CHAPTER 117: FEAR THE REAMER

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Jughead (On)

A viatura do meu pai parou com um solavanco na entrada da casa. A tensão no carro era palpável, mas nada comparado ao que senti quando pisei na soleira da porta e encontrei o ambiente mergulhado em um silêncio incômodo.

CASA DO XERIFE JONES

Jughead: Jellybean? — chamei, esperando ouvir sua voz respondendo de algum lugar dentro da casa

Nada. Nenhum barulho de passos, nenhum som vindo do andar de cima. Apenas o silêncio, cortante e pesado. Meu pai se adiantou, espiando pelos corredores e verificando cada cômodo. Eu segui para a sala de estar, os olhos atentos a qualquer coisa fora do lugar. Foi quando notei um envelope no chão, bem no meio da sala, como se tivesse sido deixado propositalmente para ser encontrado.

Jughead: Pai... — chamei, erguendo o papel

Xerife Jones: O que é isso? — perguntou, a voz carregada de preocupação

Virei o envelope em minhas mãos, os dedos correndo pelo papel amarelado e levemente amassado. A inscrição na frente fez meu sangue gelar.

Jughead: "Eu os convido a jogar Grifos e Gárgulas. O resultado determinará o destino da Princesa Jellybean."

Meu pai praguejou baixinho, os olhos escurecendo de raiva. Antes que ele pudesse dizer algo, ouvimos o barulho da porta da frente se abrindo com um ranger seco.

Sra. Jones: Por que a porta está aberta? — entra apressada, o olhar saltando de mim para o xerife, até pousar na carta em minhas mãos — O que foi? Cadê a JB?

Xerife Jones: Foi levada.

Jughead: Pelo Rei Gárgula e seu leal servo, Kurtz.

Sra. Jones: Temos que achar o filho da mãe.

Xerife Jones: Ah, é? Ele está lá na minha viatura.

Kurtz agora estava sentado no sofá à nossa frente, algemado, mas com um sorriso irritante nos lábios. Os olhos dele brilhavam de diversão doentia, como se a situação inteira fosse apenas mais um capítulo de seu jogo macabro.

Sra. Jones: Onde está a minha filha?! — rosnou, a voz carregada de ameaça — Fale, ou eu o matarei aqui e agora!

Xerife Jones: Onde a mantém, Kurtz?!

Kurtz: Com um sócio — inclina a cabeça para o lado, analisando nossas reações — Ela está sendo bem cuidada.

Jughead: Ele não vai nos contar.

Kurtz: Aceitem o convite para jogar. Vamos ver se conseguem trazer Jellybean para casa — saímos da sala deixando Kurtz sozinho e fomos até a cozinha

Xerife Jones: Ele é louco. Como podemos acreditar nele?

Jughead: Já joguei e sei que caras como Kurtz são completamente devotos ao Rei Gárgula e suas regras. Se jogarmos e vencermos, recuperaremos a Jellybean. Tenho certeza disso — voltamos para a sala — Beleza, seu perturbado — cruzei os braços, encarando Kurtz — Nós vamos jogar.

Kurtz: É claro que vão — se inclina um pouco para frente, como se estivesse prestes a revelar um segredo — Primeiro, seus avatares. Xerife Jones, será o Deadeye, como no colégio — sorri, apontando para meu pai, que cruzou os braços com irritação — Jughead, você ainda é o Mago Infernal. E a Sra. Jones será... A Alquimista — pega os dados e os rolou na mesa, os empurrando na direção do meu pai — Deadeye, comece.

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