Jughead (On)
Betty havia acabado de chegar na minha casa, assim que abriu a porta, foi recebida por um silêncio quase palpável. A sala estava imersa em uma penumbra suave, iluminada apenas pela luz do sol de um fim de tarde que entrava pelas frestas das cortinas.
A sala de estar era um santuário de caos organizado, com papéis cobrindo quase toda a superfície da mesa de centro. Havia arquivos abertos, recortes de notícias antigas, e anotações rabiscadas em folhas soltas espalhadas pelo chão. Betty ficou parada por um momento, observando tudo com curiosidade. Ela reconhecia aquele tipo de bagunça; era praticamente a nossa marca registrada quando estávamos mergulhados em um novo mistério ou escrevendo matérias para o Blue and Gold.
Enquanto seus olhos percorriam a sala, Betty se perguntava qual seria o caso dessa vez. Seria uma nova matéria para o jornal da escola ou algo mais pessoal? Entretanto, todos esses pensamentos e dúvidas desapareceram quando ela sentiu um par de braços firmes envolvendo sua cintura por trás.
O calor do meu corpo se encostando ao dela a fez relaxar instantaneamente. Betty inclinou a cabeça para trás, fechando os olhos, e um sorriso suave surgiu em seu rosto. Ela se deixou levar pela segurança e pela familiaridade daquele abraço, o tipo de abraço que fazia o mundo ao redor desaparecer, restando apenas nós dois.
Comecei a traçar uma trilha de beijos pelo pescoço de Betty, meus lábios roçando suavemente a pele dela, enviando ondas de arrepio por todo o seu corpo. Cada beijo era uma promessa silenciosa, um gesto de carinho que falava mais do que mil palavras poderiam expressar.
Finalmente, meus lábios encontraram os dela, e Betty se virou de frente pra mim, envolvendo seus braços em volta do meu pescoço. O beijo era suave, mas carregado de emoção, uma mistura perfeita de ternura e paixão. Nós perdemos naquele momento, o tempo parecia ter parado, e a única coisa que importava era a conexão profunda que compartilhamos. A intensidade do beijo aumentou, e só nos separamos quando a necessidade de ar se tornou impossível de ignorar.
CASA DO JUGHEAD
Betty: Você parece bem ocupado — comentou olhando ao redor da sala
Jughead: É, só um pouco — o tom de ironia era evidente em minha voz
Betty: Eu só vim devolver as suas chaves — pega as chaves da casa e estende pra mim — Não queria te atrapalhar — pego a sua mão e fecho os dedos dela sobre as chaves
Jughead: Em primeiro lugar, você nunca me atrapalha, e em segundo lugar, pode ficar com as chaves. A minha casa é sua também. Pode vir e entrar quando quiser.
Betty: Obrigada, Jug — sua atenção é voltada para os papéis espalhados pela sala — O que é tudo isso?
Jughead: Espero que seja o artigo que vai salvar o Southside de Hiram Lodge. Isso tudo é como um quebra-cabeça.
Betty: Mas Hiram salvou o seu pai, não salvou? Comprou o Sunnyside e perdoou as dívidas?
Jughead: Por causa dele, eles perderam o Sunnyside. Ele fez parecer uma boa ação, mas foi tudo parte do plano dele.
Betty: Ele fez mais alguma coisa? Comprou mais algum terreno?
Jughead: Não soube? Ele comprou o Riverdale Register. Está tentando silenciar as denúncias contra ele.
Betty: Ele está com medo da exposição.
Jughead: Exatamente.
Eu estava contra o relógio, e talvez Riverdale também estivesse. Cada segundo que passava parecia ser crucial na luta contra Hiram Lodge e seus esquemas sombrios. Hiram estava agindo rapidamente, suas mãos manipulando as engrenagens da cidade com a precisão de um mestre estrategista. Sem provas concretas para incriminá-lo, eu me sentia impotente, como se estivesse tentando agarrar fumaça. Tudo o que eu tinha eram especulações e uma crescente sensação de urgência.
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RIVERDALE
Mystery / ThrillerPara os fãs de Riverdale e Teen Wolf, este livro é um crossover das duas séries. A misteriosa morte de Jason Blossom, um garoto popular do ensino médio e membro da família mais poderosa da cidade, derruba a pequena e pacífica comunidade de Riverdal...
