CHAPTER 143: BROKEN GLASS

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Scott (On)

BRASIL

Em uma noite gélida e tempestuosa que abraça a pacata cidade de Cabeceiras, Brasil, situada na América do Sul, um manto sombrio se estende sobre as ruas, com o vento uivando entre as acolhedoras residências. As gotas de chuva, como dançarinas frenéticas, criam uma sinfonia de sons inquietantes, transformando cada rua em um palco molhado.

As luzes das janelas, tímidas e trêmulas, contam histórias silenciosas, enquanto as árvores, curvadas sob o peso insistente da chuva, parecem sussurrar segredos à noite. O ar corta como lâminas, e o aroma da chuva fresca se entrelaça ao perfume da terra molhada, criando uma atmosfera misteriosa e intensa, onde cada respiração é uma experiência sensorial única.

Num recanto distante da pequena cidade, o Sr. Argent embarca em um encontro noturno com o chefe da polícia local, na esperança de extrair informações sobre alguém acusado de semear desordem nas tranquilas ruas de Cabeceiras.

CABECEIRAS

Sr. Argent: Isso é realmente necessário? - lança um olhar para o cano da arma que o encara diretamente

Policial: Se você me pede para encontrá-lo sozinho no meio da noite, eu trago uma arma. Que tal colocar a sua no painel, onde eu possa ver?

Argent suspira, tentando manter a calma. Lentamente, tira a pistola de dentro do sobretudo e a deposita no painel do carro do policial.

Sr. Argent: Assim está bom pra você?

Policial: A da cintura também. E a faca que você esconde dentro do casaco.

Sr. Argent: Você acha mesmo que eu carrego uma faca no meu casaco? - o policial apenas ergue o queixo, mantendo o silêncio e a arma apontada - Vai mesmo me deixar sem defesa?

Policial: Considere-se com sorte por eu não te algemar no capô.

O Sr. Argent retira discretamente uma faca e uma segunda arma menor, as colocando junto da outra no painel. O policial finalmente abaixa a arma, embora com relutância.

Sr. Argent: Vamos ao que interessa - puxa um envelope grosso do bolso interno do sobretudo e o estende ao policial

Policial: Veio aqui me comprar com propina?

Sr. Argent: Não é propina. É para qualquer um que esteja disposto a dar informações.

Policial: Precisa mais do que isso se quiser que alguém fale. A questão não é ganância.

Sr. Argent: É medo?

Policial: É superstição.

Sr. Argent: De que tipo?

Policial: Nem queria saber.

Sr. Argent: Capitão, eu vim aqui especificamente para descobrir coisas que eu não quero saber. Do que as pessoas têm tanto medo? Acredite quando eu digo que se surpreenderá com a minha tolerância.

O policial analisa o rosto de Argent por um momento. Então solta um longo suspiro e começa a falar, com um tom quase sombrio.

Policial: Tudo omeçou com um assassinato em massa. Encontramos doze corpos sem identidades, sem suspeitos e sem pistas. Demos início a investigação, chamamos todos os homens disponíveis para encontrarmos o culpado, mas não éramos os únicos procurando. Mais alguém queria saber quem tinha assassinado as doze vítimas, alguém que queria encontrar o assassino mais do que nós, alguém com raiva e muita raiva. Ele atacou um grupo de homens em um galpão em silêncio e em plena luz do dia. Disseram que ele se movia com uma rapidez inacreditável, tinha dentes afiados e quase três metros de altura.

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