andando? — antes que Gerard pudesse responder, o som abafado de um celular tocando ecoou pela floresta — Ouviu isso? — segue o som com cautela — Ele deve estar por perto — um brilho pálido do visor do celular piscava entre as folhas secas no chão

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